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quarta-feira, 15 de abril de 2015
À grande e à Brunei
O mais recente casal real do Brunei, príncipe Abdul Malik e Dayangku Raabi'atul 'Adawiyyah Pengiran Haji Bolkiah, celebrou a sua boda no Palácio Nurul Iman, na capital do Brunei. As celebrações que contaram com 5000 convidados começaram no dia 5 de abril e terminam hoje.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Citações
(...) Fez-nos mal um certo novo-riquismo?
O novo riquismo faz sempre mal, não é ? Mas a verdade é que as pessoas foram animadas a ter um nível de vida maior e é compreensível que tivessem querido viver melhor. Não foi um despesismo pecaminoso ou irresponsável, só pessoas sem personalidade ou ambição é que se conformam. A maioria não viveu acima das possibilidades. As possibilidades é que desapareceram. Isso custa, até psicologicamente. Há coisas que são analisadas com pouca memória. O que se diz em relação ao País é que houve um disparate de despesismo, culpabiliza-se a irresponsabilidade de sucessivos governos, mas ouço falar pouco do que foi a melhoria de condições de vida e a tentativa de aproximar o litoral do interior. Foi espetacular! Fala-se do betão, das autoestradas e tal, mas as pessoas passaram a comunicar de uma forma completamente diferente. Sinto isso na pele. Quando estive a trabalhar em Pedras Salgadas fiz em hora e meia o que dantes fazia em quatro horas. Não falando no que foi a criação de escolas, universidades, hospitais, centros culturais, museus, etc. Foi espetacular! O primeiro sentimento é de orgulho no que aconteceu. Houve erros e há resquícios disso, mas em 40 anos de democracia deu-se uma transformação maravilhosa do País.
- Excerto da entrevista a Siza Vieira, publicada na Visão da semana passada.
Concordo na generalidade com o que diz Siza, mas a verdade é que como pude verificar recentemente algumas das autoestradas que são tão úteis para nos fazer chegar depressa onde queremos têm escasso tráfego, já para não falar de disparates ainda mais dispendiosos, e difíceis de resolver, como o aeroporto fantasma de Beja ...
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Pensamento ( s )
(...) A certa altura, ainda acreditei que a substituição da caridade à latina pela filantropia à anglo-saxónica constituiria um progresso, mas a coisa não pegou: nem na minha alma, nem na realidade. Até porque, nos EUA, enquanto os filantropos corriam de um lado para o outro doando uma parte dos lucros acumulados, a desigualdade social permanecia igual ou aumentara. A solução não consiste em abolir o capitalismo, mas em ressuscitar um ideal esquecido: a fraternidade. Um tempo houve em que o mundo aceitou a escravatura como a coisa mais natural do mundo. Até que um dia, a considerou moralmente indigna. Por isso acredito ser possível lutar por que a justiça social seja reconhecida como princípio organizador das nossas sociedades.
- Maria Filomena Mónica, no Expresso do passado sábado.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Números
9,7 %
Foi quanto subiu o preço médio da electricidade em Portugal, entre o segundo semestre de 2011 e o segundo semestre de 2012. A média europeia foi de 6,1 %.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Publicidade... negativa
Não sou muito adepto de fazer publicidade negativa, mas a ZON merece... Causou-me, pela prepotência e ligeireza, perda de tempo, incómodos vários e ainda nem sei calcular bem os prejuízos já que tinha o endereço electrónico dela associado às coisas básicas da vida social ( família e amigos, mas também bancos, seguros, etc ). O tempo dirá.
O meu novo endereço electrónico principal já é conhecido de várias pessoas e penso que está disponível consultando o perfil aqui do blogue. Não é assim que se conservam clientes...
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
O mínimo denominador comum...
Uma das marcas míticas, Bugatti, e um dos modelos mais apreciados, o Royale.A verdade é que um carro não é só um carro. O seu valor simbólico vai muito para além do seu valor funcional: transportar-nos de A para B.
Todos sabemos que é um dos grandes elementos de status da nossa época, pelo menos assim é visto por milhões de seres humanos .Podemos não saber o nome do vizinho do 7ºandar, mas sabemos que " é o gajo do BMW ".
Além desta relação directa com o estatuto social, o automóvel é um mínimo denominador comum (tal como o futebol) nas conversas do universo masculino, pelo menos em certos escalões etários. Nada quebra melhor o gelo entre homens que se conheçam mal e tenham de fazer conversa do que debater os consumos, as velocidades e as performances dos seus respectivos veículos. Como as conversas sobre os filhos e as dietas no universo feminino...
E já nem entro pelas teses que, em casos de grande atenção e preocupação concedida ao carro,
veêm este como prolongamento fálico do respectivo dono...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Ainda a defesa da família

Considero que a família é uma instituição fundamental da sociedade, sendo a sua célula básica. É assim que estamos organizados há milénios e não surgiu até à data modelo melhor do que este fundado numa realidade biológica mas que se não esgota na biologia como todos sabemos.
Tenho o maior, e igual, respeito por todas as famílias: as que nascem do sacramento do matrimónio ou acto equivalente sancionado por uma religião, as que derivam de um contrato civil de casamento ou ainda as que surgem de uma união de facto, hetero ou homo. Têm todas, para mim, a mesma dignidade- férteis ou inferteis, reduzidas ou numerosas, adoptivas ou biológicas.
Feita esta profissão de fé, tenho que dizer o seguinte: nunca a família esteve tão protegida como na época em que vivemos. Basta que comparemos, e todos temos memória que até aí alcança, os mecanismos concedidos directamente pelo Estado e os impostos às entidades empregadoras que existiam há umas décadas atrás com os que actualmente existem para concluirmos que efectivamente não se pode dizer que as famílias estejam ameaçadas.
É certo que os estados ajem no seu próprio interesse- a soberana preocupação é a demografia. É esta a ameaça que paira sobre a Velha Europa, velha também literalmente, e tentando contrariar as terríveis tendências demográficas as famílias são apoiadas. Tanto na escala macro- ao nível da fiscalidade, das prestações sociais, das licenças de maternidade e paternidade etc- como na escala micro- veja-se o exemplo entre nós da crescente quantidade de municípios que oferecem quantias em dinheiro por cada criança nascida.
É certo que há desafios novos que ocupam e preocupam as famílias, desde logo os perigos potenciais derivados deste meio de comunicação em que estamos, mas não me parece sinceramente que as famílias ou a instituição família esteja em perigo.
Questão diferente, entrando aí no domínio da ideologia, é se há modelos de família que estejam ou se sintam, uma coisa é a percepção outra a realidade, ameaçados.
Cada um de nós tem todo o direito de defender o modelo de família que lhe parece mais "certo" e de agir em conformidade - mas então que se diga tal abertamente: defendemos a família cristã, ou a família católica, ou a família tradicional. E que os inimigos, reais ou imaginários, de tal modelo de família sejam claramente identificados.
Não me incomodam as manifestações, são o sal da democracia, mas incomoda-me que a "defesa da família", objectivo muito nobre, sirva de enorme guarda-chuva para outras agendas.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Comentário hilariante
Ainda a propósito da colocação das bandeiras monárquicas em Cascais, um leitor da notícia avançada ontem pelo Público comentou o seguinte:Qualquer dia estes putos trocam as bandeiras nacionais pelas do Bob o construtor, dos pokemon e dos seus reais ídolos e valores. E aí sim, vai ser uma grande revolução e depois tásse bem. Lol. Esta cena da monarquia é uma cena muito fora, o herói ainda por cima é um cota que nem sabe falar, com um bigodinho a condizer com o look muita antiquado tipo filmes de seca bué da velhos tás a ver. As bandeiras são bué de velhas, já foram usadas e cheiram a mofo e a naftalina. Parece que as arranjaram num báu numa lixeira. Tem-se de melhorar os filmes que estes putos estão a ver para arranjarem umas bandeiras mais fixes.
Enfim, cada um expressa-se como pode! Mas não pude deixar de achar piada.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Clube das Virgens
"Não pretendemos defender a virgindade, mas sim mostrar que ser virgem é tão natural como não ser", lê-se no blogue das virgens, um grupo de 40 sonhadoras e românticas raparigas que em Portugal criou um clube exclusivo. Os rapazes (também eles imaculados) que quiseram entrar no clube feminino foram excluídos tendo há dias resolvido fundar o clubedosvirgens.blogspot.com, cujo propósito é "todos os membros perderem a virgindade o mais rapidamente possível, passando ao estatuto de sócio reformado". Elas é que parece não terem urgência em alterar esse estado de coisas, mas o próximo encontro das virgens vai decorrer numa sex shop que nenhuma ainda conhece.quinta-feira, 14 de maio de 2009
O novo rosto da América
Yes, we can foi a frase que correu mundo enquanto Obama se candidatava às presidenciais nos EUA. Mais que um slogan era (e continua a ser) um símbolo de esperança no reencontro do sonho americano em pleno período de mudanças... Vem isto a propósito de um livro recentemente publicado que tem por título Geração We, de autoria de Eric H. Greenberg (CEO de uma empresa de refeições) e Karl Weber (escritor, editor e especialista na indústria da publicação). Mas o que tem uma coisa a ver com a outra? Provavelmente terá porque estes dois factos podem muito bem estar relacionados: a força das palavras terá despertado uma nova consciência no outro lado do Atlântico e esta terá por sua vez originado um novo rosto da América. Um rosto que tem nome: Geração We (Nós). Constituída por indivíduos nascidos entre 1978 e 2000, esta nova força política e social que está a mudar a América caracteriza-se por ser independente em termos políticos, sociais e filosóficos, já influencia os resultados de voto com taxas de participação em crescimento constante e está empenhada em resolver os grandes desafios à escala planetária. Em números, a Geração We representa 95 milhões de indivíduos que nos próximos anos vão alterar o mundo à medida que forem entrando em novos ciclos de vida. Aos 40 e 50 anos assumirão posições poderosas em empresas e governos, trazendo consigo novos hábitos de consumo, ambiente e sociedade. Começaram por marcar a diferença ao transformarem a Internet no meio mais importante para o entertenimento e informação. Todos vêem televisão e estão online em permanente troca de ideias e informação e acreditam ter mais em comum com jovens adultos da sua geração noutros países do que com americanos de gerações mais velhas favorecendo desse modo uma rede ideológica mais multicultural que nacionalista. Em termos sociológicos, a Geração We tende a reduzir o consumo ilícito de drogas e retarda a vida sexual em clara oposição aos Baby-boomers (nascidos entre 1946-64) marcados por uma juventude de sexo, drogas e rock. Actividades relacionadas com o voluntariado, activismo e eleições conferem à nova geração um invulgar sentido de responsabilidade. Trata-se de indivíduos que nutrem uma afinidade comum pela tecnologia a ferramenta que lhes permite acreditar na inovação pessoal. Para a Geração We o mundo tem inúmeras possibilidades e tudo pode ser realizado se houver criatividade e determinação. Acreditam em religiões conservadoras, rejeitam a invasão à vida pessoal e consideram, por exemplo, que o país deve lutar mais para aceitar e tolerar os gays em vez de manter valores tradicionais. Integridade, honestidade, transparência e autenticidade são características que apreciam nos líderes, seja na política ou nas instituições. Partilham a segurança e a paz globais e olham o mundo e os seus recursos naturais de forma responsável, até porque cresceram com o conceito do planeta azul. Embora pareça que tudo estará por refazer, a Geração We encontra disponibilidade para o investimento pessoal a nível físico, psicológico ou espiritual através de práticas como o exercício, dietas ou meditação, afinal, a receita que torna um agente de mudança mais saudável, inteligente e eficaz.
quinta-feira, 19 de março de 2009
PENSAMENTO ( S )
terça-feira, 3 de março de 2009
Desemprego e formação
Duas notícias relacionadas com desemprego e formação foram aquelas que hoje me cativaram mais a atenção na ronda pela imprensa diária. No primeiro caso, fiquei surpreendido ao ler no Diário Económico que “há cursos de áreas, mesmo com baixa empregabilidade, que garantem aos seus licenciados uma colocação rápida no mercado de trabalho. Exemplo disso é o de Finanças do ISCTE ou Gestão do ISEG: têm apenas um inscrito nos centros de emprego, apesar de pertencerem às ciências empresariais, uma das áreas com mais desemprego”. A novidade não deixa de surpreender quando se sabe que em Janeiro deste ano inscreveram-se naqueles centros 70.334 trabalhadores com o sector da construção a liderar os números. Ainda segundo dados do IEFP só no 4º trimestre de 2008 registaram-se 574,2 mil portugueses numa taxa oficial de desemprego que se situou nos 7,8% embora contrariada pela taxa efectiva que alcançou os 10,2%.
Quanto à formação das nossas forças desegurança também não foi animador saber que três em quatro GNR e PSP não fizeram o secundário (dados de 2006). Mais adiante a notícia veículada pelo DN dá conta de algumas mudanças no âmbito do programa “Novas Oportunidades” que até 2010 vai aplicar-se àqueles agentes através da concessão de certificados do 9º e 12º ano. Mesmo assim e para que a realidade não seja tão desanimadora, a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia veio logo reagir a estas declarações afirmando que “o número de agentes da PSP com cursos superiores aumentou de 22,8 para 37,2% em nove anos; que 34,9% dos polícias têm o 12º ano e 15,9% o 11º ano. Também na GNR contam-se 18 doutorados, 804 licenciados, 4512 com o 12º ano e 9666 com o 9º ano e dez, a antiga 4ª classe”.
Quanto à formação das nossas forças desegurança também não foi animador saber que três em quatro GNR e PSP não fizeram o secundário (dados de 2006). Mais adiante a notícia veículada pelo DN dá conta de algumas mudanças no âmbito do programa “Novas Oportunidades” que até 2010 vai aplicar-se àqueles agentes através da concessão de certificados do 9º e 12º ano. Mesmo assim e para que a realidade não seja tão desanimadora, a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia veio logo reagir a estas declarações afirmando que “o número de agentes da PSP com cursos superiores aumentou de 22,8 para 37,2% em nove anos; que 34,9% dos polícias têm o 12º ano e 15,9% o 11º ano. Também na GNR contam-se 18 doutorados, 804 licenciados, 4512 com o 12º ano e 9666 com o 9º ano e dez, a antiga 4ª classe”.
domingo, 30 de novembro de 2008
Luxo sem etiqueta
O tipo desce na estação de metro vestindo jeans, t-shirt e boné,
encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a
tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora
rush matinal.
Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos
traseuntes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos
maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas
num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais
de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde
os melhores lugares custam a 'bagatela' de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar
rápido, copo de café na mão, telemóvel ao ouvido, crachá balançando no
pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo
jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor,
contexto e arte.
Conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num
contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem
etiqueta de glamour.
Somente uma mulher reconheceu a música...
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