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terça-feira, 25 de junho de 2024

Leituras no Metro - 2931


«Aos domingos minha mãe dava-me vinte escudos, eu tomava o elétrico para o Campo Grande , comprava um bilhete e ia ver os Cinco Violinos do Sportng jogar no velho Estádio do Lumiar. Eu era da Académica, tinha simpatia pelo Benfica, ma pelo puro prazer do futebol gostava de ver jogar aquela equipa [...] Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano. Ainda hoje considero o Travassos um dos maiores jogadores portugueses de sempre.

«Pelo menos uma vez por mês, meu pai vinha a Lisboa. E então era uma festa. Ao sábado, minha irmã e eu íamos com ele ao cinema e depois comer um gelado. No domingo meu pai levava-me ao Estádio das Salésias, onde jogava o Belenenses, de que meu tio Mário Duarte tinha sido um dos fundadores e seu primeiro guarda-redes. Para um rapaz de província, era um privilégio ver ao vivo os Cinco Violinos e também as Torres de Belém: Capela, Vasco, Feliciano e Serafim.»
Manuel Alegre - Memórias minhas. Alfragide: Dom Quixote, p. 36-37.

sábado, 15 de julho de 2023

Rua Rosalía de Castro

O edital de 19 de julho de 1948 atribuiu o nome da poetisa galega Rosália de Castro à Rua n.º 4 do Sítio de Alvalade, transversal à Av. da Igreja (para o lado sul e para o lado norte), na sua parte entre o Largo de Alvalade e o Campo Grande.
Fotos abr. 2023.

domingo, 21 de agosto de 2022

Jardins - 52

Mais uma voltinha pelo Jardim Bordalo Pinheiro. O sol estava muito alto e forte.




Meu caracol, 
Meu caracolinho, 
Meu anel de ouro 
No dedo mindinho…

O sapo Sapinho 
que salta rentinho 
sem sair do chão 
sendo feio, feio 
era um sapo lindo 
de bom coração.

Bichinho gato que comeste tu? 
Sopinhas de leite. [...]

Lagarto pintado 
Quem te pintou? 
Foi uma velha que aqui passou. 
No tempo da eira fazia poeira 
Puxa lagarto por esta orelha!  

A chover, a nevar, 
E a raposa no lagar 
A fazer uns caracóis 
Para amanhã se casar.



terça-feira, 16 de agosto de 2022

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

No meu sofá a ler... - 12

Lisboa: Imp. Nacional, 2021

O livro propriamente dito li-o há muitos anos e tenho-o. Mas ainda bem que tive acesso a esta edição porque tem uns prefácios muito elucidativos sobre a construção da tese e a sua defesa. Tem igualmente no final um conjunto de cartas de personalidades a quem Mário Soares ofereceu o livro e que lho agradeceram, fazendo algumas considerações.
O arguente da tese foi Délio Nobre Santos, um personagem meio louco, que eu ainda conheci na Faculdade de Letras. Era professor do curso de Filosofia e tinha estado uns anos em Angola (Sá da Bandeira?), de onde veio mais ou menos corrido porque dizia-se que teria promovido missas negras no estabelecimento onde ensinava.
Em julho de 1950, Mário Soares apresenta a dissertação Teófilo Braga - tentativa de determinação dos eu pensamento político, perante um júri composto por Francisco Vieira de Almeida, Matos Romão e Délio Santos.
«O momento de defesa do trabalho de Soares acaba por ser particularmente polémico. Perante a manifestação de desagrado do júri, muito possivelmente devido ao seu teor político, Mário Soares toma uma atitude radical. Tira o exemplar da mão de Délio Nobre Santos e aforma: "Vou-me embora, isto é um apouca-vergonha, não tenho nenhuma consideração por si." É o próprio que desiste de continuar a prova, ainda que houvesse quem pensasse que tinha sido reprovado. É o caso de Augusto Abelaira, presente no momento em que decorreu o episódio. "Só por razões políticas é que a chumba e jornalista.» (Pedro Marques Gomes, Teresa Clímaco Leitão, p. 39)
De uma carta de protesto que Mário Soares enviou ao então diretor da Faculdade de letras, matos Romão, em 30 jul 1950: «ão posso hoje ter dúvidas de que  processos menos leais foram empregados para me levar a desistir antes da discussão da tese. V. Exa. se  quiser ser justo, não se pode eximir a por em confronto o tratamento que me foi dispensado com aquele que é dado à generalidade à generalidade dos meus colegas. O certo, porém, e que V. Exa. mostrou-se incapaz de assegurar que fosse dado o tratamento igual a todos.
«nestas condições, só me restava um caminho: abandonar as provas e protestar «. abandonar as provas - porque não me presto a farsas. Protestar - para que se d«sale ao menos, a dignidade própria.» (p. 192)
Parabéns ao José Manuel dos Santos pela orientação desta coleção, que promete novidades.

Mário Soares com 21 anos, no Campo Grande.

sexta-feira, 5 de março de 2021

segunda-feira, 1 de março de 2021

A espreitar o Jardim Bordalo Pinheiro

Jardim do Palácio Pimenta, Campo Grande, Lisboa, 25 fev. 2021

Já o mostrei aqui, mas desta vez, fruto das circunstâncias, espreitei-o só de uma abertura no muro.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Marcadores de livros - 1134

Verso e reverso de um marcador da Livraria Escolar Editora que na Rua da Escola Politécnica e tinha uma sucursal no Campo Grande 111, onde depois veio a ser a Livraria Lácio e onde cmeçou, numa sala ao lado a Galeria 111.