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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Boa noite!


«Hino da Alegria», ou «Ode à Alegria», é o título do poema escrito por Friedrich Schiller em 1785 e cantado no 4.º movimento da 9.ª Sinfonia de Beethoven.
Nos 40 anos da adesão de Portugal e Espanha à então CEE.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Leituras no Metro - 2980

Paris: Hachette, 2009

«O último rei da Polónia, Estanislau II Augusto Poniatowski, amante de Catarina II da Rússia, foi eleito com a ajuda de 40 000 baionetas russas. Por sorte, é a um homem culto e patriota. Tenta uma última vez reformar o Estado e reforçar o poder real. Mas a Rússia, a Prússia e a Áustria não queriam uma Polónia forte e apresentam-se "como defensores das liberdades nacionais", que são precisamente uma das causas da sua franqueza. Finalmente, em 1772, as três potências procedem à primeira partilha da Polónia, amputando-a de um terço do seu território.» (p. 73)
(Sublinhado meu.)

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Jacques Delors (1925-2023)


Jacques Delors, que faleceu há um mês, é hoje homenageado pela Comissão Europeia, de que foi o primeiro presidente.

«A sociedade de consumo privilegiou o que temos em detrimento do que somos.»
Jacques Delors

«Para que a União Europeia funcione, é necessário a concorrência que estimula, a solidariedade que une e a cooperação que fortalece».
Jacques Delors

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Leituras no Metro - 1166

Lisboa: Temas e Debates, 2023

Um livro interessantíssimo. Como um inglês, o autor, educado como um inglês ou seja um não europeu, com umas viagens pela Europa se tornou europeísta. 
Na época em que o Reino Unido esteve na UE Timothy Garton Ash viveu e estudou intensamente a política europeia e o impacto que ela teve nos europeus comuns.
Um dos livros que mais prazer me deu ler nos últimos tempos.

«Os europeus podem ter pátrias múltiplas, mas ninguém se sente em casa, do mesmo modo, em todas as partes.» (p. 15) Isto, quanto a mim, é um bem.

terça-feira, 23 de maio de 2023

Eduardo Lourenço: 100 anos


«A Europa real é uma colecção de identidades que já não têm a capacidade de se viver plenamente como nações, nem a força de querer e de imaginar a futura Europa como uma nova espécie de nação.» 
Eduardo Lourenço ao jornal Público, 11 jun. 2004

domingo, 27 de março de 2022

Leituras no Metro - 1105


«Em abril de 2014, a NATO decidiu aumentar a sua presença nas suas fronteiras orientais por mais de policiamento do espaço aéreo, do estacionamento de navios no mar Báltico e no Leste do Mediterrâneo e de exercícios e treinos terrestres.
«E nos meses que precederam a cimeira da NATO de setembro de 2014, no país de Gales, começou um debate sobre o possível estacionamento permanente de tropas da NATO na Polónia, nos Países Bálticos e na Roménia. Os líderes destes países alegaram que isto era necessário para que a Aliança tivesse uma dissuasão credível. O general Philip Breedlove, comandante supremo aliado da NATO na Europa, declarou que a organização tinha de "considerar" um estacionamento permanente de tropas no seu flanco oriental.
«Já em princípios de julho, no entanto, Merkel rejeitara publicamente e pusera de parte um estacionamento permanente. Em vez disso, Berlim apoiou com todo o seu peso uma proposta alternativa: constituir uma nova força de resposta rápida capaz de operar prontamente para fazer frente a qualquer ameaça contra membros da NATO [...].
«Para os vizinhos orientais da Alemanha essa nova "força de intervenção" era um fraco substituto de tropas permanentes. Só se um considerável número de soldados dos Estados Unidos e da Europa Ocidental estivessem permanentemente colocados nos membros orientais da NATO, argumentavam, haveria uma garantia credível de que o Ocidente defenderia a frente oriental da NATO em caso de um ataque russo. É uma opinião, deve notar-se, que a própria Alemanha Ocidental tinha partilhado quando era um Estado da linha da frente durante a Guerra Fria.
«Mas Berlim argumentava que uma colocação permanente de forças da NATO em território de países membros orientais violaria o Ato Fundador da NATO-Rússia de 1997, que estabelecera o roteiro da cooperação entre os dois lados. Berlim não estava disposta a rasgar esse documento, mesmo que a Rússia tivesse violado significativamente o acordo ao anexar a Crimeia e atacando a Ucrânia de Leste (como declaravam as conclusões da cimeira da NATO no País de Gales). » 
Ulrich Speck - «O poder alemão e o conflito ucraniano». In: A guerra na Ucrânia. Alfragide: Dom Quixote, 2015, p. 60-61. (Cadernos D. Quixote; 3). 

«Os estados Unidos e a NATO devem responder, tanto em apoio à Ucrânia como para travar o desafio inaceitável da Rússia, à ordem de segurança da Europa do pós-guerra. Isto exigirá uma maior assistência militar, alguma dela letal, mas nenhuma ofensiva. Se protelarmos agir, o Ocidente deve esperar apenas um aumento do custo. Se não agirmos de forma mais contundente, podemos esperar enfrentar mais incursões russas, possivelmente tentativas de redesenhar fronteiras noutros pontos e esforços para intimidar antigos Estados soviéticos e forçá-los a aceitar o domínio russo.»
Ivo Daalder, Michele Flournoy, John Herbst, e outros - «Preservar a independência da Ucrânia, resistir à agressão russa». In: A guerra na Ucrânia. Alfragide: Dom Quixote, 2015, p. 83. (Cadernos D. Quixote; 3). 

Em todos os textos deste pequeno livro de 2015 está descrito o que se viria a passar, o que a Ucrânia e os seus vizinhos estão a viver.
Sempre achei estranho que Willy Brandt, um político alemão, experiente e com visão, fosse contra a unificação da Alemanha, pelo menos na época em que foi feita. Mas achei que a sua opinião devia ter sido tido em conta. 
Há uma série de políticos que quando expressavam as suas opiniões podíamos questioná-las, mas viam longe e o tempo deu-lhes sempre razão.
Eu própria, quando a Guerra Fria acabou (?), me perguntei para que servia a NATO. Agora sei.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Marcadores de livros - 1813


Obrigada, Justa!

Hércules e Tritão, 570-560 a.C.
Tarquínia, Museu Arqueológico Nacional
Europa e o touro. 25-45
Nápoles, Museu Arqueológico Nacional

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Citações

" A Europa é feita de cafetarias, de cafés. Estes vão da cafetaria preferida de Pessoa, em Lisboa, aos cafés de Odessa, frequentados pelos gangsters de Isaac Babel. Vão dos cafés de Copenhaga, onde Kierkegaard passava nos seus passeios concentrados, aos balcões de Palermo. Não há cafés antigos ou definidores em Moscovo, que é já um subúrbio da Ásia. Poucos em Inglaterra, após um breve período em que estiveram na moda, no século XVIII. Nenhuns na América do Norte, para lá do posto avançado galicano de Nova Orleães.
Desenhe-se o mapa das cafetarias e obter-se-á um dos marcadores essenciais da ideia de Europa."




- Para M.R., que nos tem dado e mostrado bastantes :)

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Adults in the Room de Costa-Gavras


Cinquenta anos depois do filme Z, Costa-Gavras volta a um tema que tem a ver com o seu país natal: Adults in the Room, que estreia hoje em França, baseado nas memórias do ex-ministro grego das Finanças Yanis Varoufakis sobre as suas negociações com a Europa, Comportem-se como adultos. 
Numa entrevista a L'Obs, o realizador afirmou: «O capitalismo pôs a Grécia de joelhos.» Humilhou a Grécia, e nós assistimos.


domingo, 26 de maio de 2019

Em dia de eleições europeias


No catálogo da exposição que a BnF dedicou a Victor Hugo em 2002, li que o autor de Os Miseráveis redigiu o seguinte no seu testamento datado de 31 de agosto de 1881: «Je donne à la bibliothèque nationale de Paris qui sera un jour la Biblithèque nationale des États-Unis d'Europe tout ce qui sera trouvé écrit et dessiné par moi.» No tempo em que a França era o mundo. :) 
Mais um que sonhava com a Europa unida e que se visse o caminho que o nosso continente está a tomar perguntaria para que tinha lutado tanto...

Em geminação com um post do Arpose.
Uma nota: APS, a aguarela da Notre-Dame de Paris que reproduziu não está no catálogo, de modo que não consigo saber se é de 1831. É capaz de pertencer a algum particular.

Bom domingo!


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Novidades



Um álbum magnífico sobre as mais belas igrejas da Europa, coisa que não é fácil escolher .

Uma edição da La Martinière, € 45.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Citações



(...) Os emigrantes dos anos 60 eram muitíssimo mais pobres do que os actuais, saíam de um Portugal atrasado que não se compara ao Portugal de hoje, começavam a vida francesa em bairros de lata, mas tinham esperança, viam uma luz ao fundo do túnel, sabiam que podiam cavalgar uma epopeia de ascensão social - os filhos teriam uma vida melhor e até seriam franceses. Apesar de não conhecerem nem um décimo da miséria de 1960 nem um décimo da dureza do salto a pé, os emigrantes de hoje não têm qualquer réstia de esperança, não se sentem numa epopeia e até sabem que a vida dos filhos será pior do que a deles .
Os antigos emigravam para viver, os novos emigram para sobreviver . Repare-se que este não é apenas um retrato da emigração portuguesa. É, acima de tudo, mais um dos milhares de sinais do mal-estar que assombra esta Europa velha, decadente e sem perspectivas de futuro .

- Henrique Raposo , no Expresso .


Muitas vezes discordo das análises do Henrique Raposo, mas neste caso sinto-me inclinado a concordar com ele apesar do enorme contraste de formação entre os emigrantes de hoje e os dos anos 50 e 60 .