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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Sermão do Santíssimo Sacramento, Padre António Vieira nos 50 anos da Biblioteca Nacional

Seguindo o mote de MR, a nossa vinheta homenageia a Biblioteca Nacional, no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.


Aqui está um sermão que li na Biblioteca Nacional. É tão reconfortante passar algumas horas nesta biblioteca.


Parabéns pelos 50 anos no Campo Grande!

Boa Páscoa.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Escritos sobre Judeus e a Inquisição, Padre António Vieira

Uma velha paixão: o padre António Vieira,
o jesuíta diplomata e político, o réu, 
defensor dos cristãos-novos e em causa própria. 



Editado pela Temas e Debates com introdução de Guilherme de Oliveira Martins.
Direção: José Eduardo Franco e Pedro Calafate.
Coordenação: Guilherme de Oliveira Martins, José Pedro Paiva e Joana Balsa de Pinho.


PROPOSTA QUE SE FEZ AO SERENÍSSIMO REI DOM JOÃO IV A FAVOR DA GENTE DE NAÇÃO, PELO PADRE ANTÓNIO VIEIRA, SOBRE A MUDANÇA DOS ESTILOS DO SANTO OFÍCIO E DO FISCO, 1646 *

[87]           Segundo inconveniente
Tudo isto tem padecido e padece Portugal, como tão católico, pelos interesses da fé, que se há de estimar sobre tudo, e conservar a preço de tudo; mas por esse mesmo respeito se deve considerar e ponderar muitos grandes danos, que, contra a intenção do nosso zelo, resultam dele na mesma fé, que, assim dentro e como fora do reino, padece muito.
[88] Primeiramente padece a fé nos inocentes, porque todos os filhos dos judeus que fogem de Portugal, se viveram nele, haviam de ser batizados, e nas outras partes se perdem por falta de batismo todos os que morrem dentro da idade da inocência, que é um grande número de almas; porque se há de advertir que estes inocentes não são só os que não chegaram aos anos do uso da razão, senão todos aqueles que não têm idade capaz de guardarem segredo tão perigoso, que são até dezoito e vinte anos, antes dos quais se recatam muito os pais de lhes declarar a sua lei, e aos que não têm esta capacidade, nunca lhes fiam o segredo. E no mesmo número [89] entram os que, por se fazerem religiosos, ou saírem da casa de seus pais para os estudos, ou outras ocupações e terras, aprendem nelas diferente doutrina, e vivem com muito católicos procedimentos, de que há ordinários exemplos em toda a parte.

(página 51).

Em nota de rodapé - *BACL, série vermelha, 442, pp 77-175. Os testemunhos hoje disponíveis deste texto, são, todos eles, bastante posteriores à data da sua redação. Optámos por seguir aquele que apresenta uma versão textual mais completa e consistente.


sábado, 21 de junho de 2014

O Verão nasceu timidamente

Apesar do Verão ter chegado hoje só em casa se estava bem. A chuva insistiu em cair.

Auguste de Châtillon, Léopoldine au livre d’heures (1835),
Maison Victor Hugo, (Wikipedia)
Leopoldina era filha de Victor Hugo.
File:Maison de Victor Hugo Leopoldine Chatillon 27122012.jpg

"Quem não lê, não quer saber; quem não quer saber, quer errar."
Padre António Vieira 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

"Vos estis sal terrae"

Sermão de Santo António aos Peixes, 
Baptistério da Sé de Lisboa


Padre António Vieira, Sermão de  Santo António aos Peixes
proferido na cidade de São Luís do Maranhão em 1654. (Trecho)



sábado, 31 de maio de 2014

O tempo


O tempo, como o Mundo, tem dois hemisférios: um superior e visível, que é o passado, outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio de um e outro hemisfério ficam os horizontes do tempo, que são estes instantes do presente que imos vivendo, onde o passado se termina e o futuro começa.

Padre António Vieira, História do Futuro: Esperança de Portugal, Quinto Império do Mundo, (publicado em 1718)
(Cópia do Ms. da Biblioteca Nacional Maquinações de António Vieira jesuíta, tomo II p. 89).


Bom sábado!



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O futuro da Investigação no nosso país


«Somos a geração sem futuro que mais tem construído futuro científico para o nosso país. Lembro-me continuamente de uma das frases geniais de Vieira: "Se servistes a Pátria, e ela vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, e ela o que costuma."» (JL, 7 ago. 2013, p. 36)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

"O polvo..."

Ontem no Festival das Artes, Quinta das Lágrimas, Coimbra

João Reis esteve muito bem na "pregação" do Sermão de Santo António aos Peixes
sermão proferido pelo padre António Vieira na cidade de S. Luís do Maranhão, em 13 de Junho no ano de 1654.

João Reis

"O polvo com aquele seu cabelo na cabeça, parece um monge; com aqueles seus ralos estendidos, parece uma estrela; com aquele não ter osso nem espinha, parece a mesma brandura, a mesma mansidão. E debaixo dessa aparência tão modesta ou dessa hipocrisia tão santa, testemunham constantemente (...) que o dito polvo é o maior traidor do mar."

Trecho retirado do Festival das Artes.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Uma preciosidade

O livro não precisa de apresentações 


Quem terá riscado a dedicatória?
Seria uma dedicatória?
Estaria aqui desde a impressão do livro ou é mais tardia?
Eis as questões que não consigo resolver.


Um presente maravilhoso de um amigo que muito estimo.
O autor deste presente é o autor da fotografia:  da Foz do Porto, João Menéres, 

retirada do livro de Miguel Veiga: 
o génio da minha geração, em homenagem a Vasco Graça Moura.


Muito obrigada, João.
Não tenho as palavras certas para revelar o meu agradecimento.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Citações

( Padre António Vieira, por Nunes Júnior, 1868, óleo sobre tela, col.Biblioteca Nacional de Portugal )

(... ) Mas o segredo de Vieira revela-se nestas imortais palavras, saudosamente escritas em Roma: " Para nascer, pouca terra. Para morrer, toda a terra. Para nascer, Portugal.Para morrer,omundo."
A essência nacional reside nesta capacidade de sair de si próprio, de se transcender num império que, na sua visão de Vieira, deveria ser baseado num cristianismo universalista, casa de voluntária adesão para todos os povos.
Para um país, hoje ajoelhado perante um novo impulso suicidário europeu, a lição de Vieira é a de que Portugal não sobreviverá se a sobrevivência constituir o seu novo e exclusivo desígnio. O novo império a que Portugal deve ambicionar deverá ser o de uma Europa de cidadãos, iguais nas leis, mas diversos na pluralidade cultural que constitui o tesouro do Velho Continente. O federalismo seria, provavelmente, o profetismo de Vieira para o século XXI. Se este falhar, não será a miséria que Merkel e Gaspar prometem para duas gerações a prevalecer, mas sim a legítima defesa: na arriscada jangada de pedra de José Saramago.

- Último parágrafo de O enigma português de Vieira de Viriato Soromenho-Marques, na VISÃO.

quarta-feira, 13 de março de 2013

De um jesuíta para outro jesuíta...


António José Nunes Júnior, padre António Vieira, espólio BNP

Postos com os olhos em Roma: Habemus Papam!

De um jesuíta, que muito admiro, para outro:

Para converter almas, não bastam só palavras: são necessárias palavras e luz. Se quando o pregador fala por fora, o Espírito Santo alumia por dentro, se quando as nossas vozes vão aos ouvidos, os raios da sua luz entram ao coração, logo se converte o mundo.

Padre António Vieira, Sermão do Espírito Santo, no Maranhão*
[*Biblioteca Nacional Digital, Brasil]

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Pacotes de açúcar - 54

Nove pacotes de açúcar, coleção completa, de uma série «frases célebres» com caricaturas de Onofre Varela, das seguintes personalidades: Padre António Vieira, Longfellow, Platão, Herculano, Flaubert, Maquiavel, Benjamin Franklin, Kant e Turgueniev.

Com um agradecimento à Isabel, que mos enviou. :)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Tentação

Lucas Cranach - Adão e Eva, 1526
Courtauld Institute of Art Gallery

«O mal não está em ser tentado, está em ser vencido.»
Padre António Vieira

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pacotes de açúcar - 17


O pacote de cima tem uma frase de Vieira que já andou pelo blogue:
«Quem não lê, não quer saber, quem não quer saber, quer errar.»

O pacote de baixo tem uma citação de Herbert Hélder que pode ler aumentando a imagem.
Bom dia! Boas leituras!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Antes que o dia termine: homenagem ao Padre António Vieira

Padre António Vieira nasceu a 6 de Fevereiro de 1608.



Sermão de Nossa Senhora do Ó Na Igreja de Nosssa Senhora da Ajuda na Bahia(1640)

A figura mais perfeita & mais capaz de quantas inventou a natureza e conhece a geometria é o círculo. Circular é o globo da terra, circulares as esferas celestes, circular toda esta máquina do universo, que por isso se chama orbe, e até o mesmo Deus, se sendo espírito pudera ter figura, não havia de ter outra, senão a circular. O certo é que as obras sempre se parecem com seu autor; e fechando Deus todas as suas dentro em um círculo, não seria esta idéia natural, se não fora parecida à sua natureza. (...)


Padre AntónioVieira, Obras Completas, Sermões, vol. II - tomos IV, V e VI,
Porto, Lello & Irmão, 1959, págs. 435 – 450.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ser

Hoje recebi uma oferta que ilumina pois, são citações e pensamentos de um homem que admiro, o Padre António Vieira.
Na capa do livro vem esta citação:

«Não está o erro em desejarem os homens ser,
mas está em não desejarem ser o que importa»

Padre António Vieira, Sermão de Todos os Santos,
no Convento de Odivelas, 1643
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Paulo Neves da Silva, Citações e Pensamentos de Padre António Vieira, Alfragide: Casa das Letras, 2010.