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segunda-feira, 3 de junho de 2019
sábado, 12 de maio de 2018
Marcadores de livros - 1048
Vi que os alunos da Escola Secundária da Sertã faziam uns marcadores sobre o autor do mês. Em abril de 2010, o escolhido foi Manuel Alegre. Os autores escolhidos anteriormente foram:
Infelizmente não tenho nenhum destes marcadores.
Parabéns a Manuel Alegre que faz hoje 82 anos.
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quarta-feira, 5 de abril de 2017
Coitadita!
Lourença Baldaque mostra-se surpreendida pela avó, Agustina Bessa Luís, ter escrito, entre 1965 e 1974, sobre autores como Cholokov ou Soljenitsin:
«Ela é uma admiradora da literatura russa, falava mesmo de alguns escritores do período soviético. Por exemplo, Soljenitsin e Cholokov. Surpreendeu-me esse conhecimento e o modo como sempre esteve atenta não só à literatura portuguesa como estrangeira e também à imprensa.»
(JL, 15-28 mar. 2017, p. 8)
Ninguém explica à pequena que não era nada surpreendente conhecer estes dois autores nos anos de 1965 a 1974?!
«Coitadita!» foi o que um amigo meu, já falecido, uma vez exclamou numa conferência em que uma fulana dizia uns disparates.
«Coitadita!» foi o que um amigo meu, já falecido, uma vez exclamou numa conferência em que uma fulana dizia uns disparates.
sábado, 15 de outubro de 2016
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
terça-feira, 11 de novembro de 2014
terça-feira, 22 de abril de 2014
Pensamento ( s )
Se alguém me apedreja, eu irrito-me. E temos até a responsabilidade do nosso mau carácter; se eu ficasse impassível, alguém perdia a fé. Não sei quem, mas isso tem muita importância.
- Agustina Bessa-Luís, Abril de 1959, carta a José Régio in Correspondência Agustina-Régio ( 1955-1968 ), org e fixação de texto de Alberto Luís e Lourença Baldaque, Guimarães, 2014, 120 págs.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Pensamento ( s )
Somos sempre muito faladores com o insignificante e muito calados com o que nos assusta. Assusta-nos o íntimo das nossas vidas, por passarmos por todas as portas sem pensar que elas se fecham para sempre atrás de nós. Não podemos voltar para compor o inacabado ou as palavras soltas ou ao que faltou a experiência. A criança de seis anos que eu era andava sozinha pela avenida onde cresciam grandes tílias e só os pássaros se ouviam como guardas dos meus passos, teve o primeiro pressentimento extraordinário. Disse para mim : Estou num lugar, numa hora, numa vida que não me são desconhecidos "
- Escreveu Agustina Bessa-Luís aos 85 anos em O Livro de Agustina.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Pensamento ( s )
(...) Camões está prestes a sair do activo, esvai-se e cai no esquecimento. Já não seremos um povo de líricos, dentro de pouco tempo. Navegamos na Internet e não mais além da Taprobana. Tenho pena. Camões foi para mim uma dificuldade amável, gostava de dividir as orações nos Lusíadas, como se divide a risca do cabelo : escrupulosamente. Foi um parente que nos fez sombra pelo que tinha de rico, formoso e infinito. Agora é mais um profeta no desemprego. " Costuma ferir a sombra aos que cantam ", disse Vergílio. Por isso os poetas serão sempre maltratados pelos que na sombra vivem.
- Agustina Bessa , in Caderno de Significados, Guimarães, 2013.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Novidades
Os " dispersos " de Agustina, textos vários de cinco décadas escolhidos e organizados pelo marido, Alberto Luís, e pela neta Lourença Baldaque. ( Guimarães, 2013, 104p, € 12,50 ).
Ainda não o tenho, mas prevejo que amanhã colmate essa omissão.
Ainda não o tenho, mas prevejo que amanhã colmate essa omissão.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Novidades
A cidade em que vivemos é a cidade que mais se ignora.
- Agustina Bessa-Luís
Uma história da Invicta por quem a conhece bem : Germano Silva.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
PENSAMENTO(S) - 190
Há uma parte da solidão que não podemos compor, e é melhor que assim seja, porque é na solidão que assenta a diferença tão falada.
- Agustina Bessa-Luís, in Dicionário Imperfeito, 2008, Guimarães Editores.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
"A verdadeira fase do que é humano"
A verdadeira fase do que é humano ninguém a viu; toma muitos traços, muitas parecenças, muitas fantasias. A verdadeira fidelidade é uma procura constante da verdade, o que traz desconforto para os sentimentos.
Agustina Bessa-Luís, O Livro de Agustina Bessa-Luís, Lisboa: Guerra e Paz, Editores S.A., 2007, p. 102-103.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
A propósito de Agustina e Fanny Owen

Pro memoria, reporto-me a um “post recente” no qual a nossa querida MR (Maria Republicana? :) se interrogava sobre o sentido da afirmação, imputada a Agustina, da essência viciosa da alma.
Naquela situação bem concreta e vivida por pessoas de carne e osso, a alma (leia-se a cabecinha de cada um), tal como o tabaco, corrói, causa tumores e mata. O filme, o livro, a história, tudo narra dois suicídios, morais e físicos, que simultaneamente decorrem e têm os seus desenlaces cronologicamente separados por pouco mais de um mês.
Não creio, todavia, que tal baste para imputar à própria Agustina a defesa da bondade da afirmação posta na boca de Fanny Owen (declaração de interesses: tia-pentavó dos meus filhos :).
Há tempos, li uma história similar narrada por Umberto Eco. Refere o mesmo que, certo dia, alguém lhe terá perguntado se realmente acreditava numa afirmação sua, a de que a felicidade é ter aquilo que se tem (ou qualquer coisa parecida). Eco regista ter ficado muito indignado, asseverando nunca ter escrito o que manifestamente considerava um disparate.
Livros bem vasculhados, encontrou Eco realmente o dito em causa, mas proferido por um místico que estava, nesse momento, em contemplação da Divindade. E que, muito naturalmente, professava a felicidade absoluta que naquele momento sentia pelo que realmente tinha.
Em suma, o contexto faz a citação. Mas há que dar liberdade ao escritor de escrever propositadamente as suas asneiras ou, como me parece ser o caso naquela tragédia de 1852-1854, os seus enigmas.
domingo, 17 de outubro de 2010
Ainda a propósito da alma
«A alma é um vício.»
Agustina Bessa-Luís
In: Fanny Owen
Parece-me mais uma daquelas "bonitas" tiradas de Agustina, mas que de substância...
Agustina Bessa-Luís
In: Fanny Owen
Parece-me mais uma daquelas "bonitas" tiradas de Agustina, mas que de substância...
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Câmara escura...
A Partida de Xadrez é uma tela de Vieira da Silva que gosto muito. Sobre a pintora, Agustina Bessa-Luís escreveu um belo retrato que se encontra impresso na colecção "arte e artistas" da Imprensa Nacional- Casa da Moeda.
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Maria Helena Vieira da Silva, Partida de Xadrez, 1943
Óleo sobre tela, 81 x 100 cm, MuseuNacional de Arte Moderna, Paris"É preciso possuir uma espécie de câmara escura na alma, para revelar o que ela extrai do simples contacto com a presença, a forma que nos surpreende no acto de viver".
Agustina Bessa-Luís, Longos Dias Têm Cem Anos Presença de Vieira da Silva, Lisboa: Imprensa Nacional- Casa da Moeda, 1982, p. 49
sexta-feira, 9 de julho de 2010
De Agustina - 12
Nasci adulta, morrerei criança - disse Agustina depois de ter sofrido o AVC que lhe limitou seriamente a vida.Termino hoje, pelo menos por ora, esta série de citações da nossa maior escritora viva. Uma dúzia que termina, pareceu-me justo perante tudo o que se sabe sobre a vida deles, não com uma citação de Agustina mas com palavras do marido, o advogado Alberto de Oliveira Luís:
Ela estava aborrecida em casa dos pais e pôs um anúncio no jornal, acho que n' O Primeiro de Janeiro, pedindo para se corresponder com uma "pessoa inteligente e culta". Nessa altura, em 1944, eu já estava em Coimbra, no 2º ano de Direito. Respondi ao anúncio e ela escreveu-me. E lá fomos avançando naquelas atitudes de pose que temos nessas idades. Talvez se tivesse convencido de que eu era mais inteligente do que os outros, porque correspondia-se com mais três ou quatro. Acabou por correr com todos.
(...) Fui ter com o meu pai e disse-lhe "vou casar-me". "Quando?", perguntou ele. "Depois de amanhã", respondi-lhe. Nem os meus pais, nem os pais dela foram ao casamento e só conheci os meus sogros muitos meses mais tarde. Ao casamento, que foi na Igreja de Cedofeita, assistiram apenas o irmão e uma prima da Maria Agustina e um amigo meu e a namorada.
( entrevista ao Público, há uns meses atrás)
Achei fascinante este casamento inopinado, contra todas as convenções, no já longínquo ano de 1945 ...
segunda-feira, 28 de junho de 2010
De Agustina - 10
segunda-feira, 21 de junho de 2010
De Agustina - 10
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