Esta exposição, muito boa, pode ser vista na Galeria da Fundação Gulbenkian até 21 de junho.
Acho que só devem estar expostas peças que se consigam ver. Este livrinho está exposto de um modo que só um gigante que se dobre em 45º o consegue ver e mesmo assim...
O primeiro vestido vermelho da Valentino foi apresentado na coleção Primavera-Verão 1959. Chamado de «La Fiesta», era um vestido sem alças, de comprimento médio, em tule vermelho vivo, que rapidamente se tornaria uma marca registrada e tornou Valentino famoso.
O vestido vermelho da Valentino tem a sua própria cor Pantone – uma mistura de magenta, amarelo e preto.
Depois de 1959, todos os desfiles da casa valentino eram encerrados com a passagem de um vestido vermelho.
Valentino faleceu ontem em Roma. Um dos seus vestido vermelhos é a nossa vinheta por alguns dias.
O Palais Galliera (Museu da Moda de Paris) associou-se ao Petit Palais para apresentar uma exposção sobre a Casa Worth.
Charles Frederick Worth (1825-1895), uma figura incontornável da moda, foi o fundador de uma casa que rapidamente se tornou um símbolo do luxo parisiense. Abriu portas em 1858 no n.º 7 da Rue de la Paix, e a sua história estendeu-se até 1956, quando o bisneto do fundador se reformou. Worth é considerado como o criador da alta costura. Para além da alta costura, a casa dedicou-se também ao pronto a vestir e á perfumaria.
Fotos de William Klein (1926-2022). Da esq. para a dir.: Nina+Simone, Piazza di Spagna (Vogue, 1960); Isabella+Opera, (Vogue, 1963); Tilly+Wilhelmina, New York, 1963.
Da expo William Klein: All the World's Stage (MAAT).
O Musée des Arts décoratifs apresenta até 11 de janeiro de 2026 a primeira grande exposição dedicada a Paul Poiret, um renovador da moda e figura incontornável da alta costura parisiense do início do século XX. Ler mais aqui.
«Quando eu trabalho a roupa, ela tem que girar em torno do corpo, do perfil e das costas.»
Azzedine Alaïa
Azzedine Alaïa (1935-2017) vestiu pessoas como Louise de Vilmorin, Arletty ou Greta Garbo.
Esta primeira retrospectiva parisiense da sua obra é apresentada nas galerias renovadas do Palais Galliera e no Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris até 21 de janeiro de 2024.
Uma parte da exposição é dedicada à faceta de Alaïa colecionador, coleção reunida em segredo e de que ele nunca falou em vida. Reuniu mais de 20000 peças que testemunham a arte de seus antecessores, desde o nascimento da alta costura no final do século XIX até aos seus contemporâneos, com destaque para Worth, Jeanne Lanvin, Jean Patou, Balenciaga, Paul Poiret, Chanel, Madeleine Vionnet, Dior, Jean Paul Gaultier, Comme des Garçons, Alexander McQueen, Thierry Mugler ou Yamayohji.
No âmbito da realização dos Jogos Olímpicos de 2024, o Museu das Artes Decorativas de Paris apresenta até 7 de abril de 2024 uma exposição que explora as ligações entre a moda e o desporto, da Antiguidade aos nossos dias. Este projeto de grande envergadura revela como dois universos a priori distantes participam dos mesmos desafios sociais, em torno do corpo.
São apresentadas 450 peças de vestuário e acessórios, fotografias, esboços, revistas, cartazes, pinturas, esculturas, vídeos que destacam a evolução do vestuário desportivo e a sua influência na moda contemporânea. Jean Patou, Jeanne Lanvin, Gabrielle Chanel, Elsa Schiaparelli fazem parte dos pioneiros que, no período entre guerras, se interessam pelo universo desportivo e o transcrevem nas suas criações de alta costura. A exposição mostra como o sportswear integrou a roupa desportiva do seu uso específico no vestiário diário. A questão do conforto, fio condutor da exposição, permite compreender as razões pelas quais o jogging e os sneakers se tornaram incontornáveis da moda, tanto para o quotidiano como para a alta costura, de Balenciaga a Off-White.
Basket Soho e Basket Tandem, de Cyd Jouny. Foto Jean Tholance/Les Arts Décoratifs
Duas exposições na temporada que o Museu Guimet dedica ao Afeganistão.
Por ocasião do centenário da Delegação Arqueológica Francesa no Afeganistão (criada em 1922), o MNAAG apresenta uma vasta exposição dedicada a este século de descobertas e relações com o Afeganistão. Graças à partilha dos objetos das escavações, constituíram-se em Paris as melhores coleções afegãs do Ocidente. A exposição mostra um panorama das numerosas investigações realizadas, sublinhando a importância do património arqueológico e das colecções de museus, mas também do património construído deste país, sobre o qual paira uma ameaça latente desde o regresso ao poder dos Talibãs em 15 de agosto de 2021.
A DAFA iniciou as primeiras investigações arqueológicas num jovem Estado independente. Durante os anos 1945-1982, a vontade afegã em matéria de controlo do seu património e da sua identidade nacional permite uma instalação permanente da DAFA em Cabul. O período de conflitos de 1979 a 2001 foi marcado pela cessação das investigações arqueológicas no terreno, a partida da DAFA de Cabul em 1982, as pilhagens e a destruição do museu de Cabul. A partir de 2003, as investigações recomeçaram, com a reabertura da DAFA em Cabul e o regresso pontual de outras missões arqueológicas estrangeiras.
Buda, século III.
Enquanto a sombra dos talibãs se estende novamente sobre o Afeganistão, são visíveis mensagens artísticas e culturais de resistência da sociedade civil. O MNAAG, através das criações da casa de moda Zarif Design e da sua fundadora Zolaykha Sherzad, interessa-se pela transmissão dos conhecimentos têxteis, mas também pela ética que esta casa artesanal tem.
A casa de moda Zarif Design, criada em 2005 por Zolaykha Sherzad, em Cabul, contribui para reviver o know-how e as competências ameaçadas de extinção, que constituem uma verdadeira cultura técnica e artística baseada numa história milenar.
Lucien Vogel foi editor de muitas revistas, com destaque para La Gazette du bon ton. Filho do caricaturista Hermann Vogel, casou com Cosette de Brunhoff. Foi paginador da revista La vie heureuse (da Hachette).
Em 1911publicou na revista Art et Décoration umas fotografias de Edward Steichen sobre criações do costureiro Paul Poiret, num artigo intitulado «L'art de la robe», hoje consideradas como a primeira série de moda da história.
No ano seguinte foi fundada La Gazette du bon ton por Lucien Vogel e o seu cunhado Michel de Brunhoff, com a colaboração dos melhores ilustradores da época, desenhando modelos de costureiros que se tornariam famosos, como Paul Poiret, Worth, Jeanne Lanvin ou Madeçleine Vionnet. Também escritores como Jean Cocteau, Henri de Régnier, Pierre Mac Orlan ou Raymond Radiguet colaboraram na revista.
Ilustração de Georges Brabier, 1915
Ilustração de Pierre Brissaud, 1922
Ver aqui marcadores com ilustrações desta revista.
Yves Saint Laurent aux musées é uma exposição que se desenvolve em seis museus parisienses (o Centro Pompidou, o Museu de Arte Moderna de Paris, o Museu do Louvre, o Museu d'Orsay, o Museu Picasso e o Museu Yves Saint Laurent) para celebrar os 60 anos do primeiro desfile do costureiro. Esta exposição ilustra a profunda relação que o costureiro teve com a arte, e com as coleções públicas francesas. Estas exposições podem ser vistas até 18 de setembro.
No Museu de Arte Moderna.
Tributo de Yves Saint Laurent à pop art. Um vestido do costureiro junto de quadros de Etel Adnan. No Museu Pompidou.
Explorando pela primeira vez a obra de Man Ray no âmbito da moda, esta exposição mostra as fotografias que o artista fez para os maiores costureiros – Poiret, Schiaparelli ou Chanel – e para as melhores revistas: Vogue, Vanity Fair e Harper’s Bazaar.
A fotografia da moda dava então os primeiros passos e Man Ray desenvolveu a partir de 1921 uma nova estética, feita de uma técnica inventiva, de liberdade e de humor. As suas experiências e referências surrealistas fazem de Man Ray um dos 'inventores' da fotografia contemporânea.
Algo que provoca reacções muito diferentes nos homens e nas mulheres. Um fato igual , uma gravata igual, normalmente não dão grande "faísca " , já um vestido igual ...
Uma amiga postou esta mesma foto numa rede social, as dezenas de comentários sobre situações vividas foram do melhor ...
Há que tempos não aparece por aqui um sapatinho, e este é mesmo de época 😀. A sandália Morangos da Aquazzura, nos melhores veludos e pele e ao módico preço de € 795 ...