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sexta-feira, 18 de abril de 2025

Livro(s) e marcador(es) - 177


Fotos Cláudia.

Uma das minhas próximas leituras:
Lisboa: Tinta da China, 2025.


No dia em que Antero de Quental nasceu há 183 anos em Ponta Delgada.

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

O que estamos a ler? - 26

A atual (2 set.) leitura da Cláudia:

Porto: Lello & Irmão - editores, 1981

«Tenho andado entusiasmada e muito interessada, a ler Cartas de Vila do Conde de Antero de Quental. «O volume reúne muitas das cartas que o autor açoriano escreveu, durante os quase dez anos em que viveu em Vila do Conde. Ou seja, os últimos anos da sua vida: 1881 a 1891. 
«Os destinatários são muitos e variados, como Joaquim de Araújo, Ana Quental, João de Deus, Oliveira Martins, Tommaso Cannizaro, Maria Amália Vaz de Carvalho, Carolina Michaëlis, Bulhão Pato, Jaime de Magalhães Lima, Wilhelm Storck, entre muitos outros. 
« Como se pode ler na p. 17, "esta correspondência representa como que um diário do escritor, pois o homem está inteiro nelas, confiando-nos o seu coração, as suas preocupações filosóficas e pessoais...".
«Antero de Quental veio para Vila do Conde, à procura de sossego e para melhorar a sua saúde. Numa carta a João Machado Faria e Maia, poeta e escritor nascido em 1846 em Ponta Delgada, pode ler-se: "vivo aqui, como verdadeiro eremita..." (p. 40) 
«Exemplar rico em notas de rodapé, sobre os destinatários das cartas e não só. Depois de terminar de ler o livro, pretendo ir a Vila do Conde, visitar a casa em questão, pois desconheço-a.»

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Duas citações de Antero


«O Socialismo não é de hoje nem de ontem. Todos os grandes pensadores, desde Pitágoras e Platão, e Cristo e os Gracos, e os santos da primitiva Igreja e os fundadores das ordens monásticas, todos reclamaram contra a miséria e a desigualdade, em nome do direito natural e inalienável que todo o homem tem à vida, ao bem-estar, aos meios de desenvolver a sua atividade, trabalhando, á família, à instrução. A todos eles fez o espetáculo da injustiça saltar palavras de amargura e de indignação.»
Antero de Quental. In O que é a Internacional, 1871 [i. é 1872]


«Socialista para mim, não é economia política, nem "estatística que sabe fazer qualquer caixeiro". Para mim, Socialismo é ciência e filosofia social: inclui pois, com a economia, direito, história e moral, mas tudo isto fundido e filosofado de uma maneira sui generis, maneira positiva, prática, de organização, de governo, se quiser: alta política e não ciência pura. Este temperamento, que é o do verdadeiro político e do verdadeiro historiador, chamo-lhe eu Socialista.»
Antero de Quental, numa carta a Oliveira Martins, 26 fev. 1877

Antero de Quental, um dos fundadores do primeiro Partido Socialista Português (criado a 10 de janeiro de 1875, em Lisboa), nasceu fez ontem 181 anos.
O atual Partido Socialista foi fundado faz hoje 50 anos em Bad-Munstereifel (na então República Federal da Alemanha).

quinta-feira, 6 de abril de 2023

Bacio - 91

Pintura de Rafael.
Escola de Atenas.

«Ao contacto do amor, qualquer homem torna-se poeta.»
Platão

Por pensamentos destes é que Antero escreveu a Oliveira Martins: «Os versos são a praga da literatura portuguesa pelo caráter banal que a versalhada imprime a todos os jornais literários».

sábado, 13 de agosto de 2022

Leituras no Metro - 1124

Volto às Causas da decadência...

Lisboa: Tinta da China, 2008

«[...] se não reconhecermos e confessarmos francamente os nossos erros passados, como poderemos aspirar a uma emenda sincera e definitiva? O pecador humilha-se diante do seu Deus, num sentido ato de contrição, e só assim é perdoado. Façamos nós também, diante do espírito da verdade, o ato de contrição pelos nossos pecados históricos, porque só assim nos poderemos emendar e regenerar. [...]
Já o disse há dias, inaugurando e explicando o pensamento destas Conferências [do Casino]: não pretendemos impor as nossas opiniões, mas simplesmente expô-las: não pedimos a adesão das pessoas que nos escutam; pedimos só a discussão: essa discussão longe de nos assustar, é o que mais desejamos; porque, ainda que dela resultasse a condenação das nossas ideias, contanto que essa condenação fosse justa e inteligente, ficaríamos contentes, tendo contribuído, posto que indiretamente, para a publicação de algumas verdades. São prova da sinceridade deste desejo aqueles lugares e aquelas mesas, destinadas particularmente aos jornalistas, aonde podem tomar nota das nossas palavras, tornando.lhes nós assim franca e fácil a contradição.» (p. 35-38)

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Marcadores de livros - 2034


Marcador deste livro, que acabei de ler há dias. Na verdade, já conheço o texto de Antero desde o liceu, mas reli-o com enorme prazer, nesta edição com prefácio de Ana Maria Almeida Martins.

Lisboa: Tinta da China, 2021

«Costuma apontar-se o Eça de Queirós como o modernizador da prosa portuguesa. Basta, porém, a carta 'Bom senso e bom gosto' para se provar que se houve reforma da prosa portuguesa ela já estava evidente no famoso escrito de Antero.»
Manuel Bandeira

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

In memoriam Mário Soares - 3

Mário Soares no Campo Grande:
Com o pai, João Soares.

Com os dois filhos, Isabel e João.
Com Maria Barroso e os dois filhos. 
No regresso da deportação, em São Tomé.
No regresso do exílio, depois do 25 de Abril.

Filipa Pais interpreta «O Palácio da Ventura» de Antero de Quental, um dos fundadores do primeiro Partido Socialista, em 1875, e um dos escritores que Mário Soares mais amava,

O Palácio da Ventura

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d'ouro com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!

Antero de Quental

domingo, 20 de dezembro de 2015

In memoriam Cândida Ventura

F421-422 - Passeio cultural no Tejo-1

Quem não saiba quem foi Cândida Ventura, falecida há quatro dias no Algarve, veja aqui:
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-12-16-Morreu-Candida-Ventura
e leia o seu livro:

Lisboa: O Jornal, 1984

Oh! a vida é um abismo! mas fecundo!
Mas imenso! tem luz - e luz que cegue.

Antero de Quental, de Odes modernas

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Veneza

O texto Veneza saiu inicialmente, em 1881, em A Europa Pitoresca, publicação editada em Paris por Salomão Sáragga, amigo de Antero de Quental desde o tempo das Conferências Democráticas. O texto é uma tradução - de Venice, de Thomas George Bonney, e de Voyage en Italie, de Hippolyte Taine -, a que Antero juntou trechos de sua autoria. 
A presente edição, preparada e prefaciada por Andrea Ragusa, além da versão portuguesa realizada por Antero de Quental, contém ainda as ilustrações originais, e o texto inglês de Thomas George Bonney.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Um livro a ler para compreendermos este nosso povo

Lisboa: Tinta da China, 2008

Um livro que devia ser de leitura obrigatória no nosso Ensino. Para ver se compreendemos onde começa e por que permanece esta mentalidade inquisitorial que não despega deste nosso povo.
Está aqui tudo, neste livro escrito em 1871.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dois versos de Antero

Caricatura de Vasco de Castro

«E o homem, bago de água pequenino,
também tem voz na onda do destino!»
Antero de Quental

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Antero

Inesperado, para mim, este realce dado a Antero de Quental pelo Google.

No Circo
A João de Deus

Muito longe daqui, nem eu sei quando,
Nem onde era esse mundo, em que eu vivia...
Mas tão longe... que até dizer podia
Que enquanto lá andei, andei sonhando...

 Porque era tudo ali aéreo e brando,
E lúcida a existência amanhecia...
E eu... leve como a luz... até que um dia
Um vento me tomou, e vim rolando...

Caí e achei-me, de repente, envolto
Em luta bestial, na arena fera,
Onde um bruto furor bramia solto.

Senti um monstro em mim nascer nessa hora,
E achei-me de improviso feito fera...
É assim que rujo entre leões agora!

 Antero de Quental