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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Leituras no Metro - 2996

Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2016.

Este «retrato» que Rui Passos Rocha nos dá sobre o futebol é bastante interessante. Normalmente estamos focados nos craques da bola, mas não conhecemos os sonhos daqueles que ficam pelo caminho, alguns dos quais tiveram alguma projeção em seleções sub. Só noticiam os ordenados milionários de alguns jogadores, mas há milhares de jogadores com ordenados mínimos e com ordenados em atraso.
«Segundo dados do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) relativos a 2024 há cerca de 238 mil futebolistas federados em Portugal, mais 13% do que havia em 2023.» Imaginem!...  Este número inclui jogadores do sexo masculino e do sexo feminino, jogadores portugueses e estrangeiros a jogar em Portugal e alguns portugueses a jogar fora de Portugal. Mas os jogadores do sexo masculino a jogar em Portugal são cerca de 180 mil, alguns dos quais desempregados.

Vejam esta reportagem sobre miúdos a jogar à bola nos escombros da Faixa de Gaza: Estádio da Faixa de Gaza acolhe tendas de deslocados.

sábado, 18 de janeiro de 2025

Leituras no Metro - 2953

Alfragide: Dom Quixote, 2024.

Gostei imenso de ler este livro, com textos escritos entre 2021 e 2024.

«[...] desde o estabelecimento do Estado de Israel, que a maioria dos israelitas aceita este "acordo" tortuoso, em que a religião se envolve e prende como uma hera venenosa à política, se alimenta dela e dita a todos os outros israelitas um modo de vida que lhes é estranho e os amarra.» (p. 41)

«É provável que os 64 membros da coligação governamental, bem como a maioria dos seus eleitores não concordem comigo, mas, caso a sua consciência não esteja hermeticamente fechada, também eles terão dificuldade em negar que o sentimento de força e de poder militar quase ilimitado de Israel já não está isento de dúvidas, de fissura e de receios. Parece-me que, pela primeira vez em muitos anos - talvez desde a guerra do Yom Kipur - sentimos dentro de nós o ligeiro tremor do temor existencial, o temor daquele cujo destino não está apenas nas suas mãos, e cujas decisões não são a+enas fruto dos seus interesses. O temor do fraco. E apesar de "o povo eterno não teme", é assustador constatar que o temor agora não é apenas uma reação natural face a uma ameaça externa, mas que os nossos inimigos, os que nos destroem, vêm de dentro.
«Curioso: aqueles que, segundo os próprios, representam o Israel forte, confiante e poderoso são justamente aqueles que despertam atualmente nos israelitas um sentimento "diaspórico" de medo, de fraqueza e de ameaça.» (p. 64-65)

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Marcadores de livros - 3169



«É «importante reconhecer que os ataques do Hamas não aconteceram do nada».
António Guterres

«O passado é pai do presente.»
Agatha Christie - A Festa das Bruxas.
Cit. in Pequenas células cinzentas: citações de Poirot. Porto: Asa, 2015, p. 109.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Marcadores de livros - 2875

A guerra Hamas-Israel começou há um mês, mas hoje parece mais uma guerra Israel-Gaza. O que restará de pé em Gaza no final? E quantas mortes?



segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Entrevista de Rodrigo Pratas ao Chefe da Missão Diplomática da Palestina


Ontem à noite assisti estarrecida a uma entrevista feita por Rodrigo Pratas, jornalista da SIC Notícias que não aprecio, a Nabil Abuznaid, chefe da Missão Diplomática da Palestina em Portugal. Não sei se alguém viu. Aquilo é a postura de um jornalista? Parecia o representante de um movimento extremista israelita. Estava a ver quando é que o jornalista batia no diplomata. 
É deste modo que o jornalismo é independente?

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O Atentado


O filme começa com Amine Jaafari, um cirurgião palestiniano que trabalha num hospital em Tel Aviv, a receber um importante prémio pela sua carreira. No dia seguinte, há um atentado suicida num restaurante da capital israelita. É nesse hospital, que o médico vai ser informado que a sua mulher é a provável bombista suicida. Incrédulo ele vai tentar descobrir o que a levou a fazer aquilo.
Um filme, realizado pelo libanês Ziad Doueiri, em que se vê que nem tudo - nada - é a preto & branco no conflito israelo-palestino.