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quinta-feira, 17 de abril de 2025

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Sermão do Santíssimo Sacramento, Padre António Vieira nos 50 anos da Biblioteca Nacional

Seguindo o mote de MR, a nossa vinheta homenageia a Biblioteca Nacional, no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.


Aqui está um sermão que li na Biblioteca Nacional. É tão reconfortante passar algumas horas nesta biblioteca.


Parabéns pelos 50 anos no Campo Grande!

Boa Páscoa.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Boa noite!


Amanhã, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, visite a Biblioteca Nacional que abriu portas no seu novo edifício do Campo Grande há 50 anos, mais precisamente a 10 de abril de 1969.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Revisitar um monumento e sítio...

Antes que o dia termine, e porque tenho saudades de Lisboa, neste Dia Internacional  dos Monumentos e Sítios deixo a Sé de Lisboa como um sítio a revisitar.





Lisboa com suas casas

Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.
Se, de noite, deitado mas desperto,
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos.
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.
Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
À força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.
Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.
11-5-1934

Álvaro de Campos, Poesias. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993). p. 52.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios:

Uma visita-temática "Monumento-Museu" orientada por Ana Alcoforado e Nuno Marques


Anjo -Atlante, século XIV, Mestre Pero, Mosteiro de Santa Clara
MNMC

Da vinheta : O Ossário de Sedlec






Pois é, gosto de capelas de ossos, memento mori dos que por cá andaram antes de nós e da fragilidade da vida. Escolhi desta vez, e neste Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, uma das mais famosas da Europa, a capela católica de Sedlec, na República Checa, onde os ossos de dezenas de milhares de pessoas encontrados ao longo dos séculos foram no séc. XIX dispostos em candelabros, colunas e outros arranjos pelo escultor Rint, que assinou também com ossos o seu nome como se vê numa das fotos.
Também em ossos está feito o brasão dos Schwarzenberg, uma das grandes famílias checas.
E não sou só eu que tenho fascínio por estas coisas : trata-se de uma das maiores atracções turísticas checas, com 200.000 visitantes por ano.

Linha do Tua

Metro de Mirandela
Castanheiro (Carrazeda de Ansiães)

A linha do Tua ligava Bragança à estação Régua-Tua. Era uma viagem com uma paisagem deslumbrante. Hoje pode fazer-se a pé. Passeio que nunca fiz , mas ainda espero realizá-lo.

Guias - 17

Hoje, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, escolhi dois dos guias que mais uso para visitar o nosso país. Pena serem tão pesados.

Coord. José António Ferreira de Almeida. 
Lisboa : Selecções do Reader's Digest, imp. 1976

Lisboa : Selecções do Reader's Digest, imp. 1982

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Almoço do 3.º aniversário: sugestões - 5


http://4.bp.blogspot.com/_Mq4S1uVPJOo/TBd3EBXqcrI/AAAAAAAAVaE/mgI5PxicI8g/s1600/aas.jpg
Na seguência do comentário de Miss Tolstoi, sugerindo o Aqueduto e suas Mães de Água como a sua escolha no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, aqui fica mais uma sugestão - se é que ainda não está escolhido o local... - para o nosso almoço de 3.º aniversário: um passeio que tem andado adiado. Obrigada, Miss Tolstoi!

A Rainha Refresca-se – na pista do Barroco

«O percurso “A Rainha Refresca-se” recria o espirito barroco e proporciona a visita a locais de inédita beleza ao longo das nascentes, de Caneças ao Vale de Alcântara, refazendo o percurso pelo Aqueduto das Águas Livres que a família real, a corte e o povo faziam ao deslocar-se de Mafra a Queluz.
«Estamos às portas do século das luzes, a época que privilegia a razão por excelência e coloca no auge o espírito barroco onde se assiste à procura do êxtase da grandiosidade, como se se quisesse criar impressão a todo o custo. Dá-se início a uma consciência de que a grandiosidade das obras públicas são o melhor símbolo de prestígio para o poder vigente. As galerias do Aqueduto assemelham-se mais às alas de um convento do que a simples condutas de água. Os respiradouros, situados ao longo das extensas galerias, oferecem um espectáculo natural de luz minimalista.
«São estes jogos de luz, ar, sombra, respiração e a nobreza da pedra que tocam a imaginação e levam-nos até à “Rainha Refresca-se”.»
Sáb e dom.: 9h30-13h00 (de Março a Novembro)
Preço: 52,50€ (com almoço) 38,05€ (sem almoço)

http://museudaagua.epal.pt/museudaagua/

Tomás José da Anunciação (1818-1879) - Aqueducto de Lisboa
Litografia, ca 1850
http://purl.pt/12038

Reservatorio, ou Mãe de Água das Amoreiras em Lisboa
Litografia, ca 1850
http://purl.pt/1063

No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios



É um dos meus monumentos lisboetas preferidos, por várias razões ( das arquitectónicas às históricas ), e estreitamente associado à água. Já foi tudo: fortaleza, prisão, alfândega, farol e até posto de telégrafo, mas continua a ser um dos mais procurados e fotografados, verdadeiro ex-líbris da Velha Olissipo.

O Rio Tejo em Almourol.

No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios recordo um lugar que cumpre os objectivos deste ano. O que reforça o encantamento deste "nosso" Castelo de Almourol é a água que o envolve e lhe dá um carácter único no panorama português.

Lagoa do Fogo

http://ipt.olhares.com/data/big/148/1488626.jpg Foto de Valter Medeiros.
A minha escolha recaiu na segunda maior lagoa da ilha de S. Miguel (que está classificada como reserva natural, desde 1974) porque no ano passado escolhi o Rio Douro e porque também já falei das Portas do Ródão.

Um dia hei-de fazer um passeio a pé à volta desta lagoa.

Hino à Água no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

No seguimento do desafio de MR a minha proposta para o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios ligado à água vai, não para o monumento que gosto mais e que faz da água uma escultura barroca, mas para o minimalismo contemporâneo do Parque das Nações. x

Parque das Nações - Hino à Água


Hino à água


Creedence Clearwater Revival - Have you ever seen the rain?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Água: cultura e património


«Este ano, o tema para o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios é Água: cultura e património. A água constitui um bem essencial à vida e tem influenciado, de forma decisiva, a actividade humana. Indispensável como meio de subsistência, fonte de energia e matéria-prima, tem sido um recurso utilizado para os mais variados fins – circulação e transporte, agricultura, indústria, aplicações terapêuticas, higiene, recreação e lazer, entre outros ‐, condicionando a evolução das sociedades, a sua distribuição geográfica, e influenciando os ambientes naturais, culturas e paisagens.» (http://www.igespar.pt/pt/news/9/1922/)

Não quererão os queridos amigos prosimetronistas assinalar este dia escolhendo um monumento ou sítio relacionado com a água e colocá-lo na 2.ª feira, dia 18? Mãos à obra!

domingo, 18 de abril de 2010

Monumentos: cromeleque dos Almendres




Considerado um dos mais importantes da Europa, o mais importante da Península Ibérica, pelo seu estado de conservação e dimensão, está situado a 12 quilómetros de Évora, na freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe.

Este monumento megalítico, constituído por menires (alguns com decoração) em círculos e elipses concêntricos, foi iniciado no sexto milénio a.c. (Neolítico Antigo Médio)e concluído no terceiro milénio a.c.(Neolítico Final). Local de culto astronómico e de reunião tribal, foi descoberto apenas em 1964, pelo arqueólogo Henrique Leonor Pina, quando preparava a Carta Geológica de Portugal.
No decurso dos estudos e escavações feitos posteriormente, foram encontrados artefactos usados na construção e fragmentos de cerâmicas.

Monumentos

A minha primeira escolha foi a cidade romana de Ammaia, em Marvão, que (ainda) não conheço mas que me chamou a atenção por ter ganho o Prémio Vasco Vilalva (FCG) 2009 por ser um "exemplar trabalho de recuperação". Mais um motivo de interesse numa zona deslumbrante. Esta imagem é da praça de entrada da cidade.
O segundo monumento, que conheço bem em razão de vários passeios familiares de Verão, é o Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, que festeja o seu terceiro século, embora o culto em causa venha desde o século XV. Espero que estas datas sirvam para valorizar este sítio e monumento que tem estado subaproveitado e a precisar de umas intervenções aqui e ali.

Da Casa da Ópera do séc.XVIII é que já só há ruínas...

O rio Douro

A minha escolha inicial seria o Mosteiro da Batalha, mas de tão estafado que está, decidi-me pelo Rio Douro - um passeio pelo rio acima. Já fiz vários passeios no Douro, mas os dois maiores foram: um até à Régua e outro pelas sete pontes (em 2001; hoje seriam, pelo menos, oito pontes). Anda há muito adiado (mas espero ainda um dia fazer) um passeio do Pinhão a Barca de Alva. O Douro também é digno de ser visto do comboio.


http://static.panoramio.com/photos/original/8691704.jpg
Foto de Maurício F. Cunha

Vila Nova de Gaia


http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c2/View_over_Rio_Douro_at_Porto.jpg
O Porto visto do Douro

BALADA DO RIO DOURO
Que diz além, além entre montanhas,
O rio Doiro à tarde, quando passa?
Não há canções mais fundas, mais estranhas,
Que as desse rio estreito de água baça!...
Que diz ao vê-lo o rosto da cidade?
Ó ruas torturadas e compridas,
Que diz ao vê-lo o rosto da cidade
Onde as veias são ruas com mil vidas?...
Em seus olhos de pedra tão escuros
Que diz ao vê-lo a Sé, quase sombria?
E a tão negra muralha à luz do dia?
E as ameias partidas sobre os muros?
Vergam-se os arcos gastos da Ribeira...
Que triste e rouca a voz dos mercadores!...
Chegam barcos exaustos da fronteira
De velas velhas, já multicolores...
Sinos, caixões, mendigos, regimentos,
Mancham de luto o vulto da cidade...
Que diz o rio além? Por que não há-de
Trazer ao burgo novos pensamentos?
Que diz o rio além? Ávido, um grito
Surge, por trás das aparências calmas...
E o rio passa torturado, aflito,
Sulcando sempre o seu perfil nas almas!...
Pedro Homem de Melo


http://img133.imageshack.us/img133/2582/1215149800cf2152fe7bsx0.jpg
Barragem do Carrapatelo


http://escapadelas.com/files/images/peso%20da%20regua%20portugal.jpg
Peso da Régua


http://i.olhares.com/data/big/61/612362.jpg
Barca de Alva


http://static.panoramio.com/photos/original/1746278.jpg
Barragem da Bemposta


http://raizes.no.sapo.pt/Picote.jpg
Barragem do Picote


http://media-cdn.tripadvisor.com/media/photo-s/01/44/5e/c9/barragem-de-miranda-do.jpg
Barragem de Miranda do Douro

E ainda:

http://farm3.static.flickr.com/2349/2364613032_cf2a3f7920.jpg?v=0
Amendoeiras em flor no Douro


http://farm1.static.flickr.com/99/252249198_e160ea669b_o.jpg
Vindimas no Douro