
Há poucos dias, procurava imagens de quadros de uma série chamada Bibliothèques en cendres de uma pintora francesa. Ao pensar nesse tema, pesadelo de bibliófilos e de leitores dedicados, lembrei-me do J.P. (João Pedro Ferro) por uma razão muito simples. Falou-se de tal pesadelo na última vez em que estive com ele, em casa de amigos comuns, e lembro-me de ele falar de Mommsen e da preciosa biblioteca deste.
Lembranças que me ocorreram sem ter presente a data lembrada hoje por outros prosimetronistas, e que "arquivei " novamente por não ter encontrado reproduções das ditas telas.
Fiquei, pois, atónito ao ler há pouco tais posts e pensar nos 16 anos passados desde então.
Assim surge este belo retrato de Theodor Mommsen (1817-1903), um dos maiores especialistas de todos os tempos da História de Roma e também um grande jushistoriador, que foi ainda Prémio Nobel da Literatura em 1902, distinção alcançada até hoje por restrito número de historiadores.
3 comentários:
Hoje é que o JP faria anos, de modo que vem muito a tempo.
«Bibliothèques en cendres» deve ser um verdadeiro pesadelo. A última vez que tive uma angústia dessas foi aquando do incêndio dos Paços do Concelho. Mas lá conseguiram retirar o Arquivo Histórico. Pff...
Mais um pintor meu desconhecido: Franz Lenbach.
Esqueci-me de dizer que o retrato é magnífico.
Também acho que é um belo retrato, mas fiquei dividido entre pintura ou fotografia: há fotografias magníficas do Mommsen,no jardim com o cão ou lendo na biblioteca .
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