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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Leituras no Metro - 1036

Paris: Fayard, 2019
€20,90

«Que mangeaient les hommes il y a dix mille ans? Que mangeront les humains dans un siècle? Comment et où sont apparus le feu, l’agriculture, l’élevage? Que mangeaient les empereurs romains? les empereurs chinois? les rois de France? Comment mangeaient leurs peuples? Comment s’expliquent les interdits alimentaires de chaque religion? Le cannibalisme a-t-il vraiment disparu? Quels sont les liens entre la sexualité et l’alimentation? Comment et où sont apparus les restaurants? Qui a inventé la pizza? Qui mange des insectes? Des algues? Que mangent les plus riches aujourd’hui? Quels peuples se nourrissent le mieux sur la planète? Pourra-t-on nourrir sainement dix milliards d’humains? Serons-nous obligés de manger ce qu’une intelligence artificielle nous imposera? Mangera-t-on encore ensemble demain?
«Cette vaste fresque révèle comment nous sommes passés d’une nourriture variée, naturelle et abondante à des produits alimentaires standardisés, industriels et uniformisés, poisons pour l’homme et la nature. Elle nous dévoile la puissance immense, économique, idéologique et politique, de l’industrie agroalimentaire. Elle nous raconte aussi les liens méconnus entre la nourriture et la conversation, entre l’alimentation et le pouvoir, entre ce que nous mangeons et la géopolitique. Comprendre cette histoire est fondamental, si l’on veut prendre en main sa propre alimentation, manger sain et bon; et sauver la nature, dont dépend la survie de l’humanité.» (Da contracapa.)

sábado, 3 de outubro de 2015

Em Paris e em Bruxelas

Inspirada no ensaio de Jacques Attali, a exposição Une brève histoire de l'avenir, comissariada por Dominique de Font-Réaulx e Jean de Loisy, tem como tema tema central o tempo e a história: a história do passado pode esclarecer o nosso olhar sobre o futuro, as oportunidades e os perigos do futuro. O percurso, cronológico e temático, descreve algumas das etapas que formaram o indivíduo ao longo dos séculos: um indivíduo livre ou aprisionado pelas leis da cidade, do império, do mercado. A relação do indivíduo com a comunidade, a contradição formal entre um futuro original e um futuro banal, corriqueiro, são o propósito da exposição. 
Está no Museu do Louvre até 4 de janeiro de 2016.

Paralelamente encontra-se no Musée des Beaux-Arts, em Bruxelas, até 24 de janeiro de 2016, a exposição 2050; uma breve história do futuro.
Mais de 70 obras de arte contemporânea - pinturas, esculturas, fotografias, vídeos, instalações e obra digitais - interrogam o nosso futuro, tendo como horizonte o ano de 2050. 
Esta exposição aborda os grandes temas sociais atuais, como o consumismo, os conflitos mundiais, a escassez dos recursos naturais, as desigualdades sociais e económicas, a transformação do ser humano,
Para além destes temas complexos e desmoralizantes para o nosso futuro, há uma secção e que se mostram visões positivas do futuro. Artistas como Sugimoto, Boetti, Kingelez, Warhol, LaChapelle, Gursky, Op de Beeck, Yongliang, Turk ou Alÿs convidam-nos também a pensar o futuro, por vezes com humor.


E já que não podemos ir até Paris e Bruxelas, porque não (re)ler a obra de Attali?

Lisboa: Dom Quixote, 2007

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O que estamos a ler? - 4

Resposta de Miss Tolstoi
O que estou a ler? Dois livros de Jacques Attali: Tous ruinés dans dix ans? Dette publique, la dernière chance (Paris, Fayard, 2010) e Demain, qui gouvernera le monde? (Paris, Fayard, 2011); e ainda A visit from the Goon squad (New York, Random House, 2010) de Jennifer Egan.


O primeiro, quase no final, é muito pessimista. Segundo Attali, é preciso uma política de rigor, mas se todos os países aplicarem uma política de rigor, entramos em depressão. A Europa devia relançar a confiança, através do financiamento de programas de investimento.




















O segundo tenta responder a perguntas, como: No futuro, quem vai governar o mundo? Os EUA, a China, a Índia, a Europa, o G20 ou as mafias?

Que país ou que instituição internacional vai ter meios para amortecer as ameaças ecológicas, nucleares, económicas, financeiras, sociais, políticas ou militares que se vão abater sobre o mundo? E quem saberá valorizar as potencialidades de todas as culturas? Como vêem, um livro nada pessimista.


O livro de Jennifer Egan, uma americana que vive em Brooklyn, obteve este ano o Prémio Pulitzer e o National Book Critics Circle Award. Sabem o que são Goon squads? Eram os "capangas" pagos para bater nos que se opunham a determinados "sindicatos" americanos (conhecemos essas histórias dos filmes). Hoje, os americanos usam o termo goon squad quando se referem a um bandido. É o primeiro livro de Jennifer Egan que leio e estou a gostar, Foi uma compra de loja de aeroporto.

(Pedido de desculpa. Recebi este post na segunda-feira. Pensei em o publicar ontem, mas foi impossível, ando com uma "vida de cão" rafeiro, glosando um comentário)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nova edição é hoje posta à venda


Paris: Robert Laffont, 2011

€31,00


«Dès les premiers jours où je me suis installé dans le bureau jouxtant celui du Président de la République, j’ai pensé que mon devoir serait, un jour ou l’autre, de rendre compte aussi intégralement que possible, de témoigner, d’expliquer. C’est ce que je fais ici, dans la limite de ce que l’intérêt de la République permet de dévoiler à si brève échéance», escreve Jacques Attali no prefácio à edição original do primeiro Verbatim. Ele descreve factos, impressões e diálogos, baseados em abundante material de notas e relatórios a que teve acesso enquanto conselheiro especial do Presidente Mittrrand. «Naturellement - precisa ainda Jacques Attali -, ce texte est marqué par l’étrange rôle que j’y ai tenu: l’intellectuel dont le Prince se méfie assez pour le tenir en lisière, mais en qui il a assez confiance pour en faire le témoin de toutes les rencontres, le filtre de tous les documents, pour lui confier maintes missions et l’accepter comme son confident quotidien. Celui dont on garde l’avis pour soi sans jamais le mêler à l’action collective». Estes Verbatim, que fizeram correr muita tinta, constituem um documento insubstituível sobre a história da presidência Mitterrand. É um testemunho extraordinário sobre o homem Mitterrand, a sua acção, o seu calculismo, os seus encontros com os outros Chefes de Estado, as relações com o seu adversário Jacques Chirac que se torna primeiro-ministro, os seus compromissos, a sua filosofia, e também sobre a realidade quotidiana do poder presidencial em França. Sem negar as suas convicções nem a sua admiração pelo Presidente, Jacques Attali mostra-se lúcido e por vezes feroz e sabe apresentar os erros como sucessos, alguma mesquinhez como gestos de grandeza do seu "herói". Num longo prefácio inédito, Jacques Attali retoma o que qualifica de «moment à jamais unique: la première victoire de la gauche, pleine et entière […] et peut-être la seule avant très longtemps». Faz ainda referência ao fim da União Soviética, ao aparecimento da Internet, à escalada da China e do fundamentalismo.

(Da apresentação do editor)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

quarta-feira, 2 de julho de 2008

ACABEI DE LER


Les Juifs, le Monde et l'Argent- Histoire économique du peuple juif , é como desde logo se retira do subtítulo uma história económica do povo judeu, desde os tempos bíblicos até
aos dias de hoje. Embora não seja grande admirador do autor, Jacques Attali, tenho que reconhecer o enorme trabalho de investigação que conduziu a esta síntese do ocorrido nos últimos milhares de anos com este povo desde sempre associado à finança, para o bem e para o mal. Inevitavelmente, é também a história das grandes famílias judias que ajudaram a moldar o nosso sistema capitalista, na Europa ( sobretudo os Rothschild e as famílias com que se consorciaram - Goldschmidt, Bamberger, Montefiore, Cohen), e na América ( os tão conhecidos ainda hoje Warburg, Kuhn Loeb, Lehman, Guggenheim, Seligman, Goldman Sachs, Lazard, Salomon ) .