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terça-feira, 11 de agosto de 2020

Biografias e afins


O primeiro volume das memórias do ex-presidente francês já está à venda. Gostei muito da entrevista que deu à Paris Match, uma franqueza que só os ex podem ter ...

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O caminho


 - Maison de Pierre Loti
 - Fort Cigogne, nas ilhas Glénan, Finisterra
- Palacete Polignac, no Gers.


Já à venda as " raspadinhas do Património ", há também o " totoloto do Património " com primeiro sorteio a 14 de Setembro e jackpot de 13 milhões de euros, numa colaboração entre La Française des Jeux, a Santa Casa francesa digamos assim, e a Mission Patrimoine.
O Estado não consegue recuperar directamente centenas de monumentos que são seus, os particulares também não, pelo que o caminho escolhido em França passa pela utilização das receitas do jogo.
Um bom exemplo a seguir ...

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Biografias e afins


As memórias do ex-presidente são a grande novidade francesa do género , e já estão a dar que falar, especialmente o que escreve o autor sobre o seu antigo conselheiro e ministro, o actual presidente Macron ...

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Biografias e afins


O fenómeno da política francesa, que viu confirmada a sua prodigiosa ascensão nas recentes legislativas. Uma edição da PLON .

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Citações



(...) Os argumentos de Le Pen , que exploram de forma inteligente os medos, a ansiedade, a desilusão e a insegurança de grande parte do eleitorado, não resistiram.Caíram por terra e deixaram os próprios dirigentes da Frente Nacional publicamente desiludidos e desmotivados.
Podia ter sido um candidato socialista a assumir o confronto, podia ter sido Mélenchon a tentá-lo, podia até ter sido um conservador católico como Fillon. Mas foi um liberal centrista a protagonizar uma conquista inequívoca, com as suas ideias e argumentos.
Foi uma vitória brutal e desagradável, com expressões como " imbecil " e " idiotices ". Mas esse caminho menos óbvio, o do debate frontal e sem medo, era o único para que o populismo não estava preparado. A esquerda devia agradecer a Macron, em vez de o tentar estupidamente colar a Le Pen. Foi ele que a ridicularizou e mostrou os seus limites e fraquezas a todo o país.

- Ricardo Costa, no Expresso.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Biografias e afins



A fotografia da capa é logo reveladora : a filha Claude mais perto do pai, Jacques, do que a matriarca Bernardette ... Confirma-se o que um dia Sarkozy disse :  C ' est simple, il n' aime qu' elle et elle n' aime que lui .
Uma família na política, mas também a política dentro de uma família ...

Les Chirac - Les secrets du clan, Béatrice Gurrey, Robert Laffont, €16.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Biografias e afins


Não era esta a autobiografia que eu tinha programada para hoje ( era sim a da Catherine Millet, que fica para amanhã ), mas tem de ser hoje, por ser hoje posta à venda em França e por ser uma verdadeira bomba.  " Mulher enganada, vingança dobrada ", e o provérbio confirma-se. As revelações sobre o carácter de François Hollande ( segredos políticos ou de Estado não há ) são devastadoras. E o título é fenomenal :)

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Há 100 anos: Assassinato de Jean Jaurès

Jaurès, fundador do jornal L'Humanité,  era um pacifista que pretendia resolver pela via diplomática os problemas que levaram ao eclodir da Grande Guerra. Foi assassinado, faz hoje 100 anos, por Raoul Villain, próximo da Action Française.


«Vendredi 31 juillet 1914, 21 heures. Une douzaine de clients pénètrent dans la salle aux boiseries un peu sombres du café du Croissant. Leur arrivée passe inaperçue. Il faut dire que ce bistrot de la rue Montmartre [146, esquina com rue  du Croissant], à deux pas des bureaux de L'Humanité, est un peu leur deuxième maison. Mille fois, déjà, ils y ont refait le monde. partagé des verres avant le bouclage. Réflechi á l'édition du lendemain. Sur ces banquettes de moleskine, ils sont chez eux.
«En ce soir d'été, l'air de Paris est étoufant. Mas ce n'est pas pour cela que leurs visages ont une gravité particulière. La veille, la Russie a décrété la mobilisation générale. La guerre est dans tous les esprits. [...]
«Le repas touche à sa fin quando deux coups de feu tout interrompre. Autour de la table, l'un des convives s'effondre. L'une des balles vient de transpercer sa nuque, alors qu'il terminait une tarte aux fraises. Personne n'a rien vu venir: le tireur était sur le trottoit, seul un rideau séparait la salle de la rue. Une voiture pousse un cri strident. Elle a tout de suite compris ce qu'un médecin dépêché sur place constatera quelques minutes plus tard: «Ils ont tué Jaurès!»
Thomas Wieder - L'icône foudroyée. In: Le Monde. Hors série, Paris,mars-avr. 2014, p. 7

Placa evocativa do assassinato de Jaurès, no Café Croissant. 




 
Hoje: primeiras páginas de dois jornais franceses.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Citações



(...) A semelhança - O discurso de François Hollande, na campanha presidencial francesa de há dois anos, continua a informar a retórica socialista doméstica. Tudo é feito em nome do crescimento. Tudo o que cheira a austeridade é banido do mapa. Se a medida é difícil, apaga-se. Só o que é atrativo pode ver a luz do dia. Não há tratado orçamental que conte nem constrangimentos financeiros que relevem. A despesa é para aumentar e a receita é para diminuir. Tudo à grande e à francesa. Lá, em França, a realidade já desmentiu categoricamente a ficção. E por cá : não será tempo de começar a exigir de todos, à direita e à esquerda, um pouco mais de respeito pela verdade e pelo rigor ?

- Luís Marques Mendes, na VISÃO desta semana.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Humor pela manhã



Enquanto se aguarda a resolução dos dilemas amorosos do presidente francês, que prometeu resolvê-los antes da sua viagem oficial aos EUA a 11 de Fevereiro...

domingo, 29 de dezembro de 2013

Biografias e afins



Não é Malraux quem quer, e os três anos de Frédéric Mitterrand como Ministro da Cultura na era Sarkozy não foram do agrado de muitos, nem à direita  nem à esquerda. Mas ainda assim estou com vontade de ler estas 700 páginas de " diário ministerial " publicadas pela Robert Laffont.

sábado, 24 de agosto de 2013

Humor pela manhã



Uma das amizades mais improváveis de François Mitterrand foi seguramente a de Jean d'Ormesson,  aristocrata, grande escritor, grande conversador. Para se ter uma ideia da confiança recíproca apesar de tudo o que os dividia, basta dizer que foi ele quem Mitterrand escolheu ter consigo nas suas últimas horas no Palácio do Eliseu, das 9 às 11h da manhã do dia de Maio de 1995 em que se deu a posse de Chirac.
E é o escritor quem conta esta deliciosa história, que além do mais pode ser pedagógica se algum leitor vier a ocupar algum alto cargo :

Il y a une histoire de Mitterrand que j'adore. Un camarade socialiste lui dit : " Je t' ai toujours tutoyé, ça ne te gêne pas que je continue? " Et Mitterrand lui aurait répondu : " Mais c' est tout naturel, faites comme vous voulez ! "


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Citações


Que ceux qui sont nés avec une cuillère d'argent dans la bouche n'oublient pas de la déclarer.

- Bernard Pivot, dia 9 de Abril no Twitter.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Números - 80


50.000

Um número que surpreendeu muitos franceses, e não só, é este dos militantes do Front National francês, o partido hoje dirigido por Marine Le Pen, filha do carismático ( e odiado ) Jean Marie. Se pensarmos que em 2009 o partido tinha apenas 10.000 militantes...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Humor pela manhã... - 27

Agora que tudo se parece encaminhar para um arquivamento a 18 de Julho, dado o carácter pouco recomendável da "vítima" ( e fico-me por aqui, já que cada vez se vão sabendo mais pormenores sórdidos ), já não parece mal brincar com a situação.
Mas fica a pergunta: se Strauss-Kahn não fosse um mulherengo incorrígivel ( o que em si mesmo não tem nada de mal , já que a respectiva mulher parece perdoar tudo e mais alguma coisa ) que não gosta de ouvir "não", a história de Nova Iorque teria pegado como pegou?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Gravidez de Estado

Quase-oficialmente confirmada a gravidez de Carla Bruni-Sarkozy, não por comunicado do Eliseu mas por entrevista do pai do Presidente francês, que já teve o efeito de fazer Sarkozy subir nas intenções de voto.
Sarkozy tem sorte: a Primeira-Dama grávida, e Strauss-Kahn preso do outro lado do Mundo...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nova edição é hoje posta à venda


Paris: Robert Laffont, 2011

€31,00


«Dès les premiers jours où je me suis installé dans le bureau jouxtant celui du Président de la République, j’ai pensé que mon devoir serait, un jour ou l’autre, de rendre compte aussi intégralement que possible, de témoigner, d’expliquer. C’est ce que je fais ici, dans la limite de ce que l’intérêt de la République permet de dévoiler à si brève échéance», escreve Jacques Attali no prefácio à edição original do primeiro Verbatim. Ele descreve factos, impressões e diálogos, baseados em abundante material de notas e relatórios a que teve acesso enquanto conselheiro especial do Presidente Mittrrand. «Naturellement - precisa ainda Jacques Attali -, ce texte est marqué par l’étrange rôle que j’y ai tenu: l’intellectuel dont le Prince se méfie assez pour le tenir en lisière, mais en qui il a assez confiance pour en faire le témoin de toutes les rencontres, le filtre de tous les documents, pour lui confier maintes missions et l’accepter comme son confident quotidien. Celui dont on garde l’avis pour soi sans jamais le mêler à l’action collective». Estes Verbatim, que fizeram correr muita tinta, constituem um documento insubstituível sobre a história da presidência Mitterrand. É um testemunho extraordinário sobre o homem Mitterrand, a sua acção, o seu calculismo, os seus encontros com os outros Chefes de Estado, as relações com o seu adversário Jacques Chirac que se torna primeiro-ministro, os seus compromissos, a sua filosofia, e também sobre a realidade quotidiana do poder presidencial em França. Sem negar as suas convicções nem a sua admiração pelo Presidente, Jacques Attali mostra-se lúcido e por vezes feroz e sabe apresentar os erros como sucessos, alguma mesquinhez como gestos de grandeza do seu "herói". Num longo prefácio inédito, Jacques Attali retoma o que qualifica de «moment à jamais unique: la première victoire de la gauche, pleine et entière […] et peut-être la seule avant très longtemps». Faz ainda referência ao fim da União Soviética, ao aparecimento da Internet, à escalada da China e do fundamentalismo.

(Da apresentação do editor)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

PENSAMENTO(S) - 134


Se a perda de confiança for tal que nem se vota, acabaremos varridos por tumultos.

- Nicolas Sarkozy, há uns meses.

E a confiança dos franceses tem sido abalada sucessivamente: do escândalo da selecção de futebol gaulesa no Mundial da África do Sul, ao escândalo político-social-financeiro L' Óreal/Woerth.
Há dias, foi o problema da habitação social, cruzado com a imigração e as minorias étnicas que foi o centro das atenções, com acusações de violência policial:



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Novidades - 101 : A terceira crónica...

Acaba de ser publicado o terceiro volume das "crónicas " corrosivas dedicadas ao reinado de Nicolas I por Patrick Rambaud. Não tenho dúvidas que Rambaud deve ser um dos grandes ódios de Sarkozy, deste e da outra figura pública que inspirou a personagem que dá pelo nome de Comtesse Bruni...
Ainda se queixa às vezes o nosso José Sócrates...
Como "bónus", aqui fica um vídeo que tirei do YouTube sobre as dez melhores gaffes do Presidente-Rei...


- Troisième chronique du règne de Nicolas Ier, Patrick Rambaud, Grasset, 180p, €12.

sábado, 17 de outubro de 2009

O outro Frédéric de quem se fala

Tendo ele saído em defesa de Roman Polanski , precipitaram-se os abutres sobre Frédéric Mitterrand, ministro da cultura de Sarkozy.
Recuperaram o seu livro de 2005 (!) que foi então um sucesso de vendas e de crítica, e têm usado passagens do mesmo para exigirem a sua demissão, alegando que La mauvaise vie é uma obra autobiográfica pelo que Mitterrand-sobrinho se deveria demitir.
O que me surpreendeu mais foi a reacção dos abutres de esquerda, quero eu dizer os socialistas franceses, que não perdoam ao ministro-sobrinho esse parentesco nem o facto de ter aceite o convite de Sarkozy para ser ministro da cultura. Alguns chamam-lhe traidor às suas raízes de esquerda, o que não deixa de ter graça num partido como o socialista francês em que a traição política está há muitos anos na ordem do dia ( tendo atingido o cúmulo com o que François Hollande fez à sua mulher Ségoléne Royal ).
Frédéric Mitterrand tem-se defendido à altura e, ao contrário do que temi, vem sendo apoiado por Sarkozy que até já tinha lido o livro ( não sei se por influência de Carla B., grande amiga de Frédéric Mitterrand ) quando a polémica estalou nas últimas semanas.
Entretanto, vou, tal como muita gente o está a fazer, comprar o livro.