O meu💖também faz Blum: tenho uma enorme admiração por este homem.
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segunda-feira, 8 de julho de 2024
domingo, 7 de julho de 2024
quinta-feira, 27 de junho de 2024
As notícias falsas não são de hoje
Estou a reler as memórias de Léon Blum. A dado passo ele conta que, estando em Clermont-Ferrand em junho de 1940, o Paris-soir anunciava que ele tinha abandonado a França e tinha acabado de desembarcar em Nova Iorque. Apesar dos convites que teve para ir para os EUA e para Inglaterra, o chefe da Frente Popular permaneceu em França, onde foi preso a 15 de setembro desse ano.
quarta-feira, 13 de julho de 2022
Parabéns, Miss Tolstoi!
Guardei para hoje este excerto de cartas que Léon Blum escreveu ao filho, no qual ele fala sobre a releitura de Guerra e paz.
Paris: Payot, 1930. T. 3.
«Já te disse que um dos últimos envios da Renée continha a edição da Payot de La Guerra et la Paix. Sabes a que ponto eu admirava esta obra infinita, e também até que ponto ela me era familiar desde a minha primeira juventude. Parece-me que a admiro ainda mais desde esta nova leitura em que acabo de mergulhar. E também me parece que em certos aspetos estou a descobri-la.» (p. 134)
Um dia feliz!
sábado, 9 de abril de 2022
Dá que pensar
«Dieu n'a pas accordé a tous les hommes de vivre noblement.»
Léon Blum
Se alguém souber que saiu algum número especial de Le Monde, Le Point, etc., sobre este homem, por favor avise-me. Obrigada!
Boa noite!
Tenho uma admiração imensa por Léon Blum, que nasceu há 150 anos. E gostei de encontrar este disco que ele gravou.
segunda-feira, 19 de julho de 2021
Boa noite!
«Sempre música. No outro dia, tive a surpresa de captar a sonata de Franck, surpresa muito doce.»
De uma carta de Léon Blum ao filho Robert. In Lettres de Buchenwald. Paris: Gallimard, imp. 2003, p. 67
Leituras no Metro - 1081
Paris: Gallimard, 2003
Na capa, foto de León Blum em Buchenwald.
Em 15 set. 1940, Blum é preso pela polícia de Vichy e encarcerado no castelo de Chazeron: «A prisão faltava à minha experiência de vida e a providência aprontou-a.» (Mémoires, 1955) Foi preso enquanto os alemães assaltaram e esvaziaram a sua casa parisiense, no quai Bourbon.
Em 8 out. 1940 Blum é acusado por Vichy de crimes e delitos no exercício da sua função de primeiro-ministro da Frente Popular e de culpa no desencadear da guerra. Foi o processo de Riom, em que os acusados acabam por, nas suas defesas (casos mais relevantes: Blum e Daladier), passar a acusadores do regime de Vichy.
Em meados de novembro, Blum é transferido para Bourrassol perto de Riom, onde o antigo primeiro-ministro recebe muitas visitas de familiares e amigos. Em out. 1941 é transferido para o forte de Portalet, perto da fronteira espanhola.
De fev. 1943 (um ano depois do processo de Riom) a abril 1945, Léon Blum, acompanhado de sua mulher Janot, é 'deportado' para Buchenwald. Na verdade, é 'internado' numa pequena casa florestal, separada por poucos metros do campo de concentração. Também Georges Mandel, adversário político de Léon Blum e da Frente Popular, é instalado na mesma casa. Uma boa amizade vai unir estes dois compagnons, democratas, então obrigados a conviver. Quatorze meses mais tarde, a Gestapo vai buscar Mandel a esta casa e assassiná-lo na floresta de Fontainebleau.
O horror do campo, Blum e Janot só o vão descobrir quando se forem embora, apesar de por vezes sentirem um cheiro nauseabundo.
O campo de Buchenwald foi construído perto de Weimar, onde Goethe escreveu Conversas com Eckerrmann. A primeira obra de Léon Blum, saída em 1901, tem por título Nouvelles conversations de Goethe avec Eckermann.
Este livro é constituído pelas cartas que Blum escreveu ao seu filho Robert, prisioneiro em Lübeck. Cartas, obviamente autocensuradas, em que Blum conta as banalidades do seu dia a dia, principalmente as muitas leituras que vai fazendo («Je continue à lire, de façon assez vagabonde»), dá notícias sobre a nora Renée (a viver entre Paris e Riom) e a neta Catherine (que se encontra na Suíça), informa sobre a música que vai ouvindo e os pequenos passeios que faz junto da casa.
Registei duas apreciações que ele faz, uma sobre Rousseau («j'ai repris les Confessions de Rousseau, que j'admire e qui m'irritent») e sobre as Confissões de Santo Agostinho («livre étonnant»). Também eu gosto de Rousseau, mas a sua misoginia irrita-me e fiquei imensamente surpreendida com os livros de Santos Agostinho, tanto com as Confissões como com A Cidade de Deus.
Este livro vem dar a conhecer algo (o possível) sobre um período de que Blum nunca falou até à sua morte, em 1950.
Sou grande admiradora de Blum e já encomendei mais dois livros dele, que finalmente parece que estão a ser reeditados. Esperemos que cheguem em breve.
Rumpelmayer no 226, rue Rivoli (onde atualmente se encontra a sala de chá Angelina)
Em 13 jan. 1944, Léon Blum escreve ao filho Robert:
«Meu querido filho, calculo que, com os atrasos habituais, estas palavras te cheguem mais ou menos pelo teu aniversário [10 fev.]. Suponho (ou melhor, imagino) que tudo se passa em conformidade com o habitual, saí de manhã para ir ao Rumpelmayer comprar os marrons glacés e para escolher gravatas no Tremlett, depois fui almoçar à Cidade Universitária. Imagina que esses menus te estão a ser mostrados...»
domingo, 18 de julho de 2021
Boa noite!
«Je fais l'apprentisage des symphonies de Bruckner que je ne connaissais pas, je l'avoue. Leur sonorité, assez parente de celle de Fauré et de Debussy, me plait beaucoup. Je préfère Bruckner à Richard Strauss (Richard comme Wagner et Strauss comme Johann).»
De uma carta de Léon Blum ao filho Robert. In Lettres de Buchenwald. Paris: Gallimard, imp. 2003, p. 82
domingo, 12 de julho de 2020
Léon Blum - Souvenirs sur l'affaire
Léon Blum escreveu estas suas recordações do caso Dreyfuss, após a morte do capitão, ocorrida há precisamente 85 anos. Ele descreve como se envolveu na defesa do capitão Dreyfuss, em nome da Verdade, ao lado do seu amigo Marcel Proust, de Anatole France ou de Emile Zola, e de companheiros políticos como Clémenceau e Jean Jaurès. Dá-nos uma perspetiva da sociedade francesa sob a III República e as consequências que o caso Dreyfuss teve no mundo político, intelectual e social (mesmo familiar) da época.
Em junho do ano seguinte, Blum seria primeiro-ministro da França, pela primeira vez.
Paris: Folio, 1993
quinta-feira, 25 de junho de 2020
Leituras no Metro - 1055
Paris: Robert Laffont, imp. 2009
Já li este livro há uns tempos e estava à espera que o filme baseado no livro estreasse para falar de Je vous promets de revenir. Não foi o primeiro livro de Dominique Missika que li.
Começando pelo princípio. Léon Blum é um homem que admiro. Há muitos, muitos anos, li a biografia que Jean Lacouture escreveu sobre ele e tenho lido o que me aparece sobre a Frente Popular francesa. Muito do que a França (e a Europa) ainda é hoje em termos sociais foram medidas do governo da Frente Popular, como a fixação do horário de trabalho, instituição da escolaridade obrigatória até aos 14 anos, as férias pagas e direito a tempos livres, bem como foi o governo francês com mulheres. Entretanto, há dois anos (talvez) li outro «retrato» sobre Blum, de Pierre Birnbaum.
Léon Blum, um alto funcionário do Estado, dandy, jornalista e crítico literário, foi o primeiro judeu e o primeiro socialista a ocupar o cargo de primeiro-ministro em França, o que lhe valeu ser amado e odiado quase em partes iguais.
Opôs-se a alianças com os fascistas e nazis, e foi um dos parlamentares que votou contra a atribuição de plenos poderes ao Marechal Pétain. Recusou-se a emigrar e permaneceu em França durante a Ocupação, refugiando-se em Colomiers. Foi preso a 15 de setembro de 1940 e internado no castelo de Chazeron, e depois em Bourassol. A segunda mulher de Blum, Thérèse Pereyra (conhecida como «cidadã Blum») tinha falecido em 1938, o filho de Blum estava na guerra, a nora e a neta na Suíça.
É nesta altura que Jeanne Levylier, apaixonada por Léon Blum desde jovem, deixa o marido Henri Reichenbach, e vai acompanhá-lo na deportação, em 1943, numa casa junto ao campo de Buchenwald. Antes haviam casado para que ela o pudesse visitar e fosse um elo com o mundo exterior.. A 3 de abril de 1945, Léon e Jeanne Blum foram metidos num comboio de prisioneiros tendo ido parar a um hotel do Tirol italiano, onde a 4 de maio avistaram os primeiros soldados americanos.
René Blum, irmão de Léon, grande amigo de Marcel Proust e fundador do Ballet da Ópera de Monte-Carlo morre em Auschwitz.
É esta a história que este livro conta, bem como a defesa que ao longo desse tempo Léon Blum prepara uma defesa brilhante contra as acusações do governo de Vichy que o acusava, a ele e outros dirigentes da Frente Popular, de terem descurado a defesa do país.
Espero que o filme Je ne rêve que de vous ainda apareça por cá.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
Boa noite!
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Claude Goretta (1929-2019),
Claude Rich (1929-2017),
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sexta-feira, 6 de setembro de 2019
Cinenovidades
Com realização de Laurent Heynemann, Hippolyte Girardot é Léon Blum . Gostava de ver, mas cada vez menos filmes franceses chegam a Lisboa ...
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Léon Blum
Léon Blum, primeiro-ministro da França por três vezes, nasceu nesta casa da Rua Saint Denis (Paris), em 9 de abril de 1872.
«Toute société qui prétend assurer aux hommes la liberté, doit commencer par leur garantir l'existence.» (Nouvelles conversations de Goethe avec Eckermann)
«L'homme libre est celui qui n'a pas peur d'aller jusqu'au bout de sa pensée.»
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