E mais uns marcadores de outras breves histórias:
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terça-feira, 23 de janeiro de 2024
Marcadores de livros - 2918
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quinta-feira, 25 de março de 2021
Citações
(...) E também gosto muito do Bartolomeu embora a minha visão do Bartolomeu Dias não seja exactamente a mesma pois penso que ele foi o navegador dos navegadores, um daqueles heróis que os deuses invejam, um homem que ousou tudo e a quem tudo foi roubado. Mas o fim do seu poema é belíssimo e justo.
Não é só a poesia de Sophia que me estremece, também algumas cartas, como esta escrita a Miguel Torga, a 9 de Dezembro de 1965, a propósito de nova edição dos Poemas Ibéricos dele.
A imagem é a estátua de Dias em Londres, Trafalgar Square, que vai resistindo ao tempo e às modas ..., e este post vem por uma das notícias da semana : o bloqueado Canal do Suez, por um gigantesco porta-contentores.
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
Da vinheta
Demorada e comtroversa questão teológica ( não aceite por ortodoxos e muito menos pelos protestantes ) - " Maria concebida sem pecado " , até que a infalibilidade papal a proclamou dogma em 1854. A festa litúrgica - 8 de Dezembro- era já de séculos, e a " popularidade " também : Padroeira do Reino de Portugal com D.João IV.
sexta-feira, 17 de abril de 2020
Leituras na quarentena - 22
Lisboa: Estampa, 1996
Este livro saiu finalmente do monte.
«Engenheiros de almas» foi uma expressão utilizada por Estaline para se referir à função que ele achava que os escritores deviam ter na sociedade. (Um pouco nesta linha, José Gomes Ferreira intitulava-se de «operário das palavras».)
Como o Partido Comunista 'seduziu' os intelectuais ao mesmo tempo que 'desconfiava' deles, havendo sempre uma certa desconfiança da classe operária em relação as intelectuais.
E quem era considerado «intelectual»? Em 1952, o Congresso Internacional dos Trabalhadores Intelectuais define-o como aquele «cuja atividade exige um esforço do espírito, com tudo o que ele comporta de iniciativa e de personalidade, esforço esse habitualmente em predomínio sobre o esforço físico».
Este livro trata das relações entre os intelectuais entre os anos 30 e 60 do século passado, em que a maioria não questionava as ordens do partido, mas outros discordavam de algumas orientações e pensavam pela sua própria cabeça, o que lhes valeu serem marginalizados.
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Leituras no Metro - 1039
Lisboa: Tinta da China, 2019
«Em 1958, em plena ditadura, as eleições preparavam-se para ser mais uma encenação para manter aparências. Mas, ao contrário do que Salazar desejaria, a corrida para a presidência da República foi um agitar sem precedentes das águas paradas do Estado Novo: Humberto Delgado, um homem do regime e militar no ativo, juntou-se à oposição e candidatou-se, apesar da censura, das intimidações da PIDE e do desfecho previsível e condicionado nas mesas de voto.
«Influenciado pelos anos que viveu nos EUA, o "General sem Medo" lançou-se numa campanha com um profissionalismo comunicacional inédito no país, de aproximação às pessoas, com slogans e soundbites que perduraram muito além do período eleitoral – como "Obviamente, demito-o" ou "o medo acabou" –, e encheu praças e auditórios pelo país numa onda de entusiasmo democrático há muito apagado. Como este livro reconstitui, a campanha de Humberto Delgado foi um verdadeiro 'terramoto político', e a maior ameaça que o Estado Novo enfrentou nos seus 40 anos de existência.» (Da contracapa)
Um bom livro, baseado numa boa investigação. Acho dispensável o capítulo inicial, «O contexto político do Estado Novo», que me parece fraco e chato, não adiantando nada ao livro. Até pode levar algum leitor a não continuar a leitura.
quarta-feira, 11 de abril de 2018
A arte do retrato - 239
Não conhecia este retrato de Augusto de Beauharnais, duque de Leuchtenberg, duque de Santa Cruz ( Brasil ), primeiro príncipe consorte de Portugal e cuja morte precoce e inesperada foi a primeira tragédia familiar dos últimos Braganças.
A tela é do pintor bávaro George Dury, cuja vida passou também da Velha Europa para a jovem América, datada de 1825 e que se encontra na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil . Um belo retrato do primeiro marido da nossa D.Maria II.
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Um símbolo trágico
Inaugurado em 1863, o Colégio de São Fiel, em Louriçal do Campo, foi um dos florões da Companhia de Jesus até 1910 quando foi confiscado pela República. Veio depois o uso estatal, como " reformatório para jovens corrigíveis " , até aos anos 70, e mais tarde o abandono e a degradação. Ia agora integrar o programa REVIVE, se não tivesse ardido completamente há 2 dias. Um símbolo trágico deste país desgraçado, descoordenado, ardido, desprotegido.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Novidades
É a versão portuguesa da obra mais recente do britânico Roger Crowley sobre os Descobrimentos portugueses, e é apresentada amanhã , no Padrão dos Descobrimentos, por Guilherme d' Oliveira Martins .
(...) Vasco da Gama conseguiu ligar o Atlântico ao Índico. E os portugueses foram construindo um império que se estendia da Europa à China, ao Japão, ao Brasil... Passou a poder fazer-se comércio entre todas essas paragens. Foi mesmo o início de um mundo global.
- Excerto da entrevista do autor na revista Visão .
quarta-feira, 9 de março de 2016
Segunda de Março
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Novidades
Uma obra que faltava , pelo que é de saudar esta edição do Círculo de Leitores coordenada pelo casal de historiadores Isabel e Paulo Drumond Braga. São 600 páginas onde se fala de animais de caça, de trabalho, de companhia, de touradas e rebanhos, bem como da presença de todas estas categorias na arte portuguesa.
sábado, 21 de novembro de 2015
HOJE
Não tenho por hábito divulgar aqui eventos que organizo, mas abro uma excepção pelo carácter mais abrangente deste . É que quarenta anos passados sobre a consagração do semipresidencialismo pela Assembleia Constituinte de 1975, e a escassos dois meses sobre mais uma eleição presidencial, não pode ser mais oportuno discutir o modelo que temos e quais as alternativas eventualmente mais adequadas .
A minha preferida já sabem qual é ... :)
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Novembro Quente - 3
12 de Novembro de 1975 - Os trabalhadores da construção civil e outros adeptos da " democracia popular " cercam a Assembleia da República, sequestrando o Governo e os deputados. Só no dia seguinte, com a intervenção do Regimento de Comandos , é levantado o cerco . Dois pormenores curiosos que mostram bem a dinâmica daqueles dias : só os deputados do PCP e do MDP/CDE são alimentados durante as longas horas do cerco , e o " milagre " de ver alguns supostos " deficientes das Forças Armadas " levantarem-se das cadeiras de rodas e correrem rua abaixo quando os comandos carregaram ...
sábado, 7 de novembro de 2015
Novembro Quente - 1 : 7 de Novembro de 1975
Os páraquedistas , a mando do Conselho da Revolução, destroem à bomba o emissor da Rádio Renascença na Buraca .
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
Citações
(...) após o 11 de Março as anunciadas eleições para a Constituinte estiveram em perigo efetivo, pois sobretudo um setor de militares de extrema-esquerda, ou assim ditos, então com muita força, a elas se opunha. E para a sua realização, sem prejuízo de outros importantes contributos, mormente do que viria a constituir o " Grupo dos Nove ", em particular Vasco Lourenço, foi decisiva a intervenção do Presidente da República, Costa Gomes . Isto mesmo e - entre reais ou aparentes flutuações para manter os equilíbrios possíveis - o papel essencial que teve ainda para ser evitada uma guerra civil, no Verão Quente de 1975, foi reconhecido nas suas Memórias por Freitas do Amaral, líder do partido então mais à direita, e também membro do Conselho de Estado. (...)
- José Carlos de Vasconcelos, na Visão .
Não tenho especial apreço por Costa Gomes, mas ainda assim reconheço que a sua inteligência política era muito superior à de Spínola, para o bem e para o mal ...
sábado, 25 de abril de 2015
Números
A bem escolhida vinheta do nosso JP sugeriu-me estes números : os resultados da histórica eleição de há precisamente 40 anos, a eleição da Assembleia Constituinte . A primeira eleição verdadeiramente livre, com cadernos eleitorais actualizados, e uma afluência massiva ( quase 92 % ) até porque partidos para escolher não faltavam ...
Números que foram também uma grande surpresa, provando que as ruas e as urnas não são a mesma coisa ...
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Leituras no Metro - 208
Lisboa: Bertrand, 2014
Estive a ler este livro de Cecília Honório, atualmente deputada do BE, sobre algumas das raparigas que integraram o MUDJuvenil e a sua luta contra a Ditadura. Mulheres como Maria Barroso e Margarida Tengarrinha, as únicas que chegaram a deputadas depois do 25 de Abril; ou Isaura Silva, enfermeira, que protagonizou a luta pelo direito das enfermeiras a poderem casar. Uma coisa insólita numa sociedade moralista: não era permitido às enfermeiras casar; o mesmo se passava com as telefonistas, hospedeiras da TAP e funcionárias do MNE.
Este livro lê-se bem.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Novidades
Dois livros lançados recentemente : - o primeiro é um romance histórico ( " uma viagem no tempo que tem como ponto de partida a Sociedade de Geografia de Lisboa e a casa em ruínas do explorador Serpa Pinto em Cinfães do Douro. Um romance repleto de aventura, mistérios e conspirações, que nos leva à África do século XIX " - diz a nota editorial )
- o segundo abarca os seis séculos da expansão portuguesa, da conquista de Ceuta, em 1415, até 1999 e à entrega de Macau à China. Uma obra colectiva, com coordenação de João Paulo Oliveira e Costa.
- o segundo abarca os seis séculos da expansão portuguesa, da conquista de Ceuta, em 1415, até 1999 e à entrega de Macau à China. Uma obra colectiva, com coordenação de João Paulo Oliveira e Costa.
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