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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Marcadores de livros - 2007

«Entre 27 de agosto e 12 de setembro poderás visitar a Feira do Livro, que terá lugar, como já vem sendo hábito, nos jardins do Palácio de Cristal. Esta edição irá homenagear o escritor portuense Júlio Dinis, no ano em que se assinalam 150 anos da sua morte. Deste modo, foi escolhido um programa artístico sobre o mote Herborizar, um tema sobre o qual Júlio Dinis se debruçou mais, no fim da sua vida.» (Retirado daqui.)
A Feira do Livro de Lisboa não devia ter esquecido Júlio Dinis.

Obrigada, Cláudia!


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

domingo, 20 de outubro de 2013

Barcos de Avintes / No Areinho

Silva Porto, 1880
Porto, Museu Nacional de Soares dos Reis
 
Este quadro, com um barco de Avintes (e onde se pode observar o traje urbano em contraste com o traje regional) foi pintado em Areinho, no Douro, embora com inspiração de Manet, companheiro do artista, em Paris. Estes barcos, chamados Valboeiro, com toldo, serviam de barco de passeio, embora a sua função inicial fosse a da pesca do sável e de transporte da carga das padeiras de Avintes.
 
«... as barqueiras de Avintes, que fariam o en­canto e a admiração do Tamisa, regalando n'ele como no rio Douro, e remando em pé com os seus longos re­mos, semelhantes aos das gôndolas venezianas, tão pesados, tão difíceis de manobrar!» Ramalho Ortigão - Jonh Bull, 1887.

“Desciam a rampa, que antecede o portão, alguns bandos de gente do povo, rindo, cantando, em plena festa; iam em direção ao rio. As barqueiras de Avintes aproximavam os barcos da margem para os receber; outras, ainda a grande distancia, chamavam, com toda a força daqueles pulmões robustos, as pessoas que vinham por terra. Cruzavam-se os barcos, movidos pelos vigorosos braços d'estas engraçadas e joviais remeiras, e carregados com os frequentadores das diversões campestres do Areinho e da pesca do sável. Tudo era riso e cantigas no rio.” Júlio Dinis - Uma Família Inglesa, 1868. (   Para a edição de 1875).
 
A Miss Tolstoi,  dedico esta página.
Recebi um livrinho, amoroso no formato e no cuidado gráfico, em que se publica a parte em que Albrecht Dürer ensina a arte de gravar as letras romanas. Tem como título Do desenho das letras, e é uma publicação da Almedina (2013).

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Meteoro

Não a viram passar? Era no Outono,
Quando languece a flor, quando na selva
Se cala o rouxinol e ao abandono
Jazem as folhas na crestada relva.

Não a viram passar? As altas neves
Revestiam das serras as cumeadas
E em vez das brisas perpassando leves
Assopravam violentas as rajadas.

No meio da tristeza destas cenas
Ela só, muda e pálida, sorria,
O seio a anuviar-se-lhe de penas,
O rosto a iluminar-se de alegria.

Não a viram? Passou. A natureza
É outra vez de galas revestida:
Mas a minha alma é coberta de tristeza
Como naquele instante de partida.

Júlio Dinis, (Poesias)

Júlio Dinis in João Gaspar Simões, História da Poesia Portuguesa, Das Origens aos Nossos Dias Acompanhada de uma Antologia, Empresa Nacional de Publicidade, 1955, Vol.II p. 3

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

14 de Novembro - 1

Júlio Dinis, pseudónimo literário de um médico portuense, nasceu em 14 de Novembro de 1839. É autor de, entre outros livros, As pupilas do senhor reitor (1867), A Morgadinha dos Canaviais (1868), Uma família inglesa (1868) e Os fidalgos da Casa Mourisca (1871), obras fundamentais para conhecermos o século XIX português.


Cartaz do filme As Pupilas do Senhor Reitor (1935), de Leitão de Barros


Capa da 1.ª ed. (http://purl.pt/6471/)


Capa da edição que li.


Capa de Carlos Alberto Santos de uma colecção de cromos, ca 1973.