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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Um quadro por dia - 466


Esta é uma tela de Sayed Haider Raza ( 1922-2016 ), integrando a mesma um leilão da Christie's de Nova Iorque dedicado a pintores indianos, que teve lugar a 11 de Setembro.
É de 1977, época em que o pintor já se afastou da Segunda Escola de Paris, começando a integrar nas suas obras elementos da sua infância indiana e da sua herança cultural.
É o que se vê nesta A Terra, de 174x260 cm, acrílico sobre tela .

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Adeus, Índia!

Gostei deste filme sobre a partida dos briânicos da Índia e da divisão do território em dois países (Índia e Paquistão) com as consequências que sabemos. O que eu não sabia é que este plano , conhecido como Plano Mountbatten, tinha sido urdido por Churchill. 
Enquanto via o filme, lembrei-me de um livro de Catherine Clément que li há anos:

Porto: Asa, 1995


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Humor pela manhã



Não se pode dizer que o sr primeiro ministro não esteja à vontade na Índia, como se vê pela foto tirada em Bangalore, onde recebeu o turbante e o manto de seda tradicionais .

domingo, 3 de novembro de 2013

Lá fora - 179 : A Índia em Bruxelas

 A Índia é o país convidado da bienal Europalia de 2013, e há duas exposições imperdíveis: Indomania, sobre o fascínio do Ocidente pelo subcontinente indiano, dos portugueses de Quinhentos aos Beatles; e Corps de l'Inde, uma colecção fabulosa de estátuas e miniaturas provenientes  de meia centena de museus indianos.



Até 26 de Janeiro de 2014 no Palais des Beaux-Arts de Bruxelles. www.europalia.eu

sexta-feira, 8 de março de 2013

Citações


Não ousem dizer-nos como nos devemos vestir ou a que horas e com quem devemos sair. Com o pretexto de nos quererem proteger, pretendem tirar-nos a pouca liberdade que nos resta.

- Kavita Krishnan, presidente da Associação das Mulheres Progressistas da Índia.

Neste Dia da Mulher.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

«Wellcome to The Best Exotic Marigold Hotel»


Uma questão de luz, cores, cheiros, sabores e sons. Uma questão de humanidade. Fui ver na semana e gostei.


Música de Thomas Newman.

Boa noite!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Antilia House

É natural que o nome deste prédio-casa vos diga alguma coisa. Antilia era o nome dado a uma ilha lendária do Atlântico ao tempo das Descobertas. Actualmente, é o nome do imóvel mais caro do mundo, situado em Mumbai, a antiga Bombaim. Inaugurado com uma festa gigantesca no final do ano passado, pertence a Mukesh Ambani, o homem mais rico da Índia e 4º homem mais rico do Mundo.
Esta casa-prédio tem 173m de altura, nove elevadores, garagens para 168 automóveis, cinema, salão de baile, piscinas, spa , jardins suspensos e heliporto, além dos habituais quartos e salas- muitos.
Parece que a família ( mulher e 3 filhos ) só ocupa directamente 4 dos 27 pisos do prédio, mas ainda assim são quase 40.000m2.
Dizem que a vista é deslumbrante, vendo-se toda a Mumbai, até ao mar, bem como os muitos bairros de lata à volta da cidade.
A casa suscitou controvérsia num país de grandes contrastes, havendo quem falasse em casa obscena, mas a verdade é que toda a classe política indiana esteve na festa de inauguração...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ONDE ME APETECIA ESTAR- 45





Uma alternativa ao Natal europeu seria o Carnaval de Cochim, festival que começa hoje e dura até 1 de Janeiro, com jogos, danças, fogos de artifício e desfile. A origem destas festas remonta à passagem do ano no tempo da colonização portuguesa. A Cochim portuguesa é hoje Fort Kochi, que podem ver na extremidade do mapa.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Quem se aventura nesta livraria?


http://www.flickr.com/photos/58595128@N00/435014754/
A legenda da foto: Bookseller in Old Delhi. Não inventei nada.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cinenovidades - 150 : Querido Hitler...



Bollywood, a Hollywood indiana, é uma gigantesca máquina de fazer filmes como sabemos, com produtos maioritariamente destinados ao subcontinente e raramente vistos na Europa ou nas Américas. Mas há um filme indiano que está a dar muito que falar: Dear Friend Hitler, sobre a vida amorosa de Adolf Hitler, mas focado nos últimos 10 dias da sua vida se bem percebi o enredo. O filme vai buscar o título a uma carta de Gandhi para Hitler, correspondência fundada em interesses comuns: ódio ao domínio britânico e consequente independência da Índia. E Hitler, tal como muitos nazis, tinha fascínio pelo país dos verdadeiros arianos e das suásticas.
Fiquei a saber tanbém por artigos online que o Mein Kampf vende-se muito bem na Índia, como se vê nesta foto de uma livraria de Nova Delhi, e o antigo líder nazi é visto como um grande líder político embora com falhas.

Aqui fica um vídeo de uma sessão de apresentação do filme em questão, cuja estreia foi adiada porque entretanto, devido a várias pressões e controvérsias, o actor principal decidiu abandonar o projecto.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Lá fora - 62 : Os marajás no Victoria&Albert





Quem puder passar por Londres nos próximos dias não deverá perder esta revisitação do esplendor das cortes indianas, cujos soberanos, os marajás, dominaram o subcontinente durante séculos até 1947, data da independência da Índia. São 250 objectos preciosos provenientes de colecções indianas mas também do Ocidente, desde esplendorosas jóias como o famoso colar de Patiala, que vemos supra e que continua a ser a mais valiosa produção da Casa Cartier até hoje, até retratos, tapeçarias e mobiliário régio.
- Maharaja: the Splendour of India's Royal Courts, Victoria&Albert Museum, Londres, até 17 de Janeiro.
Mais info aqui: http://www.van.ac.uk

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

De Cioran - 4

" Personne n' a jamais pu se délivrer du Temps. "
Je le savais. Mais quand c'est dans le Mahâbhârata qu' on le lit, on le sait pour toujours.

- E.Cioran, Ébauches de vertige, p.20.

Gosto muito do Mahabharata ( penso que é esta a grafia em português ), o mais longo poema épico do mundo. A propósito destas palavras de Cioran, lembro a adaptação maravilhosa de Peter Brook feita há precisamente 20 anos. É, aliás, a única que vi integralmente, até porque mais consentânea com a minha "sensibilidade ocidental". Vale a pena reservar uma tarde ou uma noite das nossas vidas para ver esta encenação brookiana de um monumento da cultura universal. Uma nota final mais ligeira: a tradução literal do título do poema é " a história dos bharatas ".

segunda-feira, 30 de março de 2009

ONDE ME APETECIA ESTAR - 15 : Kerala Backwaters


- Uma das várias igrejas que povoam as margens dos canais.

- Barcos de vários tamanhos para cruzar os canais.


- O kettuvalom, barco tradicional.



Estes são os Kerala Backwaters, ou Canais de Kerala, na Índia do Sul. São 1650 km de canais, dos quais 900 são navegáveis, que se estendem por toda a costa do Malabar, a partir de Cochim.
Não têm já a importância de outrora, pois foram em parte substituídos pelas estradas e ferrovias quanto às mercadorias.
Fornecem,porém, ainda sustento a pescadores e atraem turismo.
Turismo atraído por estas margens de coqueiros, goiabeiras e mangueiras, bem como pela multiplicidade de espécies de aves e peixes, e aqui e ali tapetes de nenúfares.




sexta-feira, 20 de março de 2009

O Equinócio da Primavera no Oriente

- Celebrando o Holi, o festival das cores no continente indiano.
- A profusão de pigmentos coloridos para usar no Holi.

- As famílias também se pintam durante o Holi.


- Hanami, o ritual da observação das cerejeiras em flor.



- Juntam-se as famílias a contemplar as cerejeiras floridas.


O Equinócio da Primavera também é celebrado no Oriente, especialmente na Índia, onde se realiza o festival das cores- o Holi, e no Japão com o Hanami, o mais pacato ritual de observação das cerejeiras em flor.

sábado, 29 de novembro de 2008

O Taj de Bombaim


A polícia indiana acabou de anunciar que terminou o terrível ataque a Bombaim. O Hotel Taj, o último alvo a ser dominado pelas autoridades, era um dos elementos centrais do romance de John Irving, "A Son of the Circus", que li quando visitei Bombaim, em 1997.
O livro entrecruza vários personagens, num tom reminiscente de Bollywood: um pediatra emigrante no Canadá que secretamente é argumentista, um actor indiano de uma série policial de grande sucesso, um anão do circo, um jesuita, um rapaz elefante que sonha ser trapezista, irmãos gémeos separados à nascença, um assassino que retalha um elefante a piscar o olho no torso das vítimas... As almas perdidas vão-se tornando progressivamente mais entranhadas no leitor, e os locais (em particular o Taj) ganham uma mística própria.
Espero que o futuro não mantenha o Taj associado aos horrores dos últimos dias, mas sim à mística para a qual John Irving contribuiu tão habilmente.