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domingo, 17 de julho de 2016

Passadiços do Paiva

http://www.passadicosdopaiva.pt/ 
(A Volta ao Mundo)

Acho que podia ter pedido o título emprestado ao Luís: «Onde me apetecia estar». Aqui, a fazer este passeio de 7 km nos Passadiços do Paiva. 
Li há uns dias um artigo de Viriato Soromenho Marques sobre este local e o passeio e fiquei cheia de vontade de ir visitar esta zona. Quando estiver menos calor.
Leia mais em: http://www.passadicosdopaiva.pt/

Já agora vou colocar o artigo de Viriato Soromenho Marques (JL, 22 jun. 2016):

Arouca sustentável

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Pensamento ( s )



(...) Merkel, Hollande, Cameron são convencionais " nacionalistas moderados ", com agendas curtas e acanhadas, incapazes de construir uma nova e verdadeira escala política europeia, também para a Defesa e as Relações Exteriores. Uma escala europeia para podermos enfrentar os gigantescos desafios da regulação do capitalismo global, da segurança militar e da sustentabilidade ambiental . Sem um milagre improvável, a Europa que nos deixarão por herança será uma manta de retalhos, onde tudo será mais frágil e precário . Incluindo as liberdades, o pão e a justiça .

- Viriato Soromenho-Marques , na Visão .

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Pensamento ( s )



(...) Talvez por justiça poética, o governo Merkel reúne as duas famílias políticas ( democratas-cristãos e socialistas ) que estão a destruir a Europa, a mesma Europa por elas reeerguida das ruínas de 1945. Pela terceira, e provavelmente última vez, Berlim, apesar de ser hoje uma robusta democracia, ficaria associada a uma desastrosa derrocada europeia .

- Viriato Soromenho Marques , na Visão.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Citações


(...) Um mês decisivo. A maior ameaça para a Europa não reside em Atenas, mas sim numa eventual reacção desproporcionada do governo de Berlim. Cabe à chanceler Merkel a escolha entre esmagar Atenas ou dialogar com Alexis Tsipras sobre a dívida e a austeridade, também no quadro de uma futura grande conferência europeia. Se escolher a força, poderá não só lançar a Grécia no caos, como desencadear uma reação em cadeia de proporções destrutivas incalculáveis sobre a Zona Euro e a União Europeia.
O destino bate à porta. Importa não lhe dar a resposta errada.

- Viriato Soromenho Marques, E agora, frau Merkel ?, na Visão desta semana.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Em defesa do Ambiente

O Google assinala hoje o dia em que a ecologista norte-americana Rachel Carson nasceu há 107 anos.
Em Portugal há dois livros dela traduzidos: 

Lisboa: Pórtico, 1966?

«A falta de comida atacou também, duramente, as andorinhas que cruzam os céus e filtram os insetos - tal como os arenques filtram o plâncton dos mares. Um naturalista de Wisconsin escreveu: " As andorinhas foram duramente atingidas. Toda a gente se queixa de como são agora poucas, comparadas com o que eram há quatro ou cinco anos. Há apenas quatro anos, o nosso céu estava cheio de andorinhas. Agora, raras vezes as vemos... Isto pode ser causado pela falta de insetos,como consequência das pulverizações, ou pelos insetos envenenados.» (p. 128)

Porto: Campo Aberto, 2012

«Que deve o movimento ecológico e a humanidade a Rachel Carson?
«Certamente, o ter trazido para a plena luz pública o problema específico - mas enorme! - da poluição provocada pela forma como estavam a ser usados os pesticidas e herbicidas persistentes organoclorados. Não mais o holofote crítico deixou de incidir sobre a contaminação provocada por produtos químicos, não apenas os pesticidas, mas igualmente outros contaminantes na agricultura, na transformação, armazenamento e conservação de alimentos; nos usos domésticos, nos produtos de higiene, nos mil e um usos correntes.» (Viriato Soromenho Marques, p. 73)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Citações


(...) A minha geração percebeu, na sofreguidão das manifestações, no enfrentar dos interditos, na prova de fogo do medo e da coragem, que a política quando regressa ao povo soberano ganha uma força prometeica e uma intensidade vulcânica. Por pouco, a Revolução esteve prestes a devorar os seus pais e filhos, a ser aquele furacão que Georg Forster encontrou na Paris de 1793.
Mas houve líderes. Homens de vontade e coragem. Tivemos Mário Soares, Ramalho Eanes, Melo Antunes. O país viveu a sua festa dispendiosa. O PIB em 1975 caiu mais de 5 pontos percentuais, mas a guerra civil foi evitada no retângulo, infelizmente não no ultramar, onde a violência ganharia novo ímpeto. Houve custos pela aprendizagem individual e coletiva, mas a sociedade sobreviveu, para continuar o seu caminho. (...)

- Viriato Soromenho Marques, A revolução como privilégio, na VISÃO.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Citações

( Padre António Vieira, por Nunes Júnior, 1868, óleo sobre tela, col.Biblioteca Nacional de Portugal )

(... ) Mas o segredo de Vieira revela-se nestas imortais palavras, saudosamente escritas em Roma: " Para nascer, pouca terra. Para morrer, toda a terra. Para nascer, Portugal.Para morrer,omundo."
A essência nacional reside nesta capacidade de sair de si próprio, de se transcender num império que, na sua visão de Vieira, deveria ser baseado num cristianismo universalista, casa de voluntária adesão para todos os povos.
Para um país, hoje ajoelhado perante um novo impulso suicidário europeu, a lição de Vieira é a de que Portugal não sobreviverá se a sobrevivência constituir o seu novo e exclusivo desígnio. O novo império a que Portugal deve ambicionar deverá ser o de uma Europa de cidadãos, iguais nas leis, mas diversos na pluralidade cultural que constitui o tesouro do Velho Continente. O federalismo seria, provavelmente, o profetismo de Vieira para o século XXI. Se este falhar, não será a miséria que Merkel e Gaspar prometem para duas gerações a prevalecer, mas sim a legítima defesa: na arriscada jangada de pedra de José Saramago.

- Último parágrafo de O enigma português de Vieira de Viriato Soromenho-Marques, na VISÃO.

sábado, 31 de março de 2012

Citações - 220

(...) Portugal precisa de uma nova cultura política, tanto de Governo como de oposição, baseada na responsabilidade e na transparência. Importa respeitar os nossos limites e não onerar as gerações futuras. Mas, ao mesmo tempo, Lisboa deve ter uma visão europeia para o futuro de Portugal que tem de ultrapassar a doutrina medíocre prevalecente em Berlim e Bruxelas.
O aumento exponencial da austeridade, implicado no novo tratado de disciplina orçamental, imposto por Berlim aos seus parceiros, só promete mais turbulência e sofrimento. Por detrás de uma grande tragédia há sempre uma grande mentira. No caso da crise europeia, há duas.

- Viriato Soromenho Marques, Duas mentiras e uma verdade, na Visão desta semana.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Citações - 211


(...) Se a Zona Euro sucumbir, será a terceira vez num século que a Europa se suicida, com a Alemanha no posto de comando. Assim como Cartago não se reergueu da derrota na Terceira Guerra Púnica, a Europa encontrará aqui o seu crepúsculo histórico definitivo. Passará de realidade política a mero apêndice geográfico da Ásia.
Mas os dados não estão todos lançados. O futuro da Europa não é propriedade exclusiva de chanceleres e presidentes. O tempo urge, mas existe ainda uma margem estreita para uma estratégia de sobrevivência e renascimento da unidade e solidariedade europeias. Este é o crucial momento « federador » da Europa, no sentido de Jean Monnet, desde 1950, pois é uma escolha de vida ou morte que o impõe. No curto prazo, importa encontrar uma coligação de países que se mobilizem em torno da única solução que poderá evitar o colapso: que o Eurossistema ( BCE mais bancos centrais nacionais ) possa funcionar, temporária e condicionalmente, como garante do refinanciamente da dívida pública dos estados.
No médio prazo, é preciso desencadear, através dos parlamentos nacionais e da sociedade civil, um processo de refundação constitucional da União Europeia, que coloque os cidadãos no centro da política europeia. O tempo da « Europa furtiva », feita nas costas dos povos, terminou. Nada ficará como dantes. A nova geografia política da Europa começará a ser desenhada em 2012. Nas urnas e nas ruas. O combate será entre a cidadania e o federalismo de um lado, e o populismo chauvinista do outro.
Todos teremos de escolher.

- Viriato Soromenho Marques, in A Europa entre Cartago e Filadélfia, na Visão, p.32-33.

Texto brilhante, mas imbuído de um optimismo que, infelizmente, não partilho.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Citações - 205


(...) Se a Alemanha quisesse destruir a União Europeia e suicidar-se como grande país, não poderia escolher melhor caminho. Os mercados, nas mãos dos quais a máquina infernal da UEM, emtregou o crédito dos países-pois recusa, por imperativo alemão, fazer do BCE um "emprestador de última instância"- estão agora a desertar da Europa a toda a velocidade. Se e quando a grande implosão da Zona Euro, ocorrer, todos os povos europeus ficarão como os soldados de Douglas Haig: alvos indefesos, a abater, numa linha de tiro sem obstáculos.

- Último parágrafo do texto Douglas e Angela: um parentesco improvável, de Viriato Soromenho Marques, publicado na Visão.

Há muitos que invocam Hitler ou Bismarck a propósito da chancelerina Merkel, desta vez o prof.Soromenho Marques foi buscar o insensível e insensato comandante das forças britânicas durante a I Guerra Mundial, sob as ordens do qual as tropas foram mesmo carne para canhão a uma escala nunca antes vista. Ou melhor, como não se via desde um célebre general nascido na Córsega...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Citações - 198

António Carvalho da Silva Porto, A Ceifa ( Lumiar ), 1884, óleo sobre madeira, Casa-Museu Dr.Anastácio Gonçalves, Lisboa.


(...) Os votos piedosos de regresso aos campos por parte do mais alto magistrado da Nação não nos fazem esquecer que durante a década em que ele foi responsável pelo Executivo Portugal viveu como se a agricultura fosse uma actividade económica dispensável. Quem conheça os solos portugueses sabe que dificilmente poderíamos ser autónomos do ponto de vista alimentar. Mas temos todas as condições para produzir mais para o mercado interno, e para proteger zelosamente, em especial nas zonas periurbanas, os solos da Reserva Agrícola Nacional. Trata-se de um imperativo ecológico e estratégico. Agora, se o sonho europeu se desmoronar num pesadelo, Portugal não tem plano de emergência para substituir as importações agrícolas. O País terá de se agarrar a Espanha, não pelos ideias de um iberismo federalista, mas, simplesmente, para não morrer à fome.

Este é o último parágrafo do texto A cidade e as serras de Viriato Soromenho Marques, publicado na Visão desta semana e que vale a pena ler na íntegra.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Citações - 194


( ... ) A Escola "Moralista" , que ainda controla os centros de decisão europeia, deixou a crise espalhar-se a países como a Espanha e a Itália, e permitiu que a banca europeia esteja à beira de uma implosão em cadeia. Quando a França perder a sua classificação AAA, ainda em outubro, e as taxas de juro da dívida alemã começarem a subir em flecha, então até os teimosos huguenotes e luteranos que governam os nossos destinos vão compreender que a ética pública é uma coisa demasiado séria para ser entregue a moralistas. O que está em causa é tarefa para estadistas: a salvação pública de 500 milhões de europeus, a integridade dos seus bens e a segurança dos seus corpos. Mas, por este caminho, conduzidos por catequistas frustrados, até as nossas almas nos arriscamos a perder...

- O último parágrafo do texto O " moralismo " está a matar a Europa, de Viriato Soromenho Marques, publicado na Visão.

sábado, 20 de agosto de 2011

PENSAMENTO(S) - 187


 (...) A captura da política pela felicidade cumpriu-se através do eclipse do cidadão pela figura do consumidor. Quem manda e quem elege é o consumidor. Os políticos e as leis cedem à melhor oferta. O insaciável apetite do consumidor, intensificado sem cessar pela liturgia da publicidade, tornou-se a medida da política. (...)

- Viriato Soromenho Marques, A felicidade contra a política, na VISÃO desta semana.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Sobre a crise - 1

"(...) Ao longo das últimas décadas fomos assistindo a uma verdadeira metamorfose moral na liderança do mundo ocidental. Onde antes existia um sentido de responsabilidade social e até familiar ( as grandes fortunas eram geridas por dinastias de sangue com um nome a defender), voltado para a acumulação no longo prazo, reina hoje uma irresponsabilidade e um anonimato absolutos. Reina o princípio do lucro máximo, sem olhar a consequências sociais, morais, ambientais e até económicas. Estes homens jamais se suicidarão, pois há muito que perderam o quadro de valores que acompanha a decência ética. Como sugere Fareed Zakaria, numa obra já com cinco anos, os actuais multimilionários seriam incapazes de ter a coragem de empresários riquíssimos como John Jacob Astor, ou Benjamin Guggenheim, que pereceram no naufrágio do Titanic, respeitando o código de honra de «mulheres e crianças primeiro». (...) "

- Viriato Soromenho Marques, Já ninguém morre em Wall Street, VISÃO, 16/10.