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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Como era Portugal antes da Democracia?


Montagem para utilização em aulas de História realizada a partir de extratos da série  da RTP Portugal, um Retrato Social, de António Barreto e Joana Pontes.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Citações


Como tem olhado para a geringonça ? António Costa é refém do PCP e do Bloco de Esquerda ?

Estão todos reféns uns dos outros. O PCP tem de mostrar trabalho feito se quer resistir ao Bloco. O Bloco tinha de ir para o Governo, senão seria cilindrado entre o PCP e o PS . Para o PS era a última oportunidade de regressar ao poder. Portanto, ficaram os três prisioneiros. Como o PCP quer estar com os dois pés fora e com uma mão segurar a fechadura da porta, como o Bloco quer estar com um pé dentro e outro fora, e como o PS quer estar com os dois pés dentro e até lhe convém que os outros não estejam por lá, a geringonça mantém-se. Quanto tempo ? Ninguém sabe. Pelo menos até este segundo orçamento parece-me que durará . Mas o PCP precisa de crescer, senão ficará eternamente o terceiro partido de esquerda. O Bloco de Esquerda quer crescer para a direita, para o PS, quer comer o PS. Uma aliança entre três cujo destino é desfazerem-se uns aos outros, claro que não durará eternamente. O Jerónimo de Sousa todas as semanas alerta : " Este não é o nosso governo ", " Este não é um governo de esquerda ". Penso que algum sairá primeiro da geringonça, quando perceber que vai perder votos. Penso que vai ser um dos pequenos.

- António Barreto, na entrevista constante da VISÃO desta semana .

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Pensamento ( s )



(...) Estamos no grupo dos 30 ou 40 países mais ricos do mundo, com mais história, participação nas grandes evoluções, revoluções, movimentos. Mas atrás de nós existem 150 países nos quais nunca pensamos. Achamos que temos direito à ciência inglesa, à saúde sueca, aos salários holandeses e não temos nada disso ... Isto traduz-se na vida política, nas expectativas dos sindicatos, do patronato, das organizações, das empresas (...)

Fomos uma nação importante, demos novos mundos ao mundo, parecíamos uma grande potência mas na realidade nunca o fomos. É verdade que participamos no concerto das nações desenvolvidas, mas os portugueses fazem uma leitura muito narcisíca desse tempo, transpondo-o para o presente: " Já fomos grandes e agora ... " Este raciocínio tem consequências terríveis para a nossa vida quotidiana. É uma espécie de disfunção permanente.

(... ) A sociedade portuguesa não estava preparada para a crise económica porque viveu inebriada com o crédito fácil, o consumo fácil. Não percebeu que estava a ficar dependente. Mas pior que a dependência é a dívida. E quem tem dívidas que não pode pagar fica escravo.


- Excertos duma notável entrevista concedida por António Barreto ao Jornal de Letras de 1/14 de Outubro.

sábado, 11 de junho de 2011

Ontem no Público

António Barreto, fotografia de Miguel Manso, Público



«As democracias, em geral, não são derrotadas, destroem-se a si próprias».
António Barreto

quarta-feira, 9 de março de 2011

Frase da semana ( que passou )

A semana passada foi tão fértil que desta vez são três:


É pacífico que Sócrates anda a enganar o país.

- António Barreto, em entrevista ao Expresso.




Lutaremos até ao último homem e até à última mulher.

- Muammar Khadafi, faz hoje oito dias, assim se provando que entre os seus muitos defeitos não está a misoginia...

Finalmente, uma frase de Luís Salgado de Matos na entrevista publicada na Visão:

O que faltou à I República foi um Mário Soares e, do lado da Igreja, um D.António Ribeiro.

Das três, esta última foi a que mais me surpreendeu.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Personalidades que admiro, António Barreto

António Barreto
Começo hoje a colocar Personalidades que admiro. O elenco não obedece a uma ordem definida, surge pela associação de ideias. A escolha vai para António Barreto por causa de uma citação sua: “O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal” com a qual concordo.
António Barreto nasceu no Porto, viveu em Vila Real e frequentou Direito na Universidade de Coimbra até 1963, data do seu exílio para a Suíça. Em Coimbra, pertenceu ao CITAC (Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra), grupo de teatro que ainda hoje existe. Licenciou-se em Sociologia, na Universidade de Genebra (1968) e obteve o grau de Doutor, em 1985. Foi membro do PC e passou a integrar o PS desde a sua fundação em 19 de Abril de 1973.
Na adolescência leu Júlio Dinis, Eça de Queirós, Fialho de Almeida e Ramalho Ortigão. Confessou que leu pouco Camilo Castelo Branco em Portugal, tendo-o lido quando esteve fora. Fazem parte da sua leitura Steinbeck, Hemingway, John dos Passos, Faulkner, entre muitos outros.
Durante o exílio começou também a ler políticos como Lenine, Marx, Mao Tsé-Tung, Guevara e o filósofo Lukács.
Na leitura de entretenimento figuram os policiais e a espionagem: John Le Carré, Earle Stanley Gardner , Dashiell Hammett e Rex Stout .
Para escrever António Barreto procura refúgio em Oxford, onde leva uma vida “monástica” podendo dedicar-se sem obstáculos à leitura e à escrita.
Acerca dos livros e da leitura afirma:
“A coroa de todo este novo aparelho ideológico que está a governar a escola portuguesa - e noutras partes do mundo – é o Magalhães. Ele foi transformado numa espécie de bezerro de ouro da nova ciência e de uma nova cultura que, em certo sentido, é a destruição da leitura”.
Comungo totalmente desta ideia. Para além da leitura que se perde, imagine-se o quanto pode ser prejudicial no desenvolvimento da escrita!
António Barreto é marido de Maria Filomena Mónica que tem sido frequentemente citada no blogue por Luís Barata.
Este breve apontamento baseia-se numa entrevista que saiu na Revista Ler, de Março de 2009.

sábado, 14 de março de 2009

Novidades - 35 : Viagens

Neste Passaporte, Maria Filomena Mónica relata as viagens que fez entre 1994-2008, de Hong Kong a Granada, e também pela Europa e África, bem como algumas viagens "cá dentro".
Os textos são acompanhados por fotografias de António Barreto.

- Passaporte- Viagens 1994-2008, Maria Filomena Mónica, Alêtheia Editores, 2009, 15 €.