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terça-feira, 2 de abril de 2019
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Citações
(...) É sempre mau sinal quando começam a contar os estrangeiros. É sempre mau sinal quando se começa a dividir as pessoas em elas e nós. É sempre mau sinal quando um fabricante de sofás, acusado de empregar mais estrangeiros que britânicos, responde que é mentira e apresenta provas de que emprega mais britânicos. A resposta correcta seria mandá-la dar uma volta ao bilhar grande. Com toda a legalidade- pelo menos por enquanto-, a empresa pode nem sequer ter um único trabalhador britânico.
Os conservadores ingleses estão a competir selvaticamente para ver quem é que consegue ser mais " brexiteiro " . No Spectator até o civilizado Charles Moore faz piadas sobre pessoas excessivamente educadas e escolhe como lema as palavras suspeitas do genial mas xenofóbico pseudo-inglês T.S. Eliot : " Now and England ".
A retórica da solidão é sempre perigosa. E já começou a apodrecer. Os ingleses estão a tornar-se no que mais temiam : ridículos .
- Miguel Esteves Cardoso, no PÚBLICO de Sexta-feira .
E ainda a procissão vai no adro ...
quinta-feira, 30 de junho de 2016
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Um quadro por dia
Pierre Bonnard, L' Enlèvement d' Europe, 1919, óleo sobre tela, Toledo Museum of Art, Ohio, EUA .
A pensar no referendo britânico, cujo desfecho é imprevisível nesta altura .
terça-feira, 21 de julho de 2015
Frase da semana ( que passou )
Ser um excelente economista não significa necessariamente ser um bom político.
- Disse Alexis Tsipras precisamente há uma semana sobre o seu ex-ministro das Finanças, o muito mediático Varoufakis, reconhecendo na mesma entrevista que foram cometidos erros pelos gregos durante os longos meses de negociações com os demais parceiros europeus.
Sobre tudo isto, tenho-me lembrado de um provérbio português : Entradas de leão ...
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Citações
(...) A ideia de que austeridade é sinónimo de derrota eleitoral é, como se vê, uma ideia ligeiramente exagerada. Pode ser ou não ser. No Reino Unido não foi. Em Espanha também não. Sobretudo depois do que está a acontecer na Grécia, os eleitores estão menos eufóricos com a ideia de mudar por mudar. Por isso, o Podemos inchou nas sondagens com a vitória do Syriza e começou a emagrecer à medida que a sua alma gémea começou a empalidecer. Até por cá António Costa mudou. Começou por se colar à vitória na Grécia e acabou nos últimos dias a acusar de tontos os dirigentes do Syriza. Afinal parece que mesmo em política, " cautelas e caldos de galinha " nunca fizeram mal a ninguém.
- Marques Mendes, na Visão desta semana .
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Pensamento ( s )
(...) Talvez por justiça poética, o governo Merkel reúne as duas famílias políticas ( democratas-cristãos e socialistas ) que estão a destruir a Europa, a mesma Europa por elas reeerguida das ruínas de 1945. Pela terceira, e provavelmente última vez, Berlim, apesar de ser hoje uma robusta democracia, ficaria associada a uma desastrosa derrocada europeia .
- Viriato Soromenho Marques , na Visão.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Citações
(...) o grupo armado que opera no Leste da Ucrânia deve ser classificado como uma organização criminosa e os seus principais líderes objeto de mandados de captura ao nível europeu.
Veremos o que será decidido esta semana em Bruxelas. Não sei se a União vai estar à altura dos acontecimentos. Ora, nestas coisas, a indecisão aumenta os riscos futuros.
- Victor Ângelo, na Visão.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
O rescaldo
A nível europeu, a subida da chamada extrema-direita, de França à Dinamarca, com o facto inédito do NPD alemão ( partido neonazi ) ter conseguido eleger pela primeira vez um eurodeputado. O equilíbrio de lugares entre os dois maiores partidos europeus, o PPE e o PSE, também augura dias complicados em Bruxelas e Estrasburgo para as eleições que se avizinham ( Presidente do Parlamento Europeu, Presidente da Comissão, Conselho Europeu ).
Em Portugal, Marinho Pinto, goste-se pouco ou muito, foi a figura do dia. Vamos ver se o estilo populista se se mantém em Bruxelas e, por outro lado, se surgem discípulos por cá. A abstenção foi recordista, mas sem o ser comparativamente com outros países, e sempre assombrada pelos muitos milhares ( centenas de ? ) de eleitores fantasma que inflacionam os cadernos eleitorais.
Em Portugal, Marinho Pinto, goste-se pouco ou muito, foi a figura do dia. Vamos ver se o estilo populista se se mantém em Bruxelas e, por outro lado, se surgem discípulos por cá. A abstenção foi recordista, mas sem o ser comparativamente com outros países, e sempre assombrada pelos muitos milhares ( centenas de ? ) de eleitores fantasma que inflacionam os cadernos eleitorais.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Citações
(...) Mesmo com um governo italiano arrastando ainda e uma vez mais o fantoche de Berlusconi, mesmo com uma França chefiada pelo triste Hollande ou uma Espanha chefiada pelo incapaz Rajoy, mesmo com a Grécia de Samaras, a Europa do sul está finalmente a mover-se, por instinto de sobrevivência. Sem perder tempo, Lette foi direito à origem do mal : a Berlim e a Bruxelas. Ele não fará abalar Angela Merkel nas suas convicções e interesses próprios e não conseguirá também fazer com que Durão Barroso deixe de oscilar conforme o vento, até ficar tonto. Mas, se conseguir unir o sul e juntar-lhe outros povos acorrentados pelos credores e condenados à miséria, enquanto que o norte prospera sobre a ruína alheia, de duas uma: ou a Europa se reconstrói como uma livre associação de Estados livres ou implode às mãos da Alemanha. Qualquer das soluções é melhor do que esta morte lenta a que nos condenaram.
É claro que nada disto dá que pensar a Vítor Gaspar, que vem de outro planeta e para lá caminha, nem a Passos Coelho, que estremece de horror só de pensar que alguém possa desafiar a autoridade da sua padroeira alemã. Nisso também tivemos azar: calhou-nos o pior país para viver esta crise. Mas este Governo vai rebentar, tem de rebentar. Porque a resposta à pergunta feita acima é não. Não, um homem sozinho não pode dar cabo de um país com quase nove séculos de história.
- Miguel Sousa Tavares, no Expresso do passado sábado.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
Em Chipre
Os bancos continuam fechados, já faltam os trocos e liquidez em empresas e pequenos negócios, a população desespera. Até terça-feira terá de ser encontrada uma solução...
Continuo pasmado com os eurocratas que acharam que os cipriotas iriam aceitar serenamente o confisco de 6% a 10% das suas poupanças, os mesmos eurocratas que depois vieram emendar a mão e falar de " risco sistémico ".
P.S. - Não ignoro que Chipre tem servido como placa giratória de muito dinheiro sujo russo que, depois de lavado, regressa ( ou não ) à Rússia. Agora tratar de igual forma depósitos de 20.000 ou 50.000 euros e depósitos de centenas ou milhões de euros é que é inconcebível.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Amor/Ódio
Margaret Thatcher faz hoje 85 anos. A actual Baronesa Thatcher está, especialmente por razões de saúde, uma sombra da Dama de Ferro dos anos 80. É uma figura histórica que faz parte do meu imaginário, como fará de todos os que cresceram nos anos 80 e se interessam pelas coisas anglo, ou nem que seja apenas pela política em si mesma.Não vou discutir os méritos e deméritos dos 11 anos da Era Thatcher (1979-1990), direi apenas que é indiscutível uma coisa: uma enorme alteração de mentalidades na relação dos britânicos com o seu Estado. Mas, como é sabido, nem tudo correu bem: muitas das celebradas privatizações tiveram consequências desastrosas a longo prazo.
Interessa-me mais a presença desta mulher singular no imaginário colectivo britânico e europeu: continuam a coexistir fortes sentimentos de admiração e animosidade, existindo sites e blogues ferozmente anti-Thatcher, a par de muita nostalgia pelos seus anos de governo.
Lembro-a, via YouTube, numa conferência do seu partido Conservador, glosando os Monty Python a propósito dos Liberais-Democratas. Estava ela, e todos nós, longe de imaginar que um dia eles fariam parte do governo de Sua Majestade...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Apontamento político-genealógico...
Sir Martin Sheer, William IV, óleo sobre tela, 1800, National Portrait Gallery.Só hoje, dia das eleições legislativas no Reino Unido, é que fiquei a saber que David Cameron, candidato dos Conservadores, é descendente do Rei Guilherme IV (1765-1837). Não por descendência legítima, que o dito rei a não teve ( sucedendo-lhe a sobrinha, a jovem princesa Victoria ), mas através de um dos bastardos ( pensa-se que uma dezena, pelo menos ) reconhecidos por este rei-marinheiro, que aliás vemos supra com o uniforme de Almirante da Royal Navy, carreira que seguiu como filho segundo que era de Jorge III.
Outro pormenor biográfico que fiquei a saber foi a jovem idade de Cameron: 43 anos, a mesma aliás de outro candidato a Primeiro-Ministro, Nick Clegg, mais novo apenas por semanas. É bastante provável que o Reino Unido venha a ter o Chefe de Governo mais novo de sempre.
Esta madrugada saberemos.
sábado, 25 de julho de 2009
Como se esperava, mas talvez não pelas melhores razões...
Na sequência do que escrevi em Maio, há que dar conta dos acontecimentos de anteontem: A Islândia apresentou formalmente a sua candidatura à União Europeia, depois de na semana passada o Parlamento ter votado favoravelmente, embora por escassa maioria, o pedido de adesão. Não fora as vacas magras...
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