Prosimetron

Prosimetron
Mostrar mensagens com a etiqueta partidos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta partidos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 18 de abril de 2024

L'Humanité: 120 anos

 

N.º 1

Faz hoje 120 anos que o jornal L'Humanité foi fundado por Jean Jaurès, como da SFIO (Secção Francesa da Internacional Operária), a organização que deu origem ao Partido Socialista Francês, após o Congresso de Tours, realizado em dezembro de 1920. A maioria dos delegados a este congresso (Jaurès tinha siso assassinado na véspera do início da Grande Guerra) decidiu juntar-se á III Internacional tendo criado a Secção Francesa da Internacional Comunista que se tornou no Partido Comunista em 1921. O jornal foi o órgão oficial do Partido Comunista Francês até 1994. A partir desta data, manteve-se muito próximo do partido, embora tenho aberto as suas páginas a outros partidos de esquerda. 
No dia 25 de abril abre em Paris uma exposição sobre este jornal, intitulada 120 ans d'Humanité, journal politique, journal populaire.

Jean Jaurès


sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Números

21

opcões para este Domingo, da extrema esquerda à extrema direita. Falta de partidos não temos, se bem que alguns deles bem precisam de adrenalina ...

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Marcadores de livros - 1281

Arnaldo de Matos faleceu há dois dias; faria hoje 80 anos.


«"Nesses meses, de um Verão quente que começa antes do Verão e que se prolonga Outono dentro, o MRPP é a força hegemónica da extrema-esquerda", escreve o jornalista Miguel Marujo, citando um dos fundadores [do PCPT], Fernando Rosas, na obra Morte aos traidores! A história improvável do mais controverso partido político português, lançado em novembro pela Matéria-Prima edições.
«Essa ideia mediática impõe-se, segundo o autor, "talvez por ação dos nomes que militam no partido e acabam por marcar a sociedade democrática portuguesa em vários momentos da sua história". Nomes como Ana Gomes, Agostinho Branquinho, Diana Andringa, Fernando Rosas, José Freire Antunes, José Lamego, José Manuel Durão Barroso, José Saldanha Sanches, Maria João Rodrigues, Maria José Morgado, Romeu Francês ou Vítor Ramalho, alguns dos quais foram presos em maio de 1975, em pleno PREC (Processo Revolucionário em Curso), depois de o partido ter sido suspenso.» 
Extraído de Público, 22 fev. 2019

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Citações



(...) Hoje há uma pergunta : que fazer dos partidos socialistas ou, se quiserem, sociais-democratas ( no sentido próprio da palavra ) ? Quase nenhum pode continuar o programa tradicional de aperfeiçoamento e extensão do Estado social ( e o nosso PS menos do que outro ). Emigrar para as simplicidades do século XX como o comunismo ( na verdade, o estalinismo ) ou qualquer outra seita revolucionária levaria directamente à mais desoladora pobreza. Ficar no sítio que sempre ocuparam, fingindo que o mundo não mudou, seria a receita para a divisão e para uma absorção lenta de cada uma das partes pela esquerda ou pela direita. O socialismo e a social-democracia chegaram ao fim do seu tempo. Só que a sua morte vai inevitavelmente provocar um abalo, e um abalo sério, no frágil edifício da democracia europeia .

- Vasco Pulido Valente, no Público de Sexta-feira .

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Ainda as legislativas



Um dos maiores fiascos das recentes eleições, e a falta de recursos não explica tudo . É, para mim, o exemplo acabado do irrealismo de certa opinião publicada , da parcialidade de certos meios de comunicação, e do divórcio entre certas elites e a plebe .
Contava com o Prof.Mattoso como mandatário nacional , com o Prof.Júlio Machado Vaz como mandatário no Porto, com o Prof. Boaventura de Sousa Santos em Coimbra, e com o Prof.Viriato Soromenho-Marques em Setúbal . As figuras públicas que apoiavam a candidatura também eram muitas : de Carlos Brito ( ex-PCP ) a Mário Laginha, de Tengarrinha à São José Lapa, passando pelo Ricardo Araújo Pereira .Se formos contar as vezes que Rui Tavares foi entrevistado, citado, acompanhado, durante a pré e a campanha propriamente dita, face aos dirigentes dos outros pequenos partidos é gritante a desproporção. Ainda assim , foi um desastre .

sábado, 25 de abril de 2015

Números


A bem escolhida vinheta do nosso JP sugeriu-me estes números : os resultados da histórica eleição de há precisamente 40 anos, a eleição da Assembleia Constituinte . A primeira eleição verdadeiramente livre, com cadernos eleitorais actualizados, e uma afluência massiva ( quase 92 % ) até porque partidos para escolher não faltavam ...
Números que foram também uma grande surpresa, provando que as ruas e as urnas não são a mesma coisa ...

sábado, 23 de novembro de 2013

Citações


(...) Quando o como chegar ao poder passa a ser mais importante do que saber o que se pretende fazer com o poder está tudo dito. Esta inversão de prioridades tem um sabor a suicídio - é assim que os partidos se matam a si próprios e matam a sua credibilidade.

Resolver este problema não passa, porém, por criar novos partidos. Ninguém garante que as promessas de virtudes novas não desemboquem a prazo nos vícios antigos. A solução não está também na sua autorreforma. É uma ilusão pensar que os partidos alguma vez vão tomar a iniciativa de mudar. Ultrapassar este impasse obriga a um choque político. Um choque vindo de fora para dentro. Um choque que só uma mudança do sistema eleitoral pode proporcionar. Um choque que permita aos cidadãos votarem em pessoas e não apenas em partidos. Um choque que leve os partidos a escolherem candidatos pela qualidade e não pelo clientelismo. Um choque que obrigue os deputados a responderem perante o cidadão que o elege e não apenas perante o partido que o escolhe. Fazer isto é fazer uma revolução que desagrada aos partidos. Por isso, nenhum deles propõe a mudança do regime eleitoral. Por isso também, os cidadãos pensam o que pensam dos partidos.

- Luís Marques Mendes, O novo partido, na VISÃO desta semana.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cartazes de propaganda maoista

Leiamos os livros do Presidente Mao. Obedeçamos ás sua palavras. 
Um busto e o livro vermelho. 
Também tenho um, mas não o consigo encontrar. Ainda há dias mostrei-o a um amigo...
Estudemos o bom modelo de Lei Feng e tornemo-nos parafusos que não enferrujam.
Leiamos sempre o jornal. Interessemo-nos pela atualidade.
Colecionismo de revistas, selos, crachats e até uma camisola e boné maoistas.
Col. António Alves Graça.
A exposição mostra cerca de 100 cartazes de propaganda maoista chinesa, bem como da propaganda de partidos pró-chineses noutros países, incluindo Portugal.

Até 27 de outubro no Museu do Oriente.

Fui ver a expo na 6.ª feira, ao fim da tarde, dia em que o Museu está aberto até às 22h00 - uma ótima iniciativa. Um único senão: quis comprar o catálogo, mas a livraria estava fechada. Poderiam colocá-lo à venda na receção...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Citações



(...) Seguro não presta, mas ele, Costa, não tem problema com isso e o partido também não. Passos Coelho não presta mas está a fazer um bom lugar. E ele, Costa, também. Ninguém tem nada a perder ou ganhar. Tudo é negociável desde que se fique sentado no banco, calmamente, sem disputas, como Assis, o "unificador" que nunca toma partido e joga em todas e com todos.
Depois chamam a estas cobardias, consensos. Costa deixou formar as equipas, planeou as estratégias, a matemática, e depois fingiu que estava de fora. A ver o jogo. Sentou-se no banco. (...)

- Clara Ferreira Alves, Costa sentado no banco, no Expresso do passado sábado.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Casa Labra

Fotos 11 out. 2012
Fica na calle Tetuan, 12, e foi fundada em 1860.

Um grupo de trabalhadores, na sua maioria tipógrafos (lá como cá), reuniam-se no 1.º andar desta taberna, onde a 2 de maio de 1879 fundaram o PSOE. Entre eles encontrava-se Pablo Iglesias que foi o primeiro líder do partido. Em 1888 é um dos fundadores da UGT espanhola.
Pablo Iglesias nasceu em Ferrol em 18 de outubro de 1850, na mesma terra onde treze anos mais tarde nasceria Francisco Franco.

Para ver os interiores da Casa Labra: http://www.casalabra.es/
Estranho é que no site nunca se faça referência ao acontecimento histórico que relato.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Números - 80


50.000

Um número que surpreendeu muitos franceses, e não só, é este dos militantes do Front National francês, o partido hoje dirigido por Marine Le Pen, filha do carismático ( e odiado ) Jean Marie. Se pensarmos que em 2009 o partido tinha apenas 10.000 militantes...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O bailinho...


Nova lei de financiamento dos partidos tem norma retroativa que passa uma esponja sobre €23 milhões que partidos gastaram indevidamente. PSD é o grande beneficiado.
( É uma das manchetes da primeira página do Expresso publicado no passado sábado. )
Fui à página 15 ler o desenvolvimento da notícia e descobri que se trata de uma norma interpretativa retroativa que visa impedir o "castigo" dos partidos que gastaram verbas indevidamente na Madeira- e não foi só o PSD, embora este tenha gasto mais do que os outros como seria de esperar naquela região autónoma.
Ser juiz em causa própria é tão bom...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Agora é a três...


Não é a primeira vez que surge um terceiro partido nos EUA, pois já existiram partidos comunistas, muito reprimidos antes e depois da Guerra Fria, e outros partidos mais ou menos verdes, mas há muito tempo que não se via, se é que alguma vez se viu, o surgimento de uma terceira força política com a dinâmica do Tea Party, o Partido do Chá cuja etimologia remete para os primórdios da independência dos EUA. Mais do que um partido, é uma coligação de libertários, radicais de direita, fundamentalistas, clubes políticos, blogues e associações. Um pouco assustador para os nossos padrões europeus, mas que apela a muitos norte-americanos. Vamos ver qual a sua verdadeira implantação nestas eleições intercalares.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A coligação impossível...

E a sra.jornalista moderadora estava tão deliciada com a peixeirada que deixou o marfim correr...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Citações - 75 : Submarinos

- Alda Taborda, mulher de Jaime Gama, madrinha do Tridente, o primeiro dos polémicos submarinos.

(...) É tal e qual como o tráfico de droga: há armas vendidas? Há dinheiro sujo no meio. Sempre, sempre. Inevitavelmente. Portas anulou o desfecho já programado, reduziu de três para dois os submarinos a comprar e introduziu no contrato uma série de contrapartidas a favor da indústria portuguesa, a serem concretizadas pelo fabricante-vendedor. Mas agora sabemos que nada foi executado e que há um cônsul, um militar de alta patente e um escritório de advogados lisboeta metidos ao barulho. Mas o que esperavam? (...)

- Miguel Sousa Tavares, no Expresso do passado sábado.

Estamos realmente a chegar a um ponto em que já nada parece ser motivo de indignação colectiva, nem de sobressalto de regime. As negociatas são transversais aos partidos e aos governos, o dinheiro não fala ( até porque a Suiça ou as Caimão são longe...) e os outros estados vão colaborando assim-assim para não prejudicar os interesses das suas empresas. Tudo cantando e rindo até ao dia em que a coisa estoire de vez (vd Grécia).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Números - 5

No meio das "escutas" e da "luta pelo PSD" que dominou a agenda mediática da semana passada, houve uma declaração de Jerónimo de Sousa que passou quase por entre os pingos da chuva: " É preciso fazer uma nova reforma agrária! ". Registei-a e sorri.
Sorri porque tinha recentemente tomado conhecimento do número de processos ainda pendentes relacionados com a Reforma Agrária: 9.
Acreditem, é absolutamente verdade: ainda existem 9 processos de indemnização por ocupações de herdades. Ou seja, trinta e cinco anos depois das primeiras ocupações ainda existem processos pendentes, que devem estar concluídos no próximo ano, tendo sido entretanto indemnizados durante as décadas que foram passando quase 4.000 proprietários com um custo para o Estado de 240 milhões de euros.
Pelo que, ponderando o custo para o Estado e para os ocupados ( e nem todos eram, apesar da propaganda da época, ricos latifundiários ) da primeira reforma agrária, pedir uma segunda reforma agrária só pode mesmo fazer sorrir.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Reflexões pós-eleitorais


Ao contrário do que acontece na maioria dos países da União Europeia, a esquerda continua a dominar o nosso parlamento. Somados os deputados do PS, do BE e da CDU na Assembleia da República, e com uma abstenção a rondar os 40%, é legítimo concluir que sociologicamente o país permanece à esquerda.
Quanto a vencedores e vencidos, há que salientar a maioria relativa alcançada pelo PS, embora os grandes vencedores destas legislativas sejam, para mim, o CDS e o Bloco de Esquerda. O grande derrotado foi o PSD e Manuela Ferreira Leite, que não souberam capitalizar a vitória nas Europeias ( há apenas 3 meses! ) nem a dinâmica de desgaste que estava colada ao governo de maioria absoluta do Eng.Sócrates.
Tal como eu tinha salientado, no regresso de Alcobaça, a electrizante campanha de Portas deu frutos, sem recorrer ao chavão que esgotou cedo da "asfixia democrática", e mantendo as bandeiras que o CDS fez suas: a segurança e a falta dela, a crise da agricultura e a protecção das classes médias.
Interessa-me ainda saber, já que os deputados dos círculos da Europa e do Resto do Mundo serão provavelmente repartidos como habitualmente pelo PS e pelo PSD, como votaram os 600.000 novos eleitores para quem a eleição de ontem foi a primeira. Não votaram provavelmente no PS, e penso que terão sido um dos factores de propulsão do BE, que em termos percentuais ficou a escassas décimas do CDS.
 Aliás, o sucesso do BE  é perfeitamente anómalo ( trata-se na verdade de um partido que reúne trotskistas, maoístas e dissidentes do PCP ) para um partido de extrema-esquerda na União Europeia e, no caso concreto, depois de uma campanha que não foi brilhante.

sábado, 8 de agosto de 2009

Citações - 33 : A propósito de ética na política


" (...) Diz-se agora que na próxima legislatura é que vai ser: Mas com este passado como é que alguém há-de acreditar nesta nova promessa para o futuro?
Deixemo-nos de hipocrisias. A questão de fundo é outra: os partidos teimam em fazer vista grossa à ética, aos princípios e aos valores na política. Falta-lhes coragem para pôr cobro a práticas de impunidade que estão a destruir a credibilidade da vida política. Falam de verdade e transparência, mas pactuam com a mentira e a permissividade. Só os próprios é que não percebem que esta é a melhor forma de se descredibilizarem, perdendo prestígio, autoridade e o respeito dos cidadãos. (...) "
Este é um trecho do notável artigo de Luís Marques Mendes, Basta de hipocrisia, publicado no Sol de ontem. Marques Mendes é das poucas vozes a quem reconheço absoluta legitimidade para assim falar, desde logo pelo seu projecto de lei de 2005 que foi metido na gaveta pelos partidos, desde logo o próprio PSD.
Infelizmente, nem a própria Manuela Ferreira Leite, que apregoava transparência e verdade, escapa a esta hipocrisia com as péssimas escolhas que fez em Lisboa: António Preto e Helena Lopes da Costa, dois que mais do que arguidos são já acusados, ele que vai seguir para julgamento e ela que acabou de pedir a abertura da instrução. Um grande tiro no pé por parte de Manuela Ferreira Leite.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Um partido em formação

Prepara-se a constituição de mais uma força política em Portugal, mas a ideologia desta é nova entre nós, pelo menos a este nível. É este o sítio :

http://www.partidopelosanimais.com