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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Leituras no Metro - 2949

Lisboa: Fundação Mário Soares e Maria Barroso, 2024

No sábado, depois de comprar este livro, fiz várias viagens de Metro, o que me deu tempo para o ler na totalidade.
Luísa Ducla Soares construiu uma biografia de Mário Soares, tão completa quanto possível nas suas poucas páginas, e que dá a conhecer a vida e os combates que Mário Soares travou ao longo da sua vida. Acho que nenhuma outra escritora de livros para crianças o teria feito tão bem, já que ela conheceu o biografado e também participou em muitas dessas lutas.
Susana Carvalhinhos também está de parabéns. Foi uma escolha acertada. Olhamos para este homem que está na capa do livro e vemos que é Mário Soares. Não é de somenos.
Sou uma leitora regular de livros para crianças porque gosto de saber o que ofereço. Li muitas biografias que por aí foram escritas para miúdos e não me parece que eles fiquem a saber grande coisa sobre os biografados no final da leitura. Não é o que acontece com esta.
Espero que para ano, a Fundação Mário Soares e Maria Barroso, no centenário da sua patrona, escolha alguém com arcaboiço para traçar o perfil de uma mulher que teve uma vida cheia, num livro que emparceire com este. 

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Leituras no Metro - 2943

Des. de Bagryantsev Oleksandr.

«E o Jagger, que estava a ver, disse: "Uns sapatos lindos, Ruppert". E então, diz a Anthony [Claeverley]: "Far-me-ia a mim uns assim?". E ele respondeu: "Não, não, não quero que estrague os meus sapatos a dar saltos no palco". [...] 

«Charlie podia ser um apaixonado pelo artesanato mais tradicional, mas havia uma coisa relacionada com os sapatos feitos à mão com que não estava de acordo. Considerava que era responsabilidade do cliente domar um par novo. [...] 

«Nesse sentido, o teclista Chuck Leavell lembra-se de uma história de uma das suas digressões com os Rolling Stones. "Estávamos em Madrid e a minha esposa, Rose Lane, e eu tínhamos-nos levantado bastante cedo. Íamos a um museu ou uma coisa dessas e encontrámo-nos com o Charlie no vestíbulo. Surpreendeu-me um pouco porque eram oito e meia da manhã. Perguntei-lhe de onde vinha e disse: 'Levei os meus sapatos novos a dar uma passeio'. Não é brilhante?"» 

Paul Sexton - Charlie's Good Tonight. Madrid: HarperCollins, 2023, p. 172-173

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Boa noite!


Informação de Linda, irmã de Charlie Watts: «O Charlie gostava do Billy Eckstine, que era o que os pais ouviam, mas à exceção disso, era tudo jazz.»
In: Paul Sexton - Charlie's Good Tonight. Madrid: Harper Collins, 2023,  p. 41

Leituras no Metro - 1172


«Antes de acabar os seus estudos na escola de arte em julho de 1960, Charlie fez como trabalho da escola ("como prática para trabalhar em design gráfico", explicou mais tarde) um livrinho breve, mas significativo em homenagem a Charlie Parker, intitulado Ode to a High-Flying Bird [Ode a um pássaro de altos voos], que escreveu e ilustrou ele mesmo. Ilustrou-o com muito  carinho em casa, com tinta e pincel. "As tintas misturavam-se e, como nunca limpava bem o pincel, ficaram umas cores muito estranhas", explicava, com a sua atenção característica pelo detalhe.

«Em janeiro de 1965, depois do sucesso dos Stones, a discográfica Bear publications publicou o livro em edição de bolso, por um preço de sete xelins. Charlie contava com ironia: "O tipo que publicava The Rolling Stones Monthly viu o meu livro e disse: 'Homem consigo ganhar alguns trocos com isto!'"  Dave Green, que seguira a sua própria carreira no jazz, afastada da órbita de Charlie, contou-me, a rir-se, que viu o livro no quiosque da estação de Kingsbury, mas que não o comprara "porque não podia pagá-lo."

«Ode a um pássaro de altos voos, de trinta e seis páginas e treze centímetros por dezoito, era o típico livrinho fino, mas, a julgar pela beleza e pela simplicidade da sua caligrafia e dos seus desenhos, poderia ter sido um álbum infantil, tão elegante e fresco como a música de que falava. vale a pena pararmos nele por ser o primeiro exemplo (e talvez o mais definitório) da conjugação das duas grandes paixões de Charlie: o jazz e as artes plásticas. [...]

«O livro reeditou-se [foi reeditado] em 1991, acompanhado por um bonito mini LP intitulado From One Charlie em que Watts dirigia modestamente um quinteto escolhido, com Dave no contrabaixo.»

Paul Sexton - Charlie's Good Tonight. Madrid: Harper Collins, 2023, p. 44-45.


terça-feira, 15 de agosto de 2023

Shimon Peres (1923-2016)

No que dia em passam 100 sobre o nascimento de Shimon Peres.

Lisboa: Dom Quixote, 2004

«Outra coisa aborrecida na política é o facto de ser muito mais difícil obter resultados à volta de uma mesa do que num campo de batalha. A doutrina do campo de batalha resume-se a isto: “Vocês serão vencidos e eu vou poder viver.” A da negociação afirma: “Eu viverei e outros também.” Uma vitória demasiado esmagadora corre o risco de levar o adversário a atos desesperados. É um ponto de vista a não esquecer numa negociação. Onde tudo é uma questão de compromissos e concessões. E as pessoas não gostam disso. Aos compromissos, elas preferem a vitória. E é assim que a política se vê entre a espada e a parede, entre a necessidade de passar ao compromisso e a hostilidade que sete compromisso encontra na opinião pública. 
«É ao compromisso que a política vai buscar a sua má fama, pois este surge como uma fraqueza, até mesmo uma falta de caráter, quando, pelo contrário, é garantia de sobrevivência, uma vez que a política tem por finalidade impedir a guerra ou acabar com o conflito. «A paz unilateral não existe. A paz só pode ser bilateral. Não há paz imposta, mas apenas paz consentida.» (p. 31-32

«Estou intimamente convencido: não se conseguirá erradicar o terrorismo unicamente pela força. Só a modernidade, só a ciência, serão capazes de dar cabo deste flagelo. [...] Falo do terrorismo com conhecimento de causa.» (p. 59)

Lisboa: Matéria-Prima, 2018

Shimon Peres nasceu em Vishneva (então na Polónia, pertencendo hoje à Bielorrússia) a 15 de agosto de 1923, onde a família vivia há gerações. Mas os pais não viam essa terra como a sua morada permanente: «Viam-na mais como uma estação, uma de muitas paragens ao longo da estrada de milhares de anos que nos conduziria de volta à nossa pátria. A terra de Israel não era apenas o sonho dos meus pais; era o objetivo de vida que animava muitas das pessoas que conhecíamos. [...] A minha mãe, Sara, era brilhante e adorável. Tinha formação de bibliotecária e era amante da literatura russa. Poucas coisas lhe davam mais alegria do que ler, uma alegria que partilhava comigo. [...] O meu pai Yitzhak [...] era comerciante de madeira, como fora seu pai. Era caloroso, generoso, atencioso e empenhado. [...] Os meus pais criaram-me sem muitas barreiras ou limites, sem nunca me dizerem o que fazer, confiando sempre que a minha curiosidade me conduziria pelo caminho certo.» (p. 13-14)
«Com o tempo, as circunstâncias obrigaram-nos-iam a partir. No início da década de 1930 o negócio do meu pai foi destruído pelos impostos antissemitas lançados sobre as empresas judaicas.» (p. 16) O pai partiu para a Palestina e, em 1934, partem Shimon Peres, o irmão e a mãe. O resto da família ficou, com destaque para o avô rabi, a pessoa que mais influenciou Shimon Peres e que lhe disse na hora da partida: «Promete-me que serás sempre judeu.» 
O que lhes aconteceu? Os nazis chegaram a Vishneva, enfiaram todos os judeus na sinagoga e deitaram-lhe fogo. Os que tinham fugido foram mais tarde metidos em comboios para os campos da morte.

«O terrorismo tem estado presente durante quase toda a minha vida. Ainda não completara dez anos quando dois judeus foram assassinados mesmo à entrada da floresta, em Vishneva. Aos quinze anos aprendi a usar uma espingarda, não para caçar, mas para defender a minha escola da insurreição violenta que aterrorizava as nossas noites.» (p. 111)

Li estes dois livros há uns tempos. Ver marcador do último aqui.

Agora estou a ler esta biografia, que me parece bem feita:

Lisboa: Caleidoscópio, 2009

quinta-feira, 20 de julho de 2023

O que estamos a ler? - 13

A Revolta do Castelo contra a Ditadura foi há 95 anos. Ler mais aqui.

Lisboa: Assembleia da República, 2021.

«Preparava-se, na altura, a malograda Revolta do Castelo, de 20 de julho de 1928. Estudantes e militares conviviam e conspiravam clandestinamente na República das Águias.» (p. 32)
Na República das Águias «viviam os irmãos Cal Brandão (Mário, Silo, Carlos), Artur Santos Silva e outros jovens do Porto» e servia para reuniões de conjurados e para albergar clandestinos que passavam por Coimbra.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Marcadores de livros - 2417

Marcador desta biografia de Soares, em quatro volumes, que saiu com a revista Sábado. inicialmente publicada num volume.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

No meu sofá a ler... - 7

Muito boa, esta biografia de José Cardoso Pires.

Lisboa: Contraponto, 2021

Os caminheiros e outros contos, primeiro livro de José Cardoso Pires, foi muito bem recebido pela crítica: Mário Dionísio, Armando Ventura Ferreira, João Gaspar Ferreira...  Este «sublinhava a importância de o escritor escrever sobre o que conhece, o que obteve por experiência direta, lançando en passant, algumas farpas aos neorrealistas: "Se alguma coisa faltava nos contos e romances dos neorrealistas era, precisamente, realidade". 
«Para Gaspar Simões, Caminheiros era neorrealismo "depurado de todos os seus vícios fundamentais". O maior desses vícios era, curiosamente, o que Mário Dionísio tinha apontado, p de se escrever sobre camponeses vistos da janela do comboio, escrever sobre o que não se conhecia, mas que, por exigência ideológica, tinha de ser o tema dos livros.» (p. 93)

Lisboa: Centro Bibliográfico, 1949

terça-feira, 20 de julho de 2021

A biografia de Pessoa

New York: Liveright, 2021

É hoje posta à venda nos EUA a biografia de Pessoa. Aguardemos a tradução portuguesa. Disseram-me que sai em setembro, mas também já me soou que será em novembro. De qualquer modo, quando sair, vou comprá-la porque tenho uma enorme vontade de a ler.

«Monumental…. [Pessoa’s writing] was a city that needed a guide. Thanks to Zenith, it has one at last.» 
Benjamin Moser, New York Times Book Review

sábado, 16 de janeiro de 2021

Boa noite!

 

Porto: Asa, 2020

Ontem vi uma entrevista com Antonio Scurati na RTP3 e fiquei com vontade de ler este livro. Mas não será para já, que tenho outro tijolo à minha espera.


A entrevista também não foi esta, mas aquilo que o autor disse não está longe do que aqui afirma.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Para ler - 9

Paris: Perrin, 2021

É hoje posta à venda esta biografia de Laure Moulin, irmã de Jean Moulin. Foi guardiã da memória do resistente francês e ela própria uma resistente que tudo fez para dar a conhecer a ação do irmão. 
Thomas Rabino, que se tem dedicado ao estudo da Resistência, escreveu esta biografia a partir de fontes inéditas, socorrendo-se de arquivos privados e públicos, bem como de testemunhos de pessoas próximas de Laure Moulin. Estava na hora de conhecermos mais sobre esta mulher.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Leituras na pandemia - 40

Lisboa: Assembleia da República, 2020

A minha leitura nos quatro dias de confinamento foi esta biografia de Carlos Aboim Inglez da autoria de João Madeira, historiador que conhece bem o papel que os partidos comunistas atribuíam aos intelectuais. 
Carlos Aboim Inglez entrou muito jovem para o PCP, foi várias vezes preso, funcionário clandestino do partido no interior e no exterior, bem como seu dirigente. Depois do 25 de Abril, regressa da URSS, foi deputado à Constituinte e à Assembleia da República. Foi elemento de ligação entre o partido e a sua organização juvenil, foi responsável pelo setores intelectual (que montou) e internacional do partido. Deixou colaboração em vários jornais como O Diário e Avante!

terça-feira, 30 de junho de 2020

Biografias e afins


A vida de uma mulher livre, Tina Modotti, actriz, manequim e depois fotógrafa, viajante . Uma vida cheia apesar da sua morte precoce.


quinta-feira, 25 de junho de 2020

Leituras no Metro - 1055

Paris: Robert Laffont, imp. 2009

Já li este livro há uns tempos e estava à espera que o filme baseado no livro estreasse para falar de Je vous promets de revenir. Não foi o primeiro livro de Dominique Missika que li. 
Começando pelo princípio. Léon Blum é um homem que admiro. Há muitos, muitos anos, li a biografia que Jean Lacouture escreveu sobre ele e tenho lido o que me aparece sobre a Frente Popular francesa. Muito do que a França (e a Europa) ainda é hoje em termos sociais foram medidas do governo da Frente Popular, como a fixação do horário de trabalho, instituição da escolaridade obrigatória até aos 14 anos, as férias pagas e direito a tempos livres, bem como foi o governo  francês com mulheres. Entretanto, há dois anos (talvez) li outro «retrato» sobre Blum, de Pierre Birnbaum.
Léon Blum, um alto funcionário do Estado, dandy, jornalista e crítico literário, foi o primeiro judeu e o primeiro socialista a ocupar o cargo de primeiro-ministro em França, o que lhe valeu ser amado e odiado quase em partes iguais. 
Opôs-se a alianças com os fascistas e nazis, e foi um dos parlamentares que votou contra a atribuição de plenos poderes ao Marechal Pétain. Recusou-se a emigrar e permaneceu em França durante a Ocupação, refugiando-se em Colomiers. Foi preso a 15 de setembro de 1940 e internado no castelo de Chazeron, e depois em Bourassol. A segunda mulher de Blum, Thérèse Pereyra (conhecida como «cidadã Blum») tinha falecido em 1938, o filho de Blum estava na guerra, a nora e a neta na Suíça.
É nesta altura que Jeanne Levylier, apaixonada por Léon Blum desde jovem, deixa o marido Henri Reichenbach, e vai acompanhá-lo na deportação, em 1943, numa casa junto ao campo de Buchenwald. Antes haviam casado para que ela o pudesse visitar e fosse um elo com o mundo exterior.. A 3 de abril de 1945, Léon e Jeanne Blum foram metidos num comboio de prisioneiros tendo ido parar a um hotel do Tirol italiano, onde a 4 de maio avistaram os primeiros soldados americanos.
René Blum, irmão de Léon, grande amigo de Marcel Proust e fundador do Ballet da Ópera de Monte-Carlo morre em Auschwitz. 
É esta a história que este livro conta, bem como a defesa que ao longo desse tempo Léon Blum prepara uma defesa brilhante contra as acusações do governo de Vichy que o acusava, a ele e outros dirigentes da Frente Popular, de terem descurado a defesa do país. 
Espero que o filme Je ne rêve que de vous ainda apareça por cá.



quarta-feira, 13 de maio de 2020

Leitura na quarentena - 29

Já não é uma quarentena mas quase, de modo que esta 'coluna' continua...

Hogarth, 1943

«[...] em 1950 [...] Leonard estava parado diante de um alfarrabista, a remexer nos expositores em busca de algum livro que lhe interessasse, quando deparou com Poemas escolhidos de Federico García Lorca*. Ao folhear aquelas páginas, deparou com «Gacela del mercado matutino». O poema arrepiou-lhe os cabelos da nuca. [...]

«Aos quinze anos, por volta da mesma altura em que descobriu a poesia de Lorca, Leonard comprou, também, por quinze dólares canadianos, numa loja de penhores da Craig Street, uma guitarra espanhola. Descobriu quase de imediato que sabia tocar uns quantos acordes bastante rudimentares nas quatro cordas de cima, graças ao facto de ter possuído anteriormente [...] um cavaquinho. Leonard aprendera a tocar cavaquinho sem mestre [...] graças a um manual de instruções, o famoso livro de 1928, de Roy Smeck, o chamado "Mago das Cordas".»
Sylvie Simnons - I'm your man: A vida de Leonard Cohen. Lisboa: Tinta da China, 2019, p. 41-43

* Será que Paulo Faria traduziu o título do livro? Isto porque não consta que L. C. lesse (pelo menos na época) castelhano. 



«Take This Waltz» é uma canção que Cohen fez para o álbum  Poets in New York (1986) de homenagem a Federico García Lorca. A letra é uma tradução livre do poema «Pequeño vals vienés» de Lorca, do livro Poeta en Nueva York, escrito em 1929 e 1930 e publicado em 1940, já depois do seu assassinato.

domingo, 10 de maio de 2020

Biografias e afins


A verdadeira Lady Chatterley diz a promoção do livro, o que faz bastante sentido dado que a biografada foi a musa do seu segundo marido, D.H. Lawrence, antigo aluno do primeiro marido, o Prof.Weekley.
Uma vida extraordinária a desta mulher, nascida Baronesa Frieda von Richtofen na Alemanha, e que acabou os seus dias num rancho no Novo México, EUA, com o terceiro marido, Ravagli.

Frieda, Annabel Abbs

terça-feira, 5 de maio de 2020

Leituras na quarentena - 26

Lisboa: Tinta da China, 2019

Finalmente dei início à leitura da biografia que Sylvie Simmons escreveu sobre o cantor, compositor e escritor Leonard Cohen, um dos mais importantes e influentes músicos dos últimos 50 anos, mas também um dos mais esquivos e difíceis de conhecer. 
Sylvie Simmons, conhecida jornalista de música rock e pop, é ainda autora das biografias de Neil Young e Serge Gainsbourg. Nesta biografia ela faz um retrato da extraordinária vida e do génio criativo de Leonard Cohen, ao mesmo tempo que guia o leitor numa viagem por toda a sua obra artística, não só no campo da música mas também como poeta e romancista. 
Este livro é fruto de muitas conversas com o autor de grandes êxitos como «So Long, Marianne», «Suzanne», «Hallelujah» ou «I’m Your Man», bem como de muitas entrevistas com os seus amigos mais íntimos e antigos. 

Leonard Cohen e Marianne Ihlen passeando de burro, e Hidra, inícios dos anos 1960.



Vou na p. 120 de modo que é provável que o livro ainda aqui volte.