Esta exposição, muito boa, pode ser vista na Galeria da Fundação Gulbenkian até 21 de junho.
Acho que só devem estar expostas peças que se consigam ver. Este livrinho está exposto de um modo que só um gigante que se dobre em 45º o consegue ver e mesmo assim...
Realizada em colaboração com o Museo Thyssen-Bornemisza, de Madrid, esta exposição apresenta-nos um conjunto de obras dos grandes mestres da pintura veneziana do século XVIII, centrada em vistas panorâmicas, celebrações e representações dos costumes desta cidade. Percorre vários pontos icónicos de Veneza, como a Praça de São Marcos e a sua Basílica, a ponte de Rialto ou o Palácio Ducal, vistos por mestres consagrados como Tiepolo, Canaletto ou Guardi. (Daqui.)
«Esta exposição-ensaio tem apenas um assunto: Ana Hatherly e o Barroco. No entanto, não nos centramos apenas na influência do Barroco nas obras da artista, mas em como a investigação e experimentação de Ana Hatherly revalorizou esse denegrido período histórico e modificou a nossa conceção do passado – afinal, a tradição é um território inexplorado de aventura e de contínuo espanto. Deste modo, juntando objetos, obras e documentos de períodos históricos distintos, que Ana Hatherly analisou ou indicou nos seus ensaios, organizamos um percurso expositivo a partir de categorias essenciais do Barroco: o Mundo como Labirinto; a importância do Lúdico; a Vida como Nada diante da Morte; a Alegoria e a folia da Interpretação; o Diálogo oblíquo entre pintura e poesia; e a Metalinguagem da obra de arte que se reflete a si mesma.
São muitas as portas de entrada neste edifício, pois também foram variadas as declinações da obra de Ana Hatherly: nos ensaios e investigação académica; na poesia e na prosa; nos desenhos, nas re-colagens, nas performances, nos filmes, nos programas televisivos… Um labirinto onde tudo gira à volta da escrita, como afirmou. Esse jardim feito de tinta, onde a artista reinventa o mundo caminhando por entre signos, é o lugar enigmático do jogo – e desta exposição como jogo.» (Do site.)
Exposição comissariada por Paulo Pires do Vale, pode ser vista na Gulbenkian até 15 de janeiro de 2018.
James Whistler - Sinfonia em branco, nº 2: A menina vestida de branco, 1864
Londres, Tate Britain
George Romney - Sra. Russell e Filho, 1786-1787
Col. Roger Seelig
Jorge Varanda - Sem título, 1990
Lisboa, Museu Calouste Gulbenkian – Coleção Moderna
Eduardo Luiz - A Mão de Alice, 1983
Col. Maria Isabel Alves da Silva
Do Outro Lado do Espelho, título que remete intencionalmente para o mundo de Alice Liddell, a heroína de Lewis Carroll, é uma exposição temática, que tem o espelho como foco principal.
«Os espelhos são objetos muito interessantes devido à sua capacidade de nos transportar a outras dimensões, conduzindo-nos por vezes a horizontes de espiritualidade, ilusão ou até de pesadelo.
Os artistas recorrem aos espelhos com diferentes propósitos, ora para revelar ora para disfarçar aspetos das cenas que representam, já que eles oferecem infinitas possibilidades visuais, incluindo a mais óbvia: o reflexo fiel da realidade.
Mas, embora a primeira finalidade do espelho seja efetivamente a representação fiel das aparências, refletindo uma visão coerente do mundo, nem sempre os artistas o utilizaram como tal, preferindo favorecer a ambiguidade e a fragmentação, de acordo com os efeitos pretendidos, que muitas vezes são de ordem filosófica, em detrimento da representação mimética da realidade.» (Do site.)
Uma exposição, comissariada por Maria Rosa Figueiredo e Leonor Nazaré, dividida nos seguintes núcleos: «Quem sou eu?»: O espelho identitário; O espelho alegórico; A mulher em frente ao espelho: A projeção do desejo; Espelhos que revelam e espelhos que mentem; e O espelho masculino: autorretratos e outras experiências. Vale bem uma visita.
Integrada num conjunto de iniciativas evocativas do centenário da Primeira Guerra Mundial, a exposição Tudo se desmorona: Impactos Culturais da Grande Guerra em Portugal, comissariada por Pedro Oliveira, Carlos Silveira e Ana Vasconcelos, procura dar conta do impacto que teve na sociedade e cultura portuguesas, quer enquanto durou o conflito, quer nos anos subsequentes, tendo como referência um período cronológico situado entre 1914 e 1935. Organizada em torno de seis núcleos temáticos, a exposição apresenta diversas obras e documentos inéditos evocativos dos acontecimentos, mudanças e tendências sociais e culturais ocorridos neste período e que tiveram a sua génese ou foram acentuadas com o desencadear da Grande Guerra.
Na Gulbenkian até 4 de setembro, com entrada livre.
A História Partilhada. Tesouros dos Palácios Reais de
Espanha é a nova exposição da Fundação Gulbenkian, que conta uma história de
mulheres de Isabel a... Isabel. A primeira é Isabel, a Católica, a segunda é
Isabel de Bragança a quem se deve a criação do Museu do Prado.
A exposição reúne 140 obras na sua grande maioria
pertencentes ao Património Nacional de Espanha, com o que de melhor os artistas e
artífices europeus tinham para oferecer, da Idade Média ao século XIX. São retratos
de reis, tapeçarias, armaduras, relicários, esculturas, livros de horas com
iluminuras preciosas e peças de mobiliário. Para ver até dia 25 de janeiro.
Celebrando a renovação do Grande Auditório, o dia de hoje tem programação de entrada livre, a partir das 14h e terminando às 23h30 com a exibição de 2001 : Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick.
CRISTINA ÁNCHEL Flauta PEDRO RIBEIRO Oboé OLEGUER BELTRAN-PALLARÉS Violino LU ZHENG Viola MARTIN HENNEKEN Violoncelo
Joseph Haydn Divertimentos (London Trios) Hob.IV:1 e IV:3
Wolfgang Amadeus Mozart Quarteto para Oboé e Cordas, K. 370 Quarteto para Flauta e Cordas, K. 285 Hoje, 21h30, Grande Auditório Fundação Gulbenkian Entrada livre
«Não há que confundir os preconceitos com as conveniências.»
Émilie du Châtelet
(in Discurso sobre a felicidade)
A ópera Émilie, de Kaija Saariaho, com libreto de Amin Maalouf, é hoje e amanhã cantada na Gulbenkian. Pressentido a morte, a matemática e física Émilie du Châtelet relembra a sua vida.
É em ambiente de festa que, no dia 15 de setembro, sábado, o Grande Auditório da Fundação vai abrir as suas portas para um dia cheio de atividades para todas as idades, com concertos, uma exposição comemorativa, projeção de filmes e encontros com músicos, tudo de entrada livre. E não é caso para menos, já que a nova temporada vai comemorar os 50 anos da Orquestra Gulbenkian.
Há qualquer coisa de estranho nos critérios que presidiram à avaliação das fundações, quando a Casa de Mateus fica em primeiro lugar com uma pontuação global de 78,1%, enquanto a Fundação Champallimaud tem 65,2% e a Fundação Gulbenkian 54%. Da primeira, para além de atribuir o Prémio D. Dinis, sabemos que se dedica à produção de doces, compotas e vinhos. Francamente!...
O meu olhar ficou em quatro quadros, durante a exposição "A perspectiva das coisas : A Natureza-Morta na Europa : Séculos XIX-XX (1840-1955). Este foi um deles:
Henri Fantin-Latour
La table Garnier (1866)
Lisboa, Museu Calouste Gulbenkian.
Quadro expostona Gulbenkian, Exposição Perspectiva das Coisas. A Natureza-morta na Europa - 1840/1955
Quando algo delicioso e irrecuperável se desvanece, temos certamente a sensação de ter acordado de um só sonho. No meu caso, essa sensação é extraordinariamente verdadeira. Porque a minha felicidade se formava realmente do mesmo segredo que a felicidade dos sonhos, porque consentia na liberdade de viver todo o possível e imaginável em simultâneo, de confundir ludicamente exterior e interior, de deslocar tempo e espaço como bastidores.
Hermann Hesse, Viagem ao País da Manhã, Cavalo de Ferro, 2011, 1ª edição, p. 25 (Trad. Mónica Dias),[Título original: Die Morgenlandfhart, Berlim, 1932]
Encontrei a tela classificada como auto-retrato de Edgar Degas no livro/catálogo intitulado: Colecção da Fundação Calouste Gulbenkian, Artes Plásticas Francesas de Wateau a Renoir, um catálogo da exposição no Museu Nacional Soares dos Reis, Porto, Junho de 1964. (s/n.p.)
Em 1961 numa exposição da Fundação Calouste Gulbenkian e depois em 1964 na exposição do Museu Soares dos Reis a tela era catalogada como um auto-retrato. Hoje parece que não é assim. Nem tudo é intemporal... O homem classifica mas ao longo do tempo abrem-se novas perspectivas. Ver o post de MR
Edgar Degas, Auto-Retrato, 1852 (data provável)
Já fui a muitas exposições na Fundação Calouste Gulbenkian mas nunca vi esta tela.