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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Leituras na quarentena - 21


Estou a ler, em papel graças aos srs carteiros , mais um número do Jornal de Letras, todo ele dedicado à pandemia que vivemos. Várias perspectivas sobre o impacto na sociedade, especialmente sobre as indústrias culturais.

sábado, 4 de abril de 2020

Leituras na quarentena - 17


Penso que já escrevi sobre este historiador nestas páginas, é realmente um dos vivos que mais gosto de ler. Este é o mais recente dele, e cruza as suas viagens e impressões com a história desses mesmos países e regiões, da Cornualha ao Azerbaijão, de Singapura ao Texas.
Estou a gostar bastante, e não duvido que também este vai ser traduzido para a língua de Camões.

terça-feira, 31 de março de 2020

Leituras na quarentena - 14


Quem me conhece sabe que adoro thrillers, e como sempre me fascinaram os polos este era mesmo para ler, sem esquecer os prémios recebidos.
Comecei, confirmei a qualidade da escrita e da pesquisa, mas parei a 2/3 - era demasiado negro , demasiado pesado para este tempo que vivemos. Há muitas outras opções cá em casa, de que darei conta. Acabarei este noutra ocasião, espero que não muito distante ...

sábado, 1 de outubro de 2016

Um quadro por dia


Este A Good Read do realista britânico Ralph Hedley ( 1848-1913 ), célebre pelas suas cenas do quotidiano, foi especialmente a pensar no nosso JAD . Parabéns !

quarta-feira, 6 de julho de 2016

" Pequenos prazeres "



Se não é possível comprar os livros que cobiçamos in loco, vai servindo esta empresa para os fazer chegar às nossas mãos . Uso menos do que já usei, até por falta de espaço, mas às vezes lá cedo à tentação ...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Leituras de férias - O Homem de Constantinopla

Calouste Gulbenkian, documentos expostos na Fundação Calouste Gulbenkian, O Coleccionador 2011


Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem sempre cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.

Fernando Pessoa, citado no "Homem de Constantinopla", 
(de José Rodrigues dos Santos. Lisboa: Gradiva, 2013)

Assim começa o livro de José Rodrigues dos Santos e a partir desta citação o livro cativa e prende a nossa atenção. 
Gulbenkian é uma figura enigmática, atraente pelos tesouros que reuniu e, no nosso caso, por ter escolhido Portugal.  
Bem haja pela dádiva cultural e científica que legou ao nosso país. 
A ficção criada por José Rodrigues dos Santos é inspirada em acontecimentos verídicos.

Neste momento existe sobre o coleccionador a obra: Calouste Sarkis Gulbenkian – O Homem e a sua Obra e Gulbenkian como coleccionador, de José de Azeredo Perdigão e Ana Lowndes Marques.
A Fundação está a preparar uma biografia que sairá, em princípio, em 2018/ 2019.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A História Seguinte - Cees Nooteboom

Costumo comer à mesa da cozinha sentado num banco de cozinha, em frente da reprodução de uma cena pintada no fundo de uma taça por Pitrino no século VI antes de Cristo (que teve o atrevimento de se apropriar também de séculos anteriores a si) - Peleu lutando com Tétis. Sempre tive um fraco pela Nereide Tétis, não só por ter dado à luz Aquiles, mas sobretudo porque, sendo de origem divina, se recusou a casar com o mortal Peleu, e com toda a razão. Para um imortal tem de ser insuportável o fedor emanado pelos seres mortais. Tentou tudo para escapar à futura morte, transformou-se sucessivamente em fogo, água, leão e serpente. A grande diferença entre os deuses e seres humanos: os deuses podem decidir sobre as suas metamorfoses, os humanos apenas podem sofrê-las.

Cees Nooteboom (1933-), A História Seguinte. Lisboa: Quetzal, (tradução de Ana Maria Carvalho) 1991, p. 15.


Capa de Rogério Petinga, sobre fresco de Parmigianino 
(c. 1515) inspirado nas Metamorfoses de Ovídio

sábado, 17 de agosto de 2013

O prazer do chá no Jardim da Sereia

Parque de Santa Cruz, Jardim da Sereia




A Casa do Chá abriu há pouco tempo e tem durante os meses de Verão um programa de cinema ao ar livre.

Interior da Casa do Chá. Esta casa tem uma estante com livros para se poder ler durante o almoço ou quando se quiser ter prazer de ler no jardim acompanhados de um chá ou café. Os leitores podem levar os livros e tornar a trazê-los ou deixá-los e reler da próxima vez que visitar a Casa. Quem quiser pode dar livros para estes voarem até outro amante da leitura. Um conceito simpático.

Aqui iniciei a minha leitura de Lídia Jorge com gosto e prazer, um livro que trouxe da biblioteca Municipal, A Costa dos Murmúrios.

domingo, 2 de junho de 2013

"Nos museus de Roma"- Testemunho do Sonho

Bernini,O Hermafrodita, Villa Borghese, Roma


Estou a ler um livro de Marguerite Yourcenar: Testemunho do Sonho. Um livro que me transportou a Roma. Numa das suas passagens encontrei a bela escultura de Bernini, Hermafrodite. Cresceram as saudades de Roma, dos cheiros, da cor, do caótico transito e de um monumento em cada esquina. Roma é definitivamente a minha cidade europeia.

Nos museus de Roma, a noite enche as salas onde se encontram as obras-primas: A fúria de Adormecida, O Hermafrodita, A Vénus de Anadiómena, O Gladiador Moribundo, blocos de mármore submetidos às grandes leis gerais que regem o equilíbrio, o peso, a densidade, a dilatação e a contracção das pedras, ignorando para sempre que artistas mortos há milénios lhes modelaram a superfície à imagem de seres de outro reino.

Marguerite Yourcenar, Testemunho do Sonho. Lisboa: Editora Distri, 1971. (Tradução de Maria Filomena Duarte, 2ª edição) p.144.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Livros e leituras


O Mercador de Livros Malditos de Marcello Simoni é o livro que ando a ler. 

Marcello Simoni é bibliotecário em Comacchio, Ferrara. Com este livro ganhou o Prémio Bancarella 2012;  Premio Literário Emilio Salgari e Seleção Prémio Fiesole 2012.
O mistério e o enigma que envolve a atmosfera medieval, tempo em que ocorre a história, e o mercador de relíquias que procura o rasto de um livro raro, o Uter Ventorum, uma cópia de manuscritos persas que guarda o segredo para além do saber de sábios e alquimistas são os ingredientes que tornam a leitura empolgante e assaz cativante. 
Itália, França e Espanha são o palco desta história intrigante. 

Extasiado ante a beleza de São Marcos, Uberto passeava pela nave central observando os mosaicos, as colunas e os frescos. Nunca vira nada assim.
De repente, ouviu uma vozearia confusa. Olhou em volta tentando perceber de onde provinha, e no mesmo instante reparou num homem vestido de negro que corria na sua direção. Em sua perseguição vinham Willalme e Ignazio, que acabavam de entrar na cripta. Os dois gritaram qualquer coisa, mas o jovem não teve tempo de perceber o que diziam. O homem de negro estava já em cima dele, lançara-o ao chão com um murro e prosseguira correndo para a porta.

Marcello Simoni, O Mercador de Livros Malditos. Lisboa: Editora Clube do Autor, 2012, p. 75.

sábado, 14 de julho de 2012

«Ler é o melhor remédio» - 3

Mary Cassatt - Jovem rapariga lendo
Trad. de Adolfo Casais Monteiro.
Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2008

É este livro de Tolstoi que estou a reler (na edição de cima), depois de ontem ter falado nele. A primeira vez que o fiz foi na edição, cuja capa está reproduzida em baixo.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

«Ler é o melhor remédio» - 2

1890 

Capa de Norman Rockwell

A propósito do tema escolhido para a Feira do Livro que amanhã o Bairro dos Livros realiza no Porto.

Edward Hopper - Compartment C, Car 293, 1938
Jessie Willcox Smith - Mãe e filhos a ler

Em geminação com a Livraria Lumière.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Leituras no Metro - 90

Pedindo emprestada a rúbrica a que MR tem dado corpo, vou hoje, pela primeira vez, partilhar a minha actual leitura de Metro.
O Coleccionador de Sons. Um livro de Fernando Trías de Bes,  escritor nascido em Barcelona (1967), educado nos Estados Unidos e com uma formação de economista.

Estou a gostar.

Julgo que o Luís e o Filipe, pelo menos, também vão gostar.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O que estou a ler

Estou a ler este mais recente número da Colóquio Letras, o 178, maioritamente dedicado a Ruy Belo,
e também este ensaio da Maria Filomena Mónica sobre uma das coisas que temos mais certa, mais um volume de uma colecção preciosa da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Finalmente, e foi isto que ficou por dizer há uns tempos quando se falou aqui de Aleister Crowley, estou a ler ficção fantástica daquele que foi um dos expoentes mediáticos do Ocultismo no século passado e que se considerava a si próprio o pior homem do mundo. Foi por mero acaso que descobri estas histórias, até porque desconhecia que ele tinha escrito ficção apenas o conhecendo da tradição esotérica/ocultista e das ligações ao nosso Fernando Pessoa.
Também estou a ler BD, mas isso fica para outro post.

sábado, 23 de abril de 2011

Um quadro por dia - 160 : No Dia Mundial do Livro



Vilhelm Hammershoi, Interior com jovem lendo, 1898, óleo sobre tela, 64,4x51,8cm, Den Hirschsprungske Samling, Copenhaga, Dinamarca.

In angulo cum libro

Tal como certamente outros prosimetronistas e leitores, também me reclamo desta velha expressão latina. Em tempos idos, a minha mãe, que não sabe latim, muitas vezes respondia assim a amigos e familiares que perguntavam por mim:  Deve estar nalgum canto a ler um livro.
 E assim era, e assim é. 
Não vou discorrer sobre a importância da leitura e dos livros, outros mais avisados já o fizeram como  vemos desde logo infra nas palavras de Mark Twain, mas direi apenas que não concebo a vida sem eles.


terça-feira, 29 de março de 2011

Citações - 159


(...) Foi uma história de família inacreditável. Não se sabe como, o meu bisavô materno Ribeira, um camponês e tanoeiro pobre, era um homem letrado. Lia e escrevia, pôs os filhos todos na escola ( à exceção da minha avó que aprendeu com o pai ) e construiu uma pequena biblioteca.

Quando o meu bisavô morreu, relativamente jovem, a minha bisavó- que tinha passado fome e que achava que cada livro que entrava em casa era um pedaço de pão roubado aos filhos- fez uma fogueira à porta de casa com os livros. E foi a minha avó que apanhou parte dos livros dessa fogueira e os guardou dentro de uma caixa. Passaram quase cinquenta anos. Eu era uma criança irrequieta, muito sozinha, sem vizinhos nem irmãos. E, a certa altura, a minha avó deu-me essa caixa de livros do seu pai. (...) Nessa caixa, havia livros sobre como medir os terrenos, sobre agricultura, geografia, História de Portugal... E livrinhos que se vendiam porta a porta como o João de Calais e a Princesa Magalona...


- Lídia Jorge, em entrevista à Visão.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dos livros e da leitura - 2

Retrato de Charles Nodier (1780-1844) por autor desconhecido, Museu Carnavalet, Paris.


Depois do prazer de possuir livros, não há outro que seja mais doce do que falar sobre eles.

- Charles Nodier

No caso de Nodier, acrescento que o prazer era triplo: escrevê-los também. A lista das obras dele é impressionante, pela extensão e pela variedade de temas ( do hidrogénio a um dicionário de onomatopeias, da História Antiga a contos e versos...)- a Wikipédia elenca apenas umas dezenas...