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quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Livro e marcador - 157

Fotos Cláudia.

Dacia Maraini faz hoje 88 anos. Dela li A longa vida de Marianna Ucria (Vega, 1996) de que gostei bastante. 

sábado, 29 de julho de 2017

Leituras no Metro - 282

Porto: Porto Ed., 2013

Resolvi ler este romance de Gianrico Carofiglio, depois de ver um post sobre este escritor n'O Falcão de Jade.
Um conhecido telefona ao advogado de defesa Guido Guerrieri para que ele receba um casal, a quem a filha desapareceu há seis meses. Os pais da desaparecida Manuela pretendem que o advogado tente encontrar novas provas que obriguem a Polícia a reabrir o processo de investigação. Perante o desespero em que o casal se encontra, Guido Guerrieri aceita o caso, sem grande convicção.
Todas as noites, Guerrieri passeia por Bari, acabando invariavelmente no Chelsea Hotel, um bar propriedade de Nadia, uma ex-prostituta e ex-cliente do advogado. Será que ele vai conseguir saber o que aconteceu a Manuela? Claro que sim. :)
Tenho pena que este seja o único romance de Carofiglio traduzido em Portugal.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Santi, Sultani e Gran Capitani in camera mia


«Santos, sultões e grã-capitães no meu quarto: Inéditos e descobertas no Arquivo de Elsa Morante» é o título da exposição que a Biblioteca Nacional Central de Roma, detentora do arquivo da escritora, lhe dedica no centenário do seu nascimento. São pela primeira vez expostos autógrafos de romances inacabados, contos inéditos, escritos sobre cinema e os cadernos de infância de Elsa Morante que foi mulher de Albero Moravia entre 1941 e 1961.
A exposição pode ser vista a partir de amanhã e até 31 de janeiro de 2013.

Em Portugal só há um livro traduzido de Elsa Morante. Pode ser que o centenário dê um empurrão para mais alguma tradução.
Trad. Hermes Serrão.
Lisboa: Relógio d'Água, 2010

«À volta do nosso navio, o mar era todo uniforme, infinito como um oceano.» (p. 357)

quinta-feira, 29 de março de 2012

In memoriam Antonio Tabucchi

Lisboa: Dom Quixote, 2007
€13,90

O escritor encontra-se numa Lisboa deserta com um poeta desaparecido. 
«Um livro que é um acto de amor a um país que lhe pertence profundamente e à língua na qual este livro está escrito.» (http://www.bertrand.pt/ficha/requiem?id=193184O único livro escrito em português por Antonio Tabucchi.


O Requiem que Puccini, também toscano, escreveu para Verdi.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Para ler e para ver

Lisboa: Quetzal, 2011
€5,00



Lisboa: Público, 2002
A 1.ª ed. é da Quetzal, de 1995



«A literatura é uma forma de conhecimento. O que saberíamos do amor se não tivéssemos lido o Otelo, de Shakespeare, Ana Karenina, Madame Bovary?»
António Tabucchi

sexta-feira, 9 de março de 2012

Depois de um passeio


Quando até a uma colina ou ao longo do mar
os dois saímos nas noites ligeiras
a passear,
vejo todos a soar
coisa fraterna a nossa aliança.
Nós cuja vida pouco tem de bonança
e tanta inusitada alacridade rende,
nada tem que se possa dizer que o vulgo ofende;
a todos perecemos tranquilos e bons
cidadãos, que apenas desejam um copo e cavaqueira.
Só no coração respondem estrídulos sons,
e ao vento se desfralda uma bandeira.

E nos dias de festa, não antevejo
que pareça estranho procurar o mais deserto dos subúrbios, que mais se eria em nós
do que dois a jantar a céu aberto?
Um marido que já ostenta um desejo
de liberdade, a sua mulher ciumenta;
é o que dizer a qualquer pessoa tenta
pois disso nada parece nos distinguir a nós,
a nós em quem cada coração reparte
dois diferentes destinos
de amor e de arte.

Umberto Saba
In: Poesia / trad. José Manuel de Vasconcelos. Lisboa: Assírio & Alvim, 2010, p. 105-107

Umberto Saba nasceu em Trieste a 9 de março de 1883.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ainda o Coração


Há três anos (ano em que se comemorou o centenáro da morte de Edmondo de Amicis) comprei este selo em Roma.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Coração

Funchal: Nova Delphi, 2011

«Quando o meu pai me deu este livro li-o como a jovem que era, apenas com alguns anos mais que Enrico, e entendi-o como o relato de um ano lectivo onde se contavam os dias de um menino da 3.ª classe numa escola de Turim, em Itália, com as suas alegrias, dúvidas, tristezas, contrariedades, amizades e desilusões. A mim, que ao contrário de muitíssimos outros jovens como Crossi, António Ou Nelli, ainda não sabia que a vida é muito mais do que brincar, estudar, aborrecer-se com ligeiras contrareidades, exibir ridículas vaidades e pequenos poderes de circunstância, este livro pareceu-me triste e dramático, um pouco pesado, até.
«Guardei-o com a percepção que não o tinha percebido e que será preciso relê-lo. O temo passou e Coração foi ficando - neste estante, arrumado entre outros livros de juventude; na minha memória como um livro intrigante.
«Agora, cerca de cinquenta anos depois, quando regressou para cima da minha mesa de trabalho para a escrita deste prefácio, cumpriu-se a epígrafe "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara" - tinha olhado para ele, tinha-o visto, mas só agora estava a reparar.»
Início do prefácio de Violante Saramago Matos, filha de José Saramago, a uma nova edição de Coração, de Edmondo de Amicis, de que já comprei dois exemplares para oferecer a umas jovens, este Natal.
Li Coração, primeiro em duas adaptações e foram dos livros que mais reli em miúda. Só em 1982 (ano do centenário da morte de Garibaldi) li a versão original de Coração.

Lisboa: Casa do Livro Ed., 1960. (Col. Azul)

Lisboa: Livr. Bertrand, s.d.

Versão de Ricardo Alberty
Lisboa: Verbo, 1971

As duas primeiras capas são das edições que li e reli. A versão de Ricardo Alberty foi lida por outra geração, no tempo do Marco.
`
Cuore, de Edmondo de Amicis (1846-1908), foi editado em Itália em 1886. No ano seguinte foi traduzido para português, directamente do italiano, por Miguel de Novaes. Tinha como subtítulo livro para rapazes e foi impresso na Typ. da Academia Real das Sciencias.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Bacio - 10

William Bouguereau (1825-1905) - O segredo
x
«Uma das vantagens da amizade é saber a quem se pode confiar um segredo.»
Alessandro Manzoni

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Novidades - 163 : Regresso ao Séc.XIX


Já por várias vezes me referi nestas páginas à actual celeridade das traduções de títulos estrangeiros no nosso país, mas quando mais a quero ela falta-me! Falo, como se vê supra, do mais recente (Outubro de 2010) romance de Umberto Eco, Il Cimitero de Praga, um romance histórico delicioso. Tenho andado num dilema de compro/espero, porque se é verdade que leio italiano razoavelmente também é verdade que a erudição de Eco talvez aconselhe aguardar pela tradução portuguesa.
E de que trata este sexto romance de Eco? De tudo o que há de mais interessante na segunda metade do séc.XIX!!!- as primícias dos republicanismos e socialismos, Jesuítas contra Maçons, Carbonários a explodirem coisas e pessoas, o interesse renovado pelo Satanismo, o aparecimento do tristemente famoso Protocolo dos Sábios de Sião etc...
Tudo isto numa trama que anda entre Praga, Turim e Palermo , e que mistura personagens inventadas, pois é um romance, com figuras históricas como Léo Taxil ou Dreyfus. E o tom é do grande género popular daqueles tempos: o folhetim, com todos os seus ingredientes- cadáveres pelos esgotos, segundas mortes, testamentos insólitos e mortes rituais.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Biografias, autobiografias e afins - 69

Dizem as recensões que li que se trata sobretudo de uma biografia intelectual, mas tal não impediu René de Ceccatty, que já conheço e admiro como biógrafo de Pasolini, de abordar os amores ( Elsa Morante e Dacia Maraini ) e as amizades (desde logo Pasolini e Claudia Cardinale ) do grande escritor que foi Alberto Moravia.

- Alberto Moravia, René de Ceccatty, col. Grandes Biographies, 700p, Flammarion, Março de 2010.

domingo, 18 de outubro de 2009

Claudio Magris


A 61ª Feira do Livro de Frankfurt encerrou com a tradicional entrega do Prémio da Paz da Associação Alemã do Comércio Livreiro. A condecoração desta edição foi atribuída ao filólogo, ensaísta e romancista italiano Claudio Magris.

A convivência entre culturas diferentes é tema central da obra de Magris. Enquanto ensaísta e colunista do Corriere della Sera, Magris marcou e marca uma posição claramente a favor de uma política de imigração mais humana em Itália. Membro fundador da Associação Liberdade e Justiça, criada juntamente com Umberto Eco e outros intelectuais em 2002, tem vindo a observar criticamente a política de Berlusconi. As medidas recentes do governo de Roma, “histéricas e brutais” segundo o escritor, constituem barreiras novas, representativas de políticas na Europa e no resto do mundo que conduzem a uma terceira guerra mundial, cujas vítimas caem rapidamente em esquecimento.
Na qualidade de autor, Magris destacou-se pelo seu bestseller “Danúbio – Biografia de um rio” de 1988, uma reflexão literária e filosófica profunda em busca das origens da Europa Central.

Magris, germanista de formação, vive em Trieste, conhecendo assim bem a afluência e convergência de línguas e culturas, provenientes da Itália, Áustria, Eslovénia e Croácia. Professor de Língua e Literatura Alemãs na universidade desta cidade, contribuiu significativamente para a tradução de obras literárias de Arthur Schnitzler e Georg Büchner para o italiano.

sábado, 11 de julho de 2009

Biografias, autobiografias e afins - 37

Já era altura de aqui trazer um livro em italiano, embora mereça ser traduzido, até para não ser acusado de desprezar a língua de Dante. Esta obra recente de Marcello Sorgi, antigo director do La Stampa, conta uma história que ficou secreta durante quase 60 anos, a história dos amores de Edda Ciano com um jovem dirigente comunista italiano a seguir ao término da Segunda Guerra Mundial.

Estamos em 1945, e à bela e turbulenta Edda Ciano, outrora poderosa filha de Mussolini e já viúva do conde Galeazzo Ciano ( fuzilado em 1944 ) , é fixada residência em Lipari, pequena ilha ao norte da Sicília.Edda, de 35 anos, apaixona-se pelo jovem Leonida Bongiorno, militante comunista e antigo resistente anti-fascista, que a vai ajudar e proteger durante os meses que se seguem. Uma paixão febril entre duas pessoas que tudo parecia afastar, e que terminará forçosamente com o regresso de Edda a Roma, já em 1946.

Em Roma, Edda não esquece o jovem comunista e continua a escrever-lhe cartas cada vez mais desesperadas, enquanto Leonida se vai afastando e acaba por casar com outra.

É com base nessas cartas de amor, descobertas num armário velho na casa de Edoardo, filho de Leonida, e noutros documentos provenientes de outras fontes, que Marcello Sorgi, com a ajuda do historiador Giovanni Sabbatucci, conseguiu reconstituir em detalhe os meandros desta paixão improvável entre a filha do Duce e o jovem militante comunista.



- Edda Ciano e il comunista. L' inconfessabile passione della figlia del Duce, Marcello Sorgi, Rizzoli, 2009.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Novidades - 1 : Pasolini

Começo esta nova rubrica, que se destina a divulgar novidades literárias, com a reedição de Descrizioni di descrizioni, pela editora Garzanti, de Milão.
Trata-se de um volume póstumo, que reúne parte do jornalismo literário de Pasolini dos anos 70. São escritos sobre Italo Calvino, Moravia, Leonardo Sciascia, Dostoievsky, Giovanni Pascoli, Roberto Longhi, entre outros.
Esta nova edição conta com uma introdução de Giampaolo Dossena, e foi editada por Graziela Chiarcossi.

Descrizioni di descrizioni, Pier Paolo Pasolini, ed. Graziela Chiarcossi, 622pp, Milano, Garzanti.