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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Boa noite!

Pouca gente saberá da paixão que Helmut Schmidt tinha pela música, que tocava piano e chegou a gravar dois discos (que eu conheça).

2003
2008

terça-feira, 10 de novembro de 2015

In memoriam Helmut Schmidt


Helmut Schmidt faleceu hoje aos 96 anos na sua cidade natal de Hamburgo. Enquanto político, destacou-se pela capacidade extraordinário de enfrentar crises políticas nas décadas de 1960 e 1970. Enquanto "reformado", evidenciou-se como publicista e estadista respeitado. Sua popularidade nunca deixou de aumentar nos últimos anos.
É certo que os tempos de hoje não se comparam aos do pós-guerra. Mas os políticos de hoje, quer do quadrante de esquerda, quer de direita, em nada se comparam a um elenco de Chefes de Estado e de Governo a que Helmut Schmidt pertenceu sem dúvida nenhuma.


segunda-feira, 15 de junho de 2009

60 anos de uma nação: 1974


A Volkswagen apresenta um novo modelo, o Golf, que substitui o saudoso carochinha ao fim de três décadas. Novidades tecnológicas bem como um desenho desportivo tornam a viatura num caso de sucesso, sobretudo numa época em que a Volkswagen se ressente do choque petrolífero do ano anterior.

O escândalo em torno do espião Günter Guillaume abala o mundo político em Bona. Guillaume mudou-se da RDA para a RFA em 1956. Rapidamente ascendeu na hierarquia partidária social-democrata, até integrar o gabinete de assessoria de Willy Brandt em 1972. As suspeitas dos serviços secretos da RFA confirmam-se: Guillaume actuou sob ordens da RDA, a espionagem atingiu o mais alto nível político. O incidente, já em si pouco benéfico quanto ao relacionamento inter-alemão, é agravado pelas reacções ambíguas por parte do chanceler: Brandt diz não recordar-se da dimensão de informações confidenciais a que Guillaume terá tido acesso. Por outro lado, o chanceler parece pouco confortável com detalhes de um relatório policial interno que dá conta de affairs extra conjugais. Brandt considera tais pormenores como “produto de uma fantasia florescente”. As repercussões que a “traição” de Guillaume poderá comportar na segurança interna da RFA, são ainda dificilmente mensuráveis. Levam todavia Brandt a demitir-se do cargo. Helmut Schmidt do partido social-democrata sucede como quinto chanceler da jovem república.


A Alemanha Ocidental é anfitriã do campeonato mundial de futebol. A equipa da RFA destaca-se pela negativa nos primeiros jogos: “cúmulo da vergonha” é a derrota frente à RDA que se orgulha de vencer o rival altivo. No entanto, o destino mostra-se benevolente com os alemães ocidentais no decorrer do torneio: após as vitórias contra a Suécia, Jugoslávia e Polónia, os jogadores da RFA sob a égide de Franz Beckenbauer qualificam-se para a final contra os Países Baixos. O jogo decisivo começa com um golo holandês ao fim de apenas dois minutos. Mas a primeira parte termina já com um resultado de 2:1 a favor dos alemães que resistem aos ataques da equipa Oranje ao longo da segunda metade. A RFA consagra-se campeã mundial pela segunda vez. Franz Beckenbauer é coroado com o título “Der Kaiser” (O Imperador).


Imagens: VW-Golf; Guillaume vs Brandt; Helmut Schmidt; "Der Kaiser"