Praia das Maçãs ao anoitecer
Passando as férias grandes em Sintra, a ida à praia, esporádica, era uma festa. Ia-se passar o dia, o que implicava sair cedo e voltar ao fim da tarde, levar farnel, almoço e lanche. Geralmente aos dias de semana, mas de quando em vez ao domingo, para o meu pai nos poder acompanhar.
Passando as férias grandes em Sintra, a ida à praia, esporádica, era uma festa. Ia-se passar o dia, o que implicava sair cedo e voltar ao fim da tarde, levar farnel, almoço e lanche. Geralmente aos dias de semana, mas de quando em vez ao domingo, para o meu pai nos poder acompanhar.
Eléctrico de Sintra
Areal da Praia das Maçãs
Depois era um dia em cheio.
Alugava-se barraca e brincava-se com pás e baldes, formas e moinhos, que faziam a areia subir e descer nuns carrinhos, até à hora do banho. Depois do almoço esperava-se três horas para novo banho, com protestos e inquirição das horas de 10 em 10 minutos até esgotar a paciência dos adultos. E não se podiam dar muitas largas ao entusiasmo, porque a minha mãe vigiava-nos como um banheiro, que o mar era geralmente bravo
.
As barracas da praia
Por vezes íamos de carro, um velho e pequeno Chevrolet de uma amiga de infância da minha mãe, que tinha uma filha da minha idade e viria a ser a minha primeira namorada. A senhora guiava assustadoramente depressa por aquelas curvas que se seguiam a outras milhentas curvas. A minha mãe jurava sempre que era a última vez que íamos com ela.
A piscina em 1952





