«Hino da Alegria», ou «Ode à Alegria», é o título do poema escrito por Friedrich Schiller em 1785 e cantado no 4.º movimento da 9.ª Sinfonia de Beethoven.
Nos 40 anos da adesão de Portugal e Espanha à então CEE.
O hino da Alegria é muito bonito. Mas além de festejarmos devíamos tb pensar na importância da CE e no que fizemos nós portugueses, durante 40 anos, com os dinheiros que dali nos vieram. E não seria demais aproveitar para, todos os países envolvidos se tornarem, em amplo sentido, uma comunidade europeia.
Uns foram mal gatos, outros é bom nem falar do que lhes aconteceu, mas no geral, e olhando para o que o país era, o resultado é mais que positivo. Mas lá a ver se a EU encontra um caminho e não implode. Bom dia!
Quatro décadas depois da entrada (que se alargou a Espanha), sem um elementar e democrático referendo, da "Comunidade" neste adiado País que, ao contrário da Islândia, perdeu, com a "adesão", a completa soberania nacional, em áreas tão importantes como a delapidação dos nossos recursos marítimos e a escandalosa desigualdade inerente ao Euro (que, a meu ver, é bem mais prejudicial do que o NOVO Escudo, a moeda alternativa que preconizo!), ainda prevalece um errado preconceito: o de que o patriotismo seria "menos nobre", quando comparado com a subserviência às imposições belicistas da própria NATO/OTAN...
Na realidade, a Europa "comunitária" está longe de assegurar a melhoria geral das condições de existência. Na minha perspectiva, o "mercado único" europeu redundará numa séria hipoteca para o nosso futuro colectivo, mais ou menos próximo, na eterna "cauda" do velho Continente!...
A título de (muito) breve reflexão, permito-me evocar as palavras de algum modo premonitórias de Miguel TORGA, no seu derradeiro "DIÁRIO", o XVI: "Reunificação alemã. Era uma necessidade, mas Deus nos defenda. A Alemanha é na Europa o que Castela é na Espanha: nunca terá paz, nem deixará haver paz, enquanto não conseguir polarizar em si todos os horizontes que lhe caibam na retina".
E, assim, chegamos ao "âmago" da questão, obviamente relacionada com a natural escolha do último Andamento da 9.ª Sinfonia ("Ode à Alegria"), adoptado como HINO pelo Conselho da Europa em 1972 e pela União Europeia em 1985. Os IDEAIS humanistas, tão caros a Friedrich SCHILLER e Ludwig van BEETHOVEN, merecem quem respeite uma outra forma de solidariedade e fraternidade internacionalista entre os Povos!!!...
Eu, modesta e simbolicamente, aproveitei a "jornada" de hoje para ouvir, de novo, a magnífica gravação (2009) do CD "Nona Sinfonia" , com o Coro e a Orquestra Gulbenkian, sob a regência de Lawrence FOSTER, e a saborosa adaptação da saudosa ANA FARIA (1949-2024), disponível no pedagógico CD "Brincando aos Clássicos" (reeditado em 1998, pela Movieplay).
A chamada música erudita tem, de facto, a peculiar capacidade de nos "convidar" à viagem irresistível a outros tempos e lugares! Temos o exemplo imediato da efeméride desta data, em que muitos Europeus evocam o "Domingo Sangrento", na Rússia Czarista (22 de Janeiro de 1905), aquando da histórica tentativa revolucionária - fracassada - de São Petersburgo, violentamente reprimida. A sua evocação proporciona-nos a possível audição da célebre "Sinfonia n.º 11", de Dmitri SHOSTAKOVICH (data de composição: 1956/57), e do "arrepiante" "CHANT DES MARTYRS (Marche funèbre de 1905)", que integra o emocionante CD "CHANTS REVOLUTIONNAIRES DU MONDE" (1989)...
Não foi só Miguel Torga. Willy Brandt também não era adepto da unificação alemã, naquele tempo. E ele conhecia bem a parte leste. A verdade é que a maioria dos países do leste europeu parece ter saudades de um regime autoritário (e mesmo imperialista), qualquer que ele seja. Bom dia!
5 comentários:
O hino da Alegria é muito bonito. Mas além de festejarmos devíamos tb pensar na importância da CE e no que fizemos nós portugueses, durante 40 anos, com os dinheiros que dali nos vieram. E não seria demais aproveitar para, todos os países envolvidos se tornarem, em amplo sentido, uma comunidade europeia.
Sim, o hino é lindíssimo, o pior é o resto...
Bom dia!
Uns foram mal gatos, outros é bom nem falar do que lhes aconteceu, mas no geral, e olhando para o que o país era, o resultado é mais que positivo. Mas lá a ver se a EU encontra um caminho e não implode.
Bom dia!
Quatro décadas depois da entrada (que se alargou a Espanha), sem um elementar e democrático referendo, da "Comunidade" neste adiado País que, ao contrário da Islândia, perdeu, com a "adesão", a completa soberania nacional, em áreas tão importantes como a delapidação dos nossos recursos marítimos e a escandalosa desigualdade inerente ao Euro (que, a meu ver, é bem mais prejudicial do que o NOVO Escudo, a moeda alternativa que preconizo!), ainda prevalece um errado preconceito: o de que o patriotismo seria "menos nobre", quando comparado com a subserviência às imposições belicistas da própria NATO/OTAN...
Na realidade, a Europa "comunitária" está longe de assegurar a melhoria geral das condições de existência. Na minha perspectiva, o "mercado único" europeu redundará numa séria hipoteca para o nosso futuro colectivo, mais ou menos próximo, na eterna "cauda" do velho Continente!...
A título de (muito) breve reflexão, permito-me evocar as palavras de algum modo premonitórias de Miguel TORGA, no seu derradeiro "DIÁRIO", o XVI: "Reunificação alemã. Era uma necessidade, mas Deus nos defenda. A Alemanha é na Europa o que Castela é na Espanha: nunca terá paz, nem deixará haver paz, enquanto não conseguir polarizar em si todos os horizontes que lhe caibam na retina".
E, assim, chegamos ao "âmago" da questão, obviamente relacionada com a natural escolha do último Andamento da 9.ª Sinfonia ("Ode à Alegria"), adoptado como HINO pelo Conselho da Europa em 1972 e pela União Europeia em 1985. Os IDEAIS humanistas, tão caros a Friedrich SCHILLER e Ludwig van BEETHOVEN, merecem quem respeite uma outra forma de solidariedade e fraternidade internacionalista entre os Povos!!!...
Eu, modesta e simbolicamente, aproveitei a "jornada" de hoje para ouvir, de novo, a magnífica gravação (2009) do CD "Nona Sinfonia" , com o Coro e a Orquestra Gulbenkian, sob a regência de Lawrence FOSTER, e a saborosa adaptação da saudosa ANA FARIA (1949-2024), disponível no pedagógico CD "Brincando aos Clássicos" (reeditado em 1998, pela Movieplay).
A chamada música erudita tem, de facto, a peculiar capacidade de nos "convidar" à viagem irresistível a outros tempos e lugares! Temos o exemplo imediato da efeméride desta data, em que muitos Europeus evocam o "Domingo Sangrento", na Rússia Czarista (22 de Janeiro de 1905), aquando da histórica tentativa revolucionária - fracassada - de São Petersburgo, violentamente reprimida. A sua evocação proporciona-nos a possível audição da célebre "Sinfonia n.º 11", de Dmitri SHOSTAKOVICH (data de composição: 1956/57), e do "arrepiante" "CHANT DES MARTYRS (Marche funèbre de 1905)", que integra o emocionante CD "CHANTS REVOLUTIONNAIRES DU MONDE" (1989)...
Muito Boa Noite!
Não foi só Miguel Torga. Willy Brandt também não era adepto da unificação alemã, naquele tempo. E ele conhecia bem a parte leste. A verdade é que a maioria dos países do leste europeu parece ter saudades de um regime autoritário (e mesmo imperialista), qualquer que ele seja.
Bom dia!
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