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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Vinheta: terceiro centenário do nascimento de Joseph Marie Amiot, SJ



Cumprem-se hoje trezentos anos do nascimento do Padre Joseph Marie Amiot, da Companhia de Jesus. Uma nota barroca em um encontro de dois mundos, exprimindo pela música o realçar da essência.



sábado, 2 de dezembro de 2017

Ana Hatherly e o Barroco: Num Jardim Feito de Tinta

Ana Hatherly - «A Romã», 1971
Museu Calouste Gulbenkian – Coleção Moderna

«Esta exposição-ensaio tem apenas um assunto: Ana Hatherly e o Barroco. No entanto, não nos centramos apenas na influência do Barroco nas obras da artista, mas em como a investigação e experimentação de Ana Hatherly revalorizou esse denegrido período histórico e modificou a nossa conceção do passado – afinal, a tradição é um território inexplorado de aventura e de contínuo espanto. Deste modo, juntando objetos, obras e documentos de períodos históricos distintos, que Ana Hatherly analisou ou indicou nos seus ensaios, organizamos um percurso expositivo a partir de categorias essenciais do Barroco: o Mundo como Labirinto; a importância do Lúdico; a Vida como Nada diante da Morte; a Alegoria e a folia da Interpretação; o Diálogo oblíquo entre pintura e poesia; e a Metalinguagem da obra de arte que se reflete a si mesma.
São muitas as portas de entrada neste edifício, pois também foram variadas as declinações da obra de Ana Hatherly: nos ensaios e investigação académica; na poesia e na prosa; nos desenhos, nas re-colagens, nas performances, nos filmes, nos programas televisivos… Um labirinto onde tudo gira à volta da escrita, como afirmou. Esse jardim feito de tinta, onde a artista reinventa o mundo caminhando por entre signos, é o lugar enigmático do jogo – e desta exposição como jogo.» (Do site.)
Exposição comissariada por Paulo Pires do Vale, pode ser vista na Gulbenkian até 15 de janeiro de 2018.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

«O esplendor de Roma no tempo de Bernini»

Guido Reni - Atalanta e Hipomenes (ca 1615-1618), «possivelmente a mais bela peça de toda a exposição», segundo Mega Ferreira 

Sábado comprei o DN por causa de um artigo de Mega Ferreira que tinha chamada na p.1: «O esplendor de Roma no tempo de Bernini». Fiquei então a saber que está em Roma, no Palácio Chipolla, a exposição Barocco a Roma: La meraviglia delle arti. Deve ser uma bela exposição.
Leiam aqui: http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4596945



domingo, 15 de maio de 2011

No Porto

Visitei ontem, o que não fazia há anos, a bela igreja de S.Francisco ( ao lado do Palácio da Bolsa ) esplendor do Barroco tardio português. Igreja-museu bem conservada e muito visitada.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Décima!

Soror Violante do Céu (1602-1693) foi uma freira dominicana que na vida secular se chamou Violante Montesino. Professou no Convento de Nossa Senhora do Rosário da Ordem de S. Domingos em 1630. É considerada um dos expoentes máximos da poesia barroca em Portugal. Além do volume Rimas publicado em Ruão, em 1646, e do Parnaso Lusitano de Divinos e Humanos Versos, publicado em Lisboa em 1733, em dois volumes, tem várias composições poéticas na Fénix Renascida.

Soror Violante do Céu em Rimas Várias

nº 52

Soror Violante do Céu, "Rimas Várias" in História da Antologia da Literatura Portuguesa, século XVII, Fundação Calouste Gulbenkian, nº 28, 2004, p. 69.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Uma Oitava de Frei Lucas de Santa Catarina...

Frei Lucas de Santa Catarina (1660-1740) era frade dominicano e exerceu o cargo de cronista da Ordem de São Domingos, sucedendo a Frei Luís de Sousa. Foi membro fundador da Academia Real de História. Nos seus escrito o frade utiliza o burlesco, a ironia, a sátira e o inconformismo.A oitava que se segue, de Frei Lucas de Santa Catarina, foi incluída numa carta a um amigo que lhe não restituiu um candeeiro, parodiando Camões:
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Estavas, ó Miguel, posto em socego
De carrasco colhendo o secco fructo,
O mocho ouvindo alli, alli o morcego,
Que como cantão mal, cantarão muito,
Junto ao Tejo, perdoe-me o Mondego,
Cheio de inverno, e de verão enxuto,
De cabellos mostrando alli ervinhas,
Huma dor féra, que no peito tinhas.
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"Esta estância parodia a Oitava cxx do Canto III dos Lusíadas, primeira estância do episódio de Inês de Castro. (...) O tema sublime do amor de Inês de Castro é substituído por outro, ridiculamente banal, de um amigo que não restituiu um candeeiro, mas que é tratado no mesmo estilo elevado."
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"Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuto,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas"
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Canto III oitava cxx, Lusíadas
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Graça Almeida Rodrigues, in "Literatura e sociedade em Frei Lucas de Santa Catarina", História da Antologia da Literatura Portuguesa, século XVII, Fundação Calouste Gulbenkian, nº 34, 2005, p. 27-30.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Um Poeta Barroco 2!

À volta do Barroco alemão. Deixo mais este poema que acho lindíssimo porque mede o tempo e a arrumação que cada um deverá fazer ao longo da vida, talvez, como preparação...
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Theodor Kornfeld (1636-1698)


Na ampulheta lê-se:
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Vão correndo as horas/
E vem sem demoras
O dia de todas
As contas:
Faz o bem/
E vem.
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Vai a areia escorrendo/
E anunciando:/
É hora de andar
A outro lugar/
Deus nos ampare
E prepare!
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A ladear o poema está:
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P'ra na hora dares conta do recado
Pesa bem cada hora/ deixa tudo bem arrumado

Theodor Kornfeld in, O Cardo e a Rosa, Poesia do Barroco Alemão, Lisboa: Assírio & Alvim, 2002, (Selecção e pref. João Barrento), p. 99.

sábado, 31 de outubro de 2009

Um Poeta Barroco

Nas minhas incursões pelo Barroco encontrei este poema que achei lindo quer visualmente quer pelas palavras ditas. Georg Philipp Harsdörffer ( 1607 – 1658) nasceu em Nuremberga foi poeta e tradutor.



O Cardo e a Rosa, Poesia do Barroco Alemão, Lisboa: Assírio & Alvim, 2002, (Selecção e pref. João Barrento), p. 105, 104

sábado, 24 de outubro de 2009

Narciso, Gentileza

Sóror Maria do Céu nasceu em Lisboa em 1658 e faleceu em 1723. Foi abadessa no Convento da Esperança, escritora, poetisa e dramaturga barroca.

Narciso, Gentileza

Tem o Narciso tanta gentileza,
Que na fonte o rendeu sua beleza,
E hoje, porque o conte,
Há Narciso do espelho, e não da fonte,
Homem, que sem conselho,
Como dama te alinhas ao espelho,
O cristal à mulher, a ti o aço,
Abraça o que te é próprio,
Que ser homem e flor está impróprio,
Se és belo, procede de tal arte,
Que quem te vê Narciso, te olhe Marte!

Soror Maria do Céu, Enganos do Bosque, p. 205.

Soror Maria do Céu in João Gaspar Simões, História da Poesia Portuguesa, Das Origens aos Nossos Dias Acompanhada de uma Antologia, Empresa Nacional de Publicidade, 1955, Vol. I p.464.


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Lá fora - 38 : O Barroco em Londres

Foi uma das grandes exposições londrinas da Primavera e é ainda visitável até meados deste mês, a sumptuosa Baroque ( 1620-1800 ) no Victoria&Albert Museum.
É o esplendor do Barroco nas suas várias manifestações artísticas, e nas mais variadas proveniências: de Roma a Antuérpia, de Versalhes ao México.
Será que o nosso Filipe Nicolau, que ainda está em Londres mais uns dias, já passou ou irá passar por lá?

- Baroque ( 1620-1800 ) - Style in the Age of Magnificience, Victoria&Albert Museum, até 19 de Julho. Para saber mais: http://www.vam.ac.uk

domingo, 26 de abril de 2009

Qual será o sexo dos anjos?

No seguimento de um post de MR, sobre "uma questão de alta gravidade" de Santo Agostinho.
Será que os anjos têm sexo?
Este tem.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A Villa Garzoni... por 25 milhões de euros







O anúncio de ter sido colocada à venda a lendária Villa Garzoni e os seus deslumbrantes jardins, considerados uma das obras-primas da arquitectura barroca italiana, deu origem a intermináveis polémicas, desde logo na região onde fica esta fabulosa propriedade- a bela Toscana. Polémica que subiu de tom quando se soube que é muito provável que seja adquirida por um dos novos milionários russos.
A Villa Garzoni, cuja edificação começou com o genial marquês Romano di Alessando Garzoni, arquitecto nas horas vagas, nas primeiras décadas do século XVII e só terminou por completo quase um século mais tarde e três gerações de marqueses depois, é efectivamente uma das jóias da Toscana, e as fotografias que coloquei supra não lhe fazem justiça ( vale a pena procurar mais na Internet ) , especialmente pelos seus jardins com lagos, escadarias monumentais, fontes, jogos-de-água, um labirinto, uma floresta de bambús, alamedas, grutas e 64 estátuas.
E, além do mais, a Villa está ainda ligada à história literária italiana: Carlo Lorenzi, o pai de Pinóquio, adoptou o pseudónimo de Collodi, localidade onde fica a Villa Garzoni, e terra da sua família materna, tendo acompanhado muitas vezes o seu avô que era o cozinheiro dos Garzoni.
O actual proprietário é o empresário italiano Fabrizio Bertola, que a comprou em 2003 encontrando-se a propriedade num verdadeiro estado de abandono que já durava há duas décadas. E Bertola recuperou-a completamente: foram restaurados os frescos e os tectos, reparados os muros, o pavilhão dos Guardas, a ponte suspensa que leva aos jardins, a orangerie, limpas as estátuas etc etc, com um custo total de 16 milhões de euros.
Bertola, que nunca viveu na propriedade, achando-a demasiado intimidante para as suas origens humildes, assume que quer ter lucro depois dos milhões que gastou, embora esteja disponível para a vender ao Estado italiano desde que o preço seja justo, ou seja não fique muito longe dos 25 milhões que está a pedir no mercado...