Umberto Eco faria amanhã 93 anos.
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sábado, 4 de janeiro de 2025
domingo, 23 de junho de 2024
Marcadores de livros - 3059
Versos e reversos. Estes marcadores estão dobrados. Em baixo abertos:
O da esq. é o reverso dos dois trillers.
quinta-feira, 9 de setembro de 2021
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Umberto Eco faleceu ontem
«A leitura é uma necessidade biológica da espécie. Nenhum ecrã e nenhuma tecnologia conseguirão suprimir a necessidade de leitura tradicional.»
O primeiro livro de Eco que li e consultei várias vezes foi este Como se faz uma tese em ciências humanas (noutra edição). Às vezes quando vejo certas teses, lembro-me sempre que só teria feito bem aos seus autores terem consultado este 'manual'. Pena é que Eco nunca o tenha atualizado.
Nunca fui grande leitora dos seus romances. Li O nome da rosa... que só acabei depois de ver o filme; comecei O pêndulo de Foucault...
Li com grande agrado um livro que ele coordenou - A história da beleza - e ando há anos para ler o seu contraponto: A história do feio.
Mas há um pequeno livro deste bibliotecário (que amou os livros e a literatura, o que não é a regra) que eu adoro: A biblioteca. Só um bibliotecário, de olhos abertos para o que o rodeia, o poderia ter escrito.
O meu exemplar tem uma capa esverdeada.
«O mundo está cheio de livros fantásticos que ninguém lê.»
terça-feira, 26 de maio de 2015
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Novidades
Considerado um dos mais belos livros do ano que agora terminou, fruto da longa paixão do grande editor Franco Maria Ricci pela figura do labirinto. Dos labirintos das iluminuras medievais aos labirintos dos jardins, tão populares durante séculos. Os textos são de Giovanni Mariotti, com prefácio de Umberto Eco.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Novidades - 163 : Regresso ao Séc.XIX

Já por várias vezes me referi nestas páginas à actual celeridade das traduções de títulos estrangeiros no nosso país, mas quando mais a quero ela falta-me! Falo, como se vê supra, do mais recente (Outubro de 2010) romance de Umberto Eco, Il Cimitero de Praga, um romance histórico delicioso. Tenho andado num dilema de compro/espero, porque se é verdade que leio italiano razoavelmente também é verdade que a erudição de Eco talvez aconselhe aguardar pela tradução portuguesa.
E de que trata este sexto romance de Eco? De tudo o que há de mais interessante na segunda metade do séc.XIX!!!- as primícias dos republicanismos e socialismos, Jesuítas contra Maçons, Carbonários a explodirem coisas e pessoas, o interesse renovado pelo Satanismo, o aparecimento do tristemente famoso Protocolo dos Sábios de Sião etc...
Tudo isto numa trama que anda entre Praga, Turim e Palermo , e que mistura personagens inventadas, pois é um romance, com figuras históricas como Léo Taxil ou Dreyfus. E o tom é do grande género popular daqueles tempos: o folhetim, com todos os seus ingredientes- cadáveres pelos esgotos, segundas mortes, testamentos insólitos e mortes rituais.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
A propósito de Agustina e Fanny Owen

Pro memoria, reporto-me a um “post recente” no qual a nossa querida MR (Maria Republicana? :) se interrogava sobre o sentido da afirmação, imputada a Agustina, da essência viciosa da alma.
Naquela situação bem concreta e vivida por pessoas de carne e osso, a alma (leia-se a cabecinha de cada um), tal como o tabaco, corrói, causa tumores e mata. O filme, o livro, a história, tudo narra dois suicídios, morais e físicos, que simultaneamente decorrem e têm os seus desenlaces cronologicamente separados por pouco mais de um mês.
Não creio, todavia, que tal baste para imputar à própria Agustina a defesa da bondade da afirmação posta na boca de Fanny Owen (declaração de interesses: tia-pentavó dos meus filhos :).
Há tempos, li uma história similar narrada por Umberto Eco. Refere o mesmo que, certo dia, alguém lhe terá perguntado se realmente acreditava numa afirmação sua, a de que a felicidade é ter aquilo que se tem (ou qualquer coisa parecida). Eco regista ter ficado muito indignado, asseverando nunca ter escrito o que manifestamente considerava um disparate.
Livros bem vasculhados, encontrou Eco realmente o dito em causa, mas proferido por um místico que estava, nesse momento, em contemplação da Divindade. E que, muito naturalmente, professava a felicidade absoluta que naquele momento sentia pelo que realmente tinha.
Em suma, o contexto faz a citação. Mas há que dar liberdade ao escritor de escrever propositadamente as suas asneiras ou, como me parece ser o caso naquela tragédia de 1852-1854, os seus enigmas.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Um livro para ... : MLV
Para o nosso MLV lembrei-me do mais recente ensaio de Umberto Eco, A Vertigem das Listas , obra que decorre do convite que lhe foi feito este ano pelo Louvre. São 21 capítulos com textos dele, textos de outros, obras de arte e listas que remetem para tantas outras coisas. Um livro para ser apreciado longamente. Como se vê da imagem supra, já está traduzido e foi publicado entre nós pela Difel.segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Umberto Eco - 2
Perante este parágrafo lapidar de Eco, não resisto a transcrevê-lo :" Des hommes d' une perspicacité aigue comme Metternich savaient fort bien que, même en envoyant Napoléon mourir à Sainte-Heléne, on n' éliminait pas le bonapartisme, et Metternich a été contraint de perfectionner Waterloo avec le Congrés de Vienne, qui, au demeurant, n'a pas été suffisant, comme l'a démontré l' histoire du XIX siècle. " (p.32)
Nem o Congresso de Viena conseguiu impedir que a Europa se dilacerasse em pequenas guerras durante grande parte do séc.XIX como recorda Eco, nem a actual Pax Americana irá durar muito mais como se viu já com o ressurgir de uma Rússia neo-imperial .
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Umberto Eco - 1
" (...) - La néoguerre de troisième phase promet un déséquilibre constant au centre, devenu territoire d' inquiétude quotidienne et d' attentats terroristes permanents, déséquilibre contenu, comme par des saignées continues, par une série de paléoguerres périphériques, dont l' Afghanistan a été le premier exemple. "- U. Eco, À reculons comme une écrevisse, Grasset, 2006, p.42
Esta mini-guerra entre russos e georgianos foi sem dúvida uma paleoguerra periférica para usar a terminologia de Eco. Ontem, a Rússia, unilateralmente, sustentou as independências da Ossétia do Sul e da Abcázia, invocando o exemplo do Kosovo. Mal se compreende, então, a terrível repressão que exerceram sobre os tchechenos...
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
O que estou a ler
Ando a ler a mais recente colecção de ensaios de Umberto Eco, À reculons, comme une écrevisse- Guerres chaudes et populisme médiatique, publicado pela Grasset. São ensaios escritos entre 2000 e 2005 e versam em grande parte sobre as novas guerras, o impacto do 11 de Setembro e a crescente mediatização das guerras.Mas também encontramos ensaios sobre Dan Brown, o Terceiro Segredo, o relativismo cultural ou sobre o uso público dos crucifixos.Aqui fica um " cheirinho " da introdução :
" (...) Il était déjá clairement apparu qu' avec la chute du mur de Berlin on marchait à reculons, au moment où la géographie politique de l' Europe et de l' Asie était radicalement modifiée. Les éditeurs d' atlas avaient dû mettre au pilon toutes leurs réserves, rendues obsolètes parce qu' y figuraient l' URSS, la Yougoslavie, l' Allemagne de l' Est et autres monstruosités; ils avaient dû s' inspirer des atlas publiés avant 1914, avec leur Serbie, leur Monténégro et ainsi de suite. "
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