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terça-feira, 23 de junho de 2015

Números



64 %

A percentagem de inflação registada em 2014 na Venezuela, sendo que a previsão para este ano é que seja alcançado o dobro ... Um barril de pólvora .

terça-feira, 7 de abril de 2015

Números



30 000

O número de portugueses que foram trabalhar para o Reino Unido em 2014, mais 1% que em 2013.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Citações


(...) Um mês decisivo. A maior ameaça para a Europa não reside em Atenas, mas sim numa eventual reacção desproporcionada do governo de Berlim. Cabe à chanceler Merkel a escolha entre esmagar Atenas ou dialogar com Alexis Tsipras sobre a dívida e a austeridade, também no quadro de uma futura grande conferência europeia. Se escolher a força, poderá não só lançar a Grécia no caos, como desencadear uma reação em cadeia de proporções destrutivas incalculáveis sobre a Zona Euro e a União Europeia.
O destino bate à porta. Importa não lhe dar a resposta errada.

- Viriato Soromenho Marques, E agora, frau Merkel ?, na Visão desta semana.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Pensamento ( s )



(...) Estamos no grupo dos 30 ou 40 países mais ricos do mundo, com mais história, participação nas grandes evoluções, revoluções, movimentos. Mas atrás de nós existem 150 países nos quais nunca pensamos. Achamos que temos direito à ciência inglesa, à saúde sueca, aos salários holandeses e não temos nada disso ... Isto traduz-se na vida política, nas expectativas dos sindicatos, do patronato, das organizações, das empresas (...)

Fomos uma nação importante, demos novos mundos ao mundo, parecíamos uma grande potência mas na realidade nunca o fomos. É verdade que participamos no concerto das nações desenvolvidas, mas os portugueses fazem uma leitura muito narcisíca desse tempo, transpondo-o para o presente: " Já fomos grandes e agora ... " Este raciocínio tem consequências terríveis para a nossa vida quotidiana. É uma espécie de disfunção permanente.

(... ) A sociedade portuguesa não estava preparada para a crise económica porque viveu inebriada com o crédito fácil, o consumo fácil. Não percebeu que estava a ficar dependente. Mas pior que a dependência é a dívida. E quem tem dívidas que não pode pagar fica escravo.


- Excertos duma notável entrevista concedida por António Barreto ao Jornal de Letras de 1/14 de Outubro.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Citações



 (...) Fez-nos mal um certo novo-riquismo?

O novo riquismo faz sempre mal, não é ? Mas a verdade é que as pessoas foram animadas a ter um nível de vida maior e é compreensível que tivessem querido viver melhor. Não foi um despesismo pecaminoso ou irresponsável, só pessoas sem personalidade ou ambição é que se conformam. A maioria não viveu acima das possibilidades. As possibilidades é que desapareceram. Isso custa, até psicologicamente. Há coisas que são analisadas com pouca memória. O que se diz em relação ao País é que houve um disparate de despesismo, culpabiliza-se a irresponsabilidade de sucessivos governos, mas ouço falar pouco do que foi a melhoria de condições de vida e a tentativa de aproximar o litoral do interior. Foi espetacular! Fala-se do betão, das autoestradas e tal, mas as pessoas passaram a comunicar de uma forma completamente diferente. Sinto isso na pele. Quando estive a trabalhar em Pedras Salgadas fiz em hora e meia o que dantes fazia em quatro horas. Não falando no que foi a criação de escolas, universidades, hospitais, centros culturais, museus, etc. Foi espetacular! O primeiro sentimento é de orgulho no que aconteceu. Houve erros e há resquícios disso, mas em 40 anos de democracia deu-se uma transformação maravilhosa do País. 

- Excerto da entrevista a Siza Vieira, publicada na Visão da semana passada.


Concordo na generalidade com o que diz Siza, mas a verdade é que como pude verificar recentemente algumas das autoestradas que são tão úteis para nos fazer chegar depressa onde queremos têm escasso tráfego, já para não falar de disparates ainda mais dispendiosos, e difíceis de resolver, como o aeroporto fantasma de Beja ...


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Citações



(...) A semelhança - O discurso de François Hollande, na campanha presidencial francesa de há dois anos, continua a informar a retórica socialista doméstica. Tudo é feito em nome do crescimento. Tudo o que cheira a austeridade é banido do mapa. Se a medida é difícil, apaga-se. Só o que é atrativo pode ver a luz do dia. Não há tratado orçamental que conte nem constrangimentos financeiros que relevem. A despesa é para aumentar e a receita é para diminuir. Tudo à grande e à francesa. Lá, em França, a realidade já desmentiu categoricamente a ficção. E por cá : não será tempo de começar a exigir de todos, à direita e à esquerda, um pouco mais de respeito pela verdade e pelo rigor ?

- Luís Marques Mendes, na VISÃO desta semana.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Novidades

 - Foi apresentado ontem na FNAC Chiado, e transcrevo a nota do editor : " (...) os bastidores desta guerra de poder e revela-nos como alguns dos banqueiros, que marcaram a última década, aos comandos do sistema bancário nacional, estão agora acusados pela justiça. Alguns caíram em desgraça, outros lutam pela sobrevivência. "
- Mais uma obra de Irene Pimentel, com o rigor a que nos habituou. Tem apresentação hoje, na Fnac do Colombo, às 19h.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Novidades


As causas da crise :

 " A facilidade com que, sujeitos aos interesses de bancos e construtoras, vários governos desde os de Cavaco Silva, assinaram os contratos explica a razão fundamental da dívida e da posterior intervenção da troika. E é algo que só a incompetência, a corrupção e/ou o financiamento partidário podem explicar. "

" Nunca nos questionámos como podíamos pagar. "

" O eleitorado votou sempre em quem prometia o melhoramento, o fontanário, a estrada alcatroada "

terça-feira, 1 de abril de 2014

Citações



(...) Para avaliar a importância de Cavaco, basta imaginar o que teria acontecido se em Belém , nestes tempos conturbados, estivessem Mário Soares ou Jorge Sampaio, com a sua enorme ignorância económico-financeira.
A avaliar pelo que têm dito ( mais o primeiro do que o segundo, reconheça-se ), entrariam várias vezes em choque frontal com o Governo e eventualmente tê-lo-iam demitido ( inconstitucionalmente ) - arranjando um trinta e um que nos teria posto a fazer companhia à Grécia.
Se o Presidente fosse Soares ou Sampaio, hoje estaríamos mergulhados num conflito político de grandes dimensões, descredibilizados internacionalmente, sem ninguém para nos emprestar dinheiro e tendo de aceitar imposições da troika muito mais gravosas do que as que tivemos.
(...) Cavaco tem sido muito criticado, insultado, vilipendiado. Mas acreditem: a sua acção contribuiu para defender as poupanças e os rendimentos de muitos daqueles que os atacam.
Sem o saberem,tiveram em Cavaco Silva um  protector das suas economias.
Sem ele, teriam perdido 50% ou mais, como sucedeu com muitos gregos.

- José António Saraiva, no Sol da passada sexta-feira.


Costumo discordar mais do que concordar com o Arq.Saraiva, mas tenho de reconhecer que não deixa de ter alguma razão nesta sua defesa de Cavaco Silva.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Citações


(...) Sócrates não compreendeu ainda que morreu em 2010. O actual primeiro-ministro já suspeita que vai morrer em 2014 ou 2015, principalmente quando o país descobrir, com espanto e com terror, que a " austeridade " irá durar mais quinze ou vinte anos. A despedida do PSD chegou na altura certa. 

- Vasco Pulido Valente, no PÚBLICO de sexta-feira.

E como já se começa a perceber que é muito provável que os cortes salariais do funcionalismo público em vez de serem temporários passem a definitivos...

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Números


4200

O número de veículos que circularam a menos, por dia, na Ponte 25 de Abril, por comparação com 2012.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Citações



(...) Entre 2011 e 2012, ainda houve uns meses de sobressalto. Foi quando os juros da dívida subiam. Falava-se do memorando com solenidade. Vítor Gaspar era respeitado. Sócrates, em Paris, fazia-se esquecido. Em julho de 2012, porém, Mario Draghi açaimou os mercados. Os juros desceram e voltou-se à antiga. Os ministros começaram a demitir-se, Seguro exaltou-se, Sócrates deu à costa na televisão - e regressaram todas as velhas questões da política portuguesa. No PSD e no PS, o ponto é, como de costume, a contestação e sucessão dos líderes : Rio vai desafiar Passos, é desta que Costa derruba Seguro? Os mais pequenos, entrementes, fazem pela vida : o CDS tenta sobreviver como parceiro de coligações, o PCP como empresa de eventos " sociais " ( greves e manifestações ), e o BE como filho adotivo da imprensa. Podíamos estar na década de 1990. Acontece que não estamos. O reino dos nossos políticos já não é deste mundo. Resta saber até quando o mundo consentirá nesta ilusão.

- Rui Ramos, in Crise? Qual crise ? , no Expresso do passado sábado.

A acumulação do que vou seleccionando das leituras que faço tem destas coisas, de sábado para quinta, mas não há perda nenhuma de actualidade nesta tão lúcida crónica de Rui Ramos...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Citações


(...) A revista The Economist, há poucas semanas, referia que um estudo em curso sobre a distribuição do rendimento na América revelava que, no ano passado, 19% do rendimento nacional se concentrava em 1% da população, a proporção mais elevada desde 1928. Este grupo viu o seu rendimento aumentar 31% no período entre 2009 e 2012, enquanto os outros 99% viram os seus rendimentos crescer apenas 0,4%. Apesar de Obama. Não será por isso assim tão surpreendente que seja um relatório do próprio FMI a sugerir um imposto especial sobre a riqueza.
Na Europa, embora o problema possa não ter a mesma dimensão, tendo em conta a fiscalidade europeia, mais progressiva, e a natureza do modelo social, a situação é mais preocupante. Quer pelo fraco crescimento económico e pelo desemprego, quer, sobretudo, pelas tensões provocadas pelo ajustamento da zona euro e pela fratura, possível, entre os países « ricos » do Norte e os países « pobres » do Sul. Se isso acontecer, teremos as revoluções de volta.

- Luís Amado, na VISÃO  desta semana.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Um quadro por dia


Johann Matthaus Koelz, Heads of Two Old People, óleo sobre madeira, 48,3x88,8cm, Leicester Arts and Museums Service, Reino Unido.


Depois de uma semana de informação ( ou desinformação ) quase apocalíptica sobre certo tipo de pensões, imagino que muitos cidadãos idosos tenham ontem respirado fundo aliviados, ao saberem que 96% dos titulares de pensões de sobrevivência ficam isentos de mais este corte anunciado. A política portuguesa, e a especulação jornalística, está a descer a um patamar que não augura nada de bom.

Citações



(...) O desemprego e a emigração dos jovens é, para mim, o problema nº 1 de Portugal, neste momento. Basta atravessar as aldeias do interior, ver os velhos à porta das casas e dos cafés e alguns, raros, jovens e crianças, para perceber que o país caminha para uma tragédia social, económica e humana de proporções inimagináveis. O nosso problema principal não são os velhos, são os novos; não é sequer o dia de hoje, é o dia de amanhã. Não acho que nos seja permitido continuar a assistir a isto de braços cruzados. Nem acho que a solução esteja ao alcance de um governo, qualquer que ele seja, ou sequer que a solução seja apenas política. Se nos resta alguma vontade de pensar no futuro, seria necessário que o país inteiro se unisse em busca de um princípio de resistência a esta fatalidade. Todos : todos os partidos políticos, sem desculpas de qualquer espécie; os sindicatos, as organizações patronais, as universidades, as autarquias, a Igreja, as Fundações, todos os que podem e devem ajudar. Enquanto é tempo.

- Miguel Sousa Tavares, Este país não é para jovens, no Expresso do passado sábado.

domingo, 13 de outubro de 2013

Humor pela manhã



A única graça é que Passos disse isto com o ar mais sério do mundo, e até admito que convicto embora numa lógica difícil de perceber... E hoje há conselho de ministros extraordinário ...

sábado, 28 de setembro de 2013

Números

75 000

embalagens de antidepressivos vendidas diariamente em Portugal, este ano, até Agosto. Mais 2% que no ano passado. ( consultora IMS Health )