Prosimetron
domingo, 17 de setembro de 2023
sexta-feira, 7 de julho de 2023
Marcadores de livros - 2721
domingo, 22 de dezembro de 2019
terça-feira, 17 de setembro de 2019
segunda-feira, 10 de junho de 2019
domingo, 20 de março de 2016
Alegoria à Primavera
Canção de primavera
Eu, dar flor, já não dou. Mas vós, ó flores,
Pois que Maio chegou,
Revesti-o de clâmides de cores!
Que eu, dar, flor, já não dou.
Eu, cantar, já não canto. Mas vós, aves,
Acordai desse azul, calado há tanto,
As infinitas naves!
Que eu, cantar, já não canto.
Eu, invernos e outonos recalcados
Regelaram meu ser neste arrepio...
Aquece tu, ó sol, jardins e prados!
Que eu, é de mim o frio.
Eu, Maio, já não tenho.
Mas tu, Maio, Vem com tua paixão,
Prostrar a terra em cálido desmaio!
Que eu, ter Maio, já não.
Que eu, dar flor, já não dou; cantar, não canto;
Ter sol, não tenho; e amar...
Mas, se não amo,
Como é que, Maio em flor, te chamo tanto,
E não por mim assim te chamo?
José Régio - Filho do Homem
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
terça-feira, 22 de abril de 2014
Pensamento ( s )
Se alguém me apedreja, eu irrito-me. E temos até a responsabilidade do nosso mau carácter; se eu ficasse impassível, alguém perdia a fé. Não sei quem, mas isso tem muita importância.
- Agustina Bessa-Luís, Abril de 1959, carta a José Régio in Correspondência Agustina-Régio ( 1955-1968 ), org e fixação de texto de Alberto Luís e Lourença Baldaque, Guimarães, 2014, 120 págs.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Fado Português
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O que estamos a ler? - 2
A pilha do que tenho para ler aumenta e o tempo foge. Neste momento ando a ler em simultâneo:
- A Antologia de Manuel Bandeira da qual já fiz uma referência.

Neologismo
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais quotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
Manuel Bandeira, Antologia, Lisboa: Relógio de Água, 2006, p. 213.

O meu vizinho Daniel morreu há uns dias. E surpreendo-me a pensar nele mais do que julgara. Pobre homem! Já tinha a sua idade. Vivia de uma pequena reforma, e cultivava flores. Isso nos aproximara, creio, pois sempre considerei poetas os homens que particularmente gostam de flores; e sempre tive por eles a curiosidade um pouco irónica, mas intimamente afectuosa, que nos merecem os poetas que não fazem versos.
José Régio, Davam grandes passeios aos Domingos, Lisboa: Livros Unibolso, sd, p.103
- Um livro que veio do sótão,

Não sei porquê, todas as vezes que vou a Roma, é na estação morta. Passo por lá em Agosto ou Setembro, de viagem para outra parte, e durante um ou dois dias revejo lugares ou pinturas que me são caros em virtude de velhas recordações.
W. Somerset Maugham, O Elemento Humano in "Chuva e outras Novelas", Lisboa: Livros do Brasil, sd, p. 129.
Recomecei a ler porque perdi o fio à meada:
- De Juliette Benzoni,
L’ homme qui venait d’entrer contempla un instant spectacle puis, pliant les genoux. Se laissa tomber au pied de la couche funèbre et se mit à prier, sourd au vacarme insensé qui montait des rues de Rome et des quais du Tibre où se déchaînait la populace.
C’était un homme de vingt-six ans, grand et vigoureusement bâti avec, dans ses atitudes habituelles, une sorte de majesté. Son visage plein aux lèvres charnues, au long nez courbe, était animé par des grands yeux sombres, si brillants qu’ils semblaient jeter des éclairs.
Juliette Benzoni, Suite italienne, Bartillat, 2005, p. 15
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Gato
«Procuro uma definição de Arte que me satisfaça. Achei esta, que me não satisfaz:
A Arte é a intimidade simpática de tudo.»
José Régio,Páginas do Diário Íntimo, Lisboa: Imprensa Nacional- Casa da Moeda, 2000, p.47.
Transpus a ideia de Régio para este gato: é um bicho simpático que observa quem passa.
domingo, 11 de abril de 2010
Um homem que passou por Coimbra e a louvou!
José Régio nasceu em Vila do Conde e tirou o curso de Filologia Românica. Um poema dele retirado directamente do youtube
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Carnaval 1

COLUMBINA – O meu pescoço frágil, delicado como um caule de flor..., não é? O meu colo de graça... o meu colo de cisne... Os poetas líricos são pouco inventivos.
x
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O lamento ... - Ícaro 1.
A minha Dor, vesti-a de brocado,
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Legenda para nada
Legenda para nadaNo céu de focos esventrado se apagou.
Murcha, caiu à rua
A pálida camélia;
E a casa das valetas a levou.
Que fantasma de Ofélia
No lago escoado de água se afogou?
José Régio, Não Vou por Aí!, Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2001 p. 149 (Selecção e Org Isabel Cadete Novais), p.
sábado, 27 de junho de 2009
José Régio: Poema do Silêncio!

Sim, foi por mim que gritei.
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,











