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sexta-feira, 16 de agosto de 2024

terça-feira, 26 de setembro de 2023

Casa de Eça em Vila do Conde

Foto 5 jun. 2023.

Casa onde Eça viveu provavelmente até aos seis anos.

Eça no Panteão


A Assembleia da República aprovou por unanimidade em janeiro de 2021 um projeto de resolução do PS para «conceder honras de Panteão Nacional aos restos mortais de José Maria Eça de Queirós, em reconhecimento e homenagem pela obra literária ímpar e determinante na história da literatura portuguesa».
Acrescento às 9h45: a cerimónia seria amanhã, mas foi adiada.

sábado, 16 de setembro de 2023

Cento e vinte anos depois, a história repete-se

Amor de perdição, estátua de Francisco Simões.

Trinta e sete cidadãos fizeram uma petição para que a estátua de Camilo fosse retirada do Campo Mártires da Pátria, no Porto, dez anos depois de ali ter sido colocada. De acordo com o texto, os signatários (entre os quais está, pelo menos, um escritor) confundem pornografia com erotismo.
Pessoalmente não acho a estátua nenhuma obra-prima, mas daí a ser retirada...
Isto lembra-me as controvérsias que uma das mais belas estátuas de Lisboa gerou (e ainda suscitava há uns anos) por Eça ter sido retratado com uma mulher nua. Tantos foram os restauros e os braços cortados que estátua de pedra teve de ser substituída por uma de bronze. 

A Verdade, de Teixeira Lopes, inaugurada em 1903, no Largo Barão de Quintela. Inspirada numa frase de Eça: «Sobre a nudez forte da Verdade o manto diáfano da fantasia.»

sexta-feira, 7 de julho de 2023

Marcadores de livros - 2721

Junqueiro morreu há cem anos!
O terceiro e o quarto já estão no Panteão; o segundo entra lá no final de setembro. Esperemos que chegue o dia para Camilo.
E ainda: Mário Cesariny faria 100 anos no próximo dia 9 de agosto.

As datas de nascimento e morte de Camilo estão erradas: 1825-1890. Uma gralha que vão emendar.


Em geminação com a Livraria Lumière.

sábado, 17 de junho de 2023

O chá das cinco - 157

Maurice Marinot (1882-1960) - Hélène, irmã do artista, 1906

«[Luísa] Olhou os anúncios, bebeu um gole de chá, levantou-se, foi abrir uma das portadas da janela.»
Eça de Queirós - O Primo Basílio. Porto: Livr. Lello & Irrnão, 1945, p. 10.

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

A verdade

«Sobre a nudez forte da Verdade o manto diáfano da fantasia.» Esta escultura de Teixeira Lopes (1903) representando Eça de Queirós encontra-se no jardim do Palácio Pimenta. Esteve muitos anos no Largo Barão de Quintela, mas como era sistematicamente vandalizada foi substituída por uma em bronze.
É para mim uma das mais belas esculturas existentes em Lisboa, no espaço público.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Marcadores de livros - 1413


«Em Portugal a emigração não é, como em toda a parte, a transbordação de uma população que sobra; mas a fuga de uma população que sofre.»
Eça de Queirós - Uma campanha alegre

terça-feira, 23 de abril de 2019

Caixa do correio - 120

Fiquei a saber por este selo que os CTT lançaram uma emissão filatélica nos 130 anos da 1.ª edição da publicação de Os Maias. Não acho que 130 anos seja data para celebrar, mas...
Fui procurar os outros selos e ei-los. Não identificaria a maioria das personagens do livro por estas imagens. Só o João da Ega e talvez o Afonso da Maia.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Canal de Suez inaugurado há 150 anos

Il de Édourd Riou

Eça parte a 23 de outubro de 1869 para uma viagem ao Oriente com Luís de Castro, conde de Resende, seu amigo e futuro cunhado, para assistir à abertura do canal do Suez, que terá lugar a 17 de novembro.
Quando desembarca em Lisboa em janeiro de 1870, publica na coluna de Folhetins do Diário de Notícias a crónica da viagem «De Port-Said a Suez» - «apenas a narração trivial, o relatório chato das festas de Port Said, Ismailia e Suez».
Segundo Eça, a «confusão irritante que foi o maior elemento de todas as festas do Suez». Até porque a polícia egípcia não previu bem a logística do evento e esqueceu que «trezentos convidados, ainda que não tenham a corpulência tradicional dos paxás e dos vizires, não podem caber em vinte lugares de vagões, estreitos como bancos de réus. Por isso, em volta das carruagens havia uma multidão tão ávida como no saque de uma cidade».
«[…] nem edifícios, nem monumentos, nem construções sólidas e sérias: tudo é ligeiro, barato, provisório. A igreja católica é como uma grande barraca: vê-se o céu azul através do seu teto feito de grandes traves mal unidas. Tudo isto dá a Port Said um aspeto triste. […] Port Said, cheio de gente, coberto de bandeiras, todo ruidoso dos tiros dos canhões e dos urras da marinhagem, tendo no seu porto as esquadras da Europa, cheio de flâmulas, de arcos, de flores, de músicas, de cafés improvisados, de barracas de acampamento, de uniformes, tinha um belo e poderoso aspeto de vida. A baía de Port Said estava triunfante. Era o primeiro dia das festas. Estavam ali as esquadras francesas do Levante, a esquadra italiana, os navios suecos, holandeses, alemães e russos, os yachts dos príncipes, os vapores egípcios, a frota do paxá, as fragatas espanholas, a ‘Aigle’, com a imperatriz, o ‘Mamoudeb’ com o quediva, e navios com todas as amostras de realeza, desde o imperador cristianíssimo Francisco José, até ao caide árabe Abd el-Kader.»