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segunda-feira, 23 de março de 2020

Leituras na quarentena - 8

As leituras de Isabel:
«Li um livrinho do Manuel Laranjeira Pessimismo Nacional e estou acabar Visitas ao poder, uma edição deste ano, revista e aumentada, da Maria Filomena Mónica.
«Uma coisa positiva desta quarentena é que consigo ler um pouco todos os dias, porque não chego ao fim do dia cansada, como acontece em tempo de aulas.»

Guimarães: Opera Omnia, s.d.
(Capa mudada em 24 mar. 2020)
Lisboa: Quetzal, 2020

O primeiro li, mas não me lembro em que edição, talvez nas Prosas dispersas; o segundo, não li.
Boas leituras!

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

O que deixou o Pai Natal na árvore para os nossos visitantes?

Para APS, uma vindima tardia da Quinta do Ortigão:


Para a Bea, uns chocolates:


Para a Cláudia, este ano um bule para o inevitável chá:

Para HMJ, um lenço virtual com o calendário de 2019:


Para a Isabel, um calendário com portas de Dublin:
:

Para a Margarida Elias:

Lausanne: Ides & Calendes, 2016

Foi em Barbizon, uma pequena aldeia junto à floresta de Fontainebleau, que se reuniu para pintar um pequeno número de pintores, considerados como os precursores do impressionismo. Foram os pintores de Barbizon que libertaram a paisagem das convenções académicas paralisantes, num movimento que ficou conhecido como a escola de Barbizon.

Para Maria Franco:


Espero que não tenha este filme de 1957 de René Clair, com Pierre Brasseur, Georges Brassens (que assina também a banda sonora), Henri Vidal, Danny Carrel e Raymond Bussières. 


Para Miss Tolstoi, uma breve história da humanidade. O que nos espera amanhã?
Paris: Seuil, 2017

Para a Paula Lima, uma caneca com uma citação de Ema:


Para o Rui Lima:
Editions SW Télémaque, 2017

A cinemateca ideal existe: desde há 40 anos, o Cinéma de minuit  oferece-vos todos os domingos à noite no canal  France 3 dois mil filmes inéditos ou desconhecidos, pérolas raras ou obras-primas indiscutíveis do cinema francês, italiano, inglês, americano , russo, espanhol ou alemão ... Duas mil noites apresentadas por ordem cronológica desde março de 1976. Um mundo de memórias intactas e de emoções reencontradas. Um tesouro único do património cinéfilo mundial.

Para a Sandra:
Lisboa: A Esfera dos Livros, 2018

Depois de Os pobres, saiu há tempos Os ricos.
«Durante muito tempo, pensei que nada existia no mundo para além da tribo que, ainda criança, conhecera em Cascais. Alguns dos meus amigos tinham antepassados que provinham da aristocracia de corte, coisa que, na altura, ignorava. Muitos teriam pais mais ricos do que os meus, mas nunca reparei em tal facto. As festas que davam eram tão comedidas quanto as suas indumentárias. A ostentação era tida como uma possidoneira de quem havia adquirido dinheiro recentemente. Só tarde percebi que o meu estatuto era o de uma híbrida social: pertencia e não pertencia ao "grupo". Isto, que me podia ter feito sofrer, teve uma vantagem: a de poder olhar os ricos por dentro e por fora. Sem ressentimentos, nem ódios.»
Como sei que a Sandra gosta de Maria Filomena Mónica...

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Uma polémica ?


É ao autor deste livro que Maria Filomena Mónica se atira como gato a bofe no Expresso do passado Sábado , e se o tom e o conteúdo podem ser aqui e ali excessivos, as últimas frases do artigo merecem reflexão :

(...) Os docentes que, em vez de se apresentarem como intelectuais especializados numa certa disciplina, se armam em guias morais e activistas políticos, estão ipso facto a abandonar a função para que foram contratados. Não é assunto menor. Ao impedir que os alunos pensem livremente, os novos mandarins estão a cometer um crime. 

As reacções nas redes sociais não se fizeram esperar, contra e a favor da autora, pelo que talvez surjam outros desenvolvimentos ...

quarta-feira, 16 de março de 2016

Citações







(... ) Em grande medida, a relutância em se aceitar o suicídio assistido ou a eutanásia provem do facto de muitos objectores estarem a viver num tempo que já não existe, quando várias gerações viviam debaixo do mesmo tecto, quando ainda não havia ventiladores nem ressonâncias magnéticas e quando os doentes jamais eram ouvidos pelos médicos.
Agradável ou desagradável, esse mundo acabou . Como acabou o papel da Igreja na elaboração das leis do Estado .

- Maria Filomena Mónica, no Expresso .


quinta-feira, 21 de maio de 2015

Citações






(...) durante mais de metade da minha vida, vivi num país que só meu deu vigilância policial, dificuldade no acesso à cultura europeia e a obrigação de me resignar ao que os meus superiores ordenassem. Felizmente,  isto mudou . Hoje, posso dizer, pensar e escrever o que entendo. Muita coisa está mal no meu país, mas a liberdade de expressão mantém-se . É o único bem pelo qual seria capaz de pegar em armas .

- Maria Filomena Mónica , no Expresso do passado Sábado .

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Citações




(...) Depois de ter visto o eléctrico nº28 dar a volta na curva extrema do largo, subiu-me da alma à mente uma tristeza serena. Sabia que não podia alterar o que, no passado, me fora ou não concedido. Mas como teria gostado de ir aos figos com os miúdos da aldeia do meu avô, como gostaria de ter aprendido a tocar violencelo na Academia dos Amadores de Música, como gostaria de ter apanhado sol em Tipasa.
Conheço a lição : feliz quem não exige da vida mais do que ela lhe dá, guiando-se pelo instinto dos gatos, que buscam o sol quando há sol e, quando não há sol, o calor, onde quer que esteja. Simplesmente, não sou feita desta massa. A primeira palavra que disse foi " não ", uma atitude que me marcaria para a vida. Custa-me aceitar que existam coisas sobre as quais, por incúria ou impossibilidade, não tenha poder. Quando cheguei a casa, a cameleira que o meu vizinho William me oferecera, vai para quatro meses, tinha morrido.

- Maria Filomena Mónica, no Expresso do passado Sábado.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Citações



( ... ) Foi então que gizou um plano. Porque não ir até Paris, onde se matricularia num daqueles cursos, com nomes sonantes, que tinham dado fama à Faculdade de Sciences Po? Porque não passear-se, no Boulevard Saint-Michel, com um iPad debaixo do braço? Porque não comer croissants, ao lado de turistas americanos, na esplanada do Café de Flore? Até já tinha um título, " A Confiança no Mundo ", para a tese que tencionava escrever. Sim, porque ele era um optimista, não um covarde como Teixeira dos Santos, que se fora abaixo ao primeiro indício de não haver dinheiro nos cofres do Estado.
Havia contudo um óbice. Para se viver em Paris, era necessário cheta. O rendimento dos andares da mamã e um empréstimo da CGD resolveram o problema. Mesmo sem saber Latim, Grego, Francês ou Alemão, Sócrates tinha a certeza de que Kant o esperava à beira do Sena. Partiu com o espírito cheio de sonhos. Quanto mais se passeava pelos boulevards, mais desprezo sentia pelo país onde nascera. Nem a Presidência da República lhe parecia agora apetecível : " Não sinto nenhuma inclinação para voltar a depender do favor popular ". Em vez de se submeter a eleições, o que desejava era continuar a jantar na Brasserie Lipp ao lado de " intelectuais ". Antes, não sabia que existiam " vidas assim tão boas ". Agora, que o descobrira, hesitava em regressar ao ninho.

- Assim termina a deliciosa, e demolidora, crónica de Maria Filomena Mónica sobre o regresso de Sócrates à pátria. Foi no Expresso do passado sábado, e vale a pena ler na íntegra.

Ainda há dias em que penso naqueles meses surreais de 2011, em que estando o país à beira da insolvabilidade ainda havia quem falasse em novos aeroportos de Lisboa, TGV e mais não sei o quê.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Pensamento ( s )



(...) A certa altura, ainda acreditei que a substituição da caridade à latina pela filantropia à anglo-saxónica constituiria um progresso, mas a coisa não pegou: nem na minha alma, nem na realidade. Até porque, nos EUA, enquanto os filantropos corriam de um lado para o outro doando uma parte dos lucros acumulados, a desigualdade social permanecia igual ou aumentara. A solução não consiste em abolir o capitalismo, mas em ressuscitar um ideal esquecido: a fraternidade. Um tempo houve em que o mundo aceitou a escravatura como a coisa mais natural do mundo. Até que um dia, a considerou moralmente indigna. Por isso acredito ser possível lutar por que a justiça social seja reconhecida como princípio organizador das nossas sociedades.

- Maria Filomena Mónica, no Expresso do passado sábado.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Ainda o que escreveu Filomena Mónica


O problema não passa por gostar ou não de futebol como escreveu o Jad em comentário ao 1º post , o cerne da questão é, como escreveu Maria Filomena Mónica, estádios de futebol onde ninguém joga - este é que o ponto: estádios que são verdadeiros elefantes brancos porque não têm uso, sangrando financeiramente as câmaras municipais que ficaram responsáveis pela sua manutenção. Foram construídos 10 estádios para o Euro 2004 quando 6 teriam chegado perfeitamente. Exemplo paradigmático é o do estádio de Leiria, estádio-fantasma que até já esteve à venda e ficou sem comprador...
Também não têm razão, no meu modesto entender, o Jad e a M.R. relativamente às infra-estruturas rodoviárias. É claro que todos queremos chegar depressa a todo o lado, mas a questão volta a ser de oferta e de procura tal como no caso dos estádios. E o que se verifica é que muitas auto-estradas ( tanto as que o Filipe citou, como as que servem por exemplo a Beira-Interior mas não só ) não têm procura suficiente para o que custaram e continuam a custar ao Estado. Obviamente, as populações locais e os visitantes não podem nem devem ficar isoladas, mas não passa necessariamente a solução por mais e mais auto-estradas.
Quanto ao aeroporto de Beja, ao contrário do que o Jad escreveu, os custos foram significativos e assinalei-os em tempo aqui no Prosimetron, é um verdadeiro novo aeroporto e não apenas uma base aérea adaptada. Mas o problema não é o custo em si, o problema é como escreveu Filomena Mónica não pousarem aviões. Um aeroporto sem procura é viável?
Relativamente ao TGV, a M.R. corrigiu o tiro do Jad falando no transporte de mercadorias, mas ainda assim falamos de responsabilidades financeiras incomportáveis. E nestes tempos de Ryanair e EasyJet, o TGV de passageiros e/ou mercadorias seria competitivo com o transporte aéreo low-cost?
Como chegámos até aqui? Continuo a achar que a responsabilidade maior é de quem fez os estudos de tráfego, as previsões de utilização, seja para as auto-estradas seja para o comboio na ponte 25 de Abril seja para muitos outros casos de acentuada desproporção entre a oferta e a procura. Foram esses estudos de tráfego que permitiram aos decisores políticos justificar as suas opções que todos agora pagamos.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Citações



(... ) Nos últimos anos, " crescimento " significou, à cabeça, estádios de futebol onde ninguém joga, fundações como  a " Magalhães " que oferecia computadores e obras em aeroportos, como o de Beja, onde não pousam aviões. Chegámos à situação caricata de sermos o país da Europa com mais auto-estradas per capita e uma população que não tem dinheiro para a gasolina . (...)

- Maria Filomena Mónica, no Expresso do passado sábado.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A Senhora Dona Cunha...


(...) Neste, como noutros governos, conheço ministros e secretários de Estado, não estando além das minhas capacidades escrever um cartão de visita semelhante ao que o ex-ministro da Justiça, Vera Jardim, enviou a um colega de governo, interrogando-o sobre se não seria possível despachar favoravelmente um pedido do "impetrante" ( por desconhecer este termo, seria forçado a usar outro ) relativo a um projecto de construção de um hotel no Algarve. A reportagem sobre os empenhos que o "Público" publicou, a 27 de Novembro último, é deprimente. Os portugueses aceitam a cunha como natural, o que corrói a alma, mina o esforço e prejudica a economia. Infelizmente, Portugal nunca foi,  nem é, um país meritocrático.

- Maria Filomena Mónica, no Expresso do passado sábado.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O que estou a ler

Estou a ler este mais recente número da Colóquio Letras, o 178, maioritamente dedicado a Ruy Belo,
e também este ensaio da Maria Filomena Mónica sobre uma das coisas que temos mais certa, mais um volume de uma colecção preciosa da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Finalmente, e foi isto que ficou por dizer há uns tempos quando se falou aqui de Aleister Crowley, estou a ler ficção fantástica daquele que foi um dos expoentes mediáticos do Ocultismo no século passado e que se considerava a si próprio o pior homem do mundo. Foi por mero acaso que descobri estas histórias, até porque desconhecia que ele tinha escrito ficção apenas o conhecendo da tradição esotérica/ocultista e das ligações ao nosso Fernando Pessoa.
Também estou a ler BD, mas isso fica para outro post.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Frase da semana


Passos é bonito e gosto do corte de cabelo do das Finanças.

- Maria Filomena Mónica, em entrevista ao DN.

domingo, 1 de maio de 2011

Biografias, autobiografias e afins - 102

Também a jornalista Cãndida Pinto resolveu escrever sobre a vida de Snu Abecassis, a dinamarquesa fundadora da editora D.Quixote que partilhou os últimos anos da vida de Francisco Sá Carneiro, então Primeiro-Ministro de Portugal.
A obra é lançada no dia 4, pelas 18h30, no Auditório 3 da Fund.Gulbenkian, com apresentação de Vasco Abecassis, primeiro marido de Snu, e de Maria Filomena Mónica.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Citações - 161



Desde 1974 que voto no Partido Socialista. Por isso me entristece  o que lhe tem acontecido. Ao longo dos seis últimos anos de governação, o primeiro-ministro teve uma única ideia, o "plano tecnológico", e até essa é um disparate. Além disso, mentiu, mentiu e voltou a mentir. (...)

- Maria Filomena Mónica, no Expresso do passado sábado.

Dou por mim muitas vezes a discordar dela, mas desta vez não.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Citações - 143

Desde Plutarco que a biografia é popular. O facto de se ter passado a desprezar o género ficou a dever-se à conjugação entre o estruturalismo e o marxismo.

- Maria Filomena Mónica, em entrevista recente ao Diário de Notícias.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Frase do ano




«Hoje vamos falar de literatura pimba. Comecemos pela Maria Filomena Mónica.»
Contaram-me hoje que um certo professor universitário disse esta pérola numa aula. Podem imaginar o que me ri. Ainda me estou a rir.

sábado, 14 de março de 2009

Novidades - 35 : Viagens

Neste Passaporte, Maria Filomena Mónica relata as viagens que fez entre 1994-2008, de Hong Kong a Granada, e também pela Europa e África, bem como algumas viagens "cá dentro".
Os textos são acompanhados por fotografias de António Barreto.

- Passaporte- Viagens 1994-2008, Maria Filomena Mónica, Alêtheia Editores, 2009, 15 €.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Hoje na FNAC do Chiado

Pelas 18h30 na FNAC do Chiado é lançada a antologia de crónicas escritas por Maria Filomena Mónica no jornal PÚBLICO, chamando-se o volume Nós os portugueses.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Quem serão ?

Na Visão da passada quinta-feira consta uma entrevista a Maria Filomena Mónica, onde, além dos habituais tópicos a que já estamos habituados, estão também presentes algumas boutades a que também já nos habituou. E é uma destas afirmações que me fez trazer a grande MFM aqui ao blogue :
" Há para aí umas três pessoas cultas em Portugal "- é esta a declaração de MFM que os editores da Visão escolheram inclusive como título da entrevista que está nas páginas 110 a 116.
Instalou-se a curiosidade no meu espírito- presumindo eu, e penso que bem , que MFM é uma das três luminárias, quem serão as outras? Pensei em António Barreto e Vasco Pulido Valente por motivos óbvios, mas gostava de ouvir as vossas opiniões.

A entrevista também está disponível em www.visao.pt