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sábado, 1 de julho de 2017

Há 42 anos...

Porque ontem nuns comentários se falou destes dois espanhóis condenados à morte. Otaegui, militante da ETA, seria fuzilado com mais um elemento da ETA e três da FRAP, no dia 27 de setembro de 1975. Seriam os últimos executados em Espanha. Franco morreria a 20 de novembro desse ano.
Um volante.
Cartaz e autocolante.

Vejam aqui a manifestação que se realizou em Lisboa:
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/salvemos-garmendia-e-otaegui/#sthash.p84QzYP0.dpbs

No dia em que se celebram 150 anos sobre a publicação da lei que aboliu a pena de morte em Portugal.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Portugal aboliu a pena de morte há 150 anos

O Google dá hoje destaque à abolição da pena de morte em Portugal, através de uma carta que Victor Hugo escreveu ao então diretor (e fundador) do DN, Eduardo Coelho:

http://www.dn.pt/portugal/interior/quando-victor-hugo-elogiou-portugal-por-abolir-a-pena-de-morte-5580047.html

A pena de morte foi abolida para crimes civis, exceto por traição ocorridos em guerra, pela lei de 1 de julho de 1867. Quinze anos antes, já o havia sido para crimes políticos. E em 1911 foi-o para todos os crimes, incluindo os militares.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Números



1634

O número de pessoas executadas em 2015, em 25 países diferentes, o maior número desde 1989 . Os países à frente no ranking continuam a ser os mesmos : China , Irão, Paquistão, Arábia Saudita e os EUA .

terça-feira, 7 de maio de 2013

Números


682 / 23386

Em que 682 é o número de condenados à morte que foram executados em 2012 ( com 314 iranianos à cabeça, passando pelos 43 dos EUA, 7 japoneses, apenas um cidadão do Bangladesh, outro do Paquistão e ainda outro da União Indiana ), e 23386 é o número de pessoas ( conhecidas, claro ) que estavam nos corredores da morte também em 2012. E estes números não incluem a China, onde os dados sobre as execuções são segredo de Estado mas onde é seguro também dizer que são executados tantos cidadãos como em todo o resto do mundo. Ou mais.
O escudo nacional da Letónia está em destaque porque foi esta república báltica o último país a abolir a pena de morte em 2012.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Um quadro por dia - 204


Neste Dia Mundial de Luta contra a Pena de Morte, um desenho de Victor Hugo, grande lutador contra a pena capital.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Na China

O regime chinês aboliu recentemente a pena de morte para quem cometa crimes económicos. Já não falta tudo...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Gravado no tempo - 2


Em 7 de Julho de 1865 foi enforcada a primeira mulher nos E.U.A.. Foi acusada de ter participado na conspiração que levou ao assassinato do presidente Abraham Lincoln, chefiado por John Wilkes Booth. Chamava-se Mary Surratt e nascera e Waterloo, em 1823 e era dona de uma taberna e pensão americanas.


Foi executada com três dos implicados, no Forte McNair, em Washington. Mais tarde foi revelado que não soubera nada acerca da conspiração

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Lá fora - 76 : Crime e castigo


Aqui está uma exposição do Museu d' Orsay que tenho pena de não ver: Crime et châtiment. O percurso da abolição da pena de morte em França, desde as primeiras tentativas de Saint-Fargeau em 1791 até 30 de Setembro de 1981, data da efectiva abolição.
São 457 quadros, desenhos, esculturas e objectos de artistas de variadas épocas: Goya, Géricault ( é dele, aliás, a tela supra que "dobra" como cartaz da expo ), Delacroix, Moreau, Munch, Dix, Picasso e Warhol.
E além das obras de arte estão também presentes alguns objectos do "ofício da morte", designamente a famosa invenção do Dr.Guillotin.
Crime et châtiment, até 27 de Junho, Museu d' Orsay. ( O catálogo parece valer bastante a pena. Dirigido por Jean Clair, conta com textos de Robert Badinter, Robert Kopp, Pontalis e Michel Serres ).

quinta-feira, 26 de março de 2009

Coisas do Direito - 8 : Uma boa notícia


Mais um estado norte-americano aboliu a pena de morte. Agora foi o Novo México pela mão do seu governador, o democrata Bill Richardson.A pena mais grave aplicável neste estado da União passa a ser a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
Uma boa notícia num país onde em alguns estados ainda se executam doentes mentais, jovens adultos, e adultos que cometeram crimes quando eram menores. Ao contrário do que muita gente pensa, trata-se de um país com enormes contrastes nos catálogos penais estaduais e cometer um crime num estado ou noutro pode ser a diferença entre perder a liberdade ou a vida.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

MAIS VALE TARDE QUE NUNCA...


O Governador do Estado australiano de Victoria decretou ontem o perdão póstumo a um homem enforcado há 86 anos, acusado da violação e morte de uma menina de 12 anos, Alma Tritschke.
Tal decisão deveu-se a uma nova investigação, suscitada por um livro recente, que desacreditou as provas utilizadas aquando da condenação em 1922.
O perdão ( e não «absolvição» por não ser possível novo julgamento...) de Colin Campbell Ross, enforcado com 29 anos , deixou felizes tanto os seus familiares como os da vítima.