Uma oportuna e criteriosa evocação discográfica! Um assunto que, aliás, mereceu, esta manhã, a atenção de Germano CAMPOS, no seu programa "Café Plaza", que podemos ouvir aos sábados e domingos, das 09h00 às 10h00...
Menos directamente relacionada com o tema em apreço, uma outra "efeméride", de inquestionável interesse, justifica, no entanto, duas brevíssimas palavras! Falamos das importantes repercussões - planetárias - da "Grande REVOLUÇÃO CULTURAL Proletária", que teve o seu início "oficial", em 16 de Maio de 1966. Foi nessa data que o direcção do Partido Comunista da CHINA, sob a liderança (in)contestada de MAO Tsé-tung, emitiu um veemente Apelo às "bases" (e, em particular, aos Jovens "Guardas Vermelhos"), para expurgar o aparelho do interior do Partido de dirigentes traidores! O conturbado processo revolucionário terminou em 1976, na sequência do histórico golpe de Estado que, após a morte do LÍDER Chinês, acelerou a restauração do Capitalismo...
Não ouvi o programa de Germano Campos, mas ouvi alguns dos pequenos flashes que João Gobern dedicou ao disco Pet Sounds dos Beach Boys, ao longo da semana. Agradeço a achega sobre o início da purga na China que vitimou muitos dos melhores quadros que o PCC tinha. Bom domingo!
Foi, com efeito, na edição de ontem (sábado, dia 16) do programa "Café Plaza", de Germano CAMPOS (Antena 2, sábado e domingo, 09h00-10h00), que este conhecido animador radiofónico evocou alguns exemplos musicais de 1966, tendo incluído uma curiosa referência ao álbum "Pet Sounds", dos The Beach Boys. (Contudo, confesso que, na última semana não tive ocasião de apreciar quaisquer "pequenos flashes" do sempre atento e criterioso radialista João GOBERN, nas manhãs da Antena Um!...)
Ainda a propósito da questão de determinadas (e oportunas) "efemérides", cuja abordagem, mesmo telegráfica, implica um inegável esforço de síntese, reconheço que, neste fim-de-semana, faltou-me absolutamente o tempo necessário para "condensar" diversos elementos essenciais sobre o impacto extraordinário da "Grande REVOLUÇÃO CULTURAL Proletária", uma "experiência traumática" e, sobretudo, histórica e decisiva, não só para a CHINA mas, também, para os todos os Povos!
No entanto, considero indispensável a consulta de alguns (diversos) trabalhos fundamentais, como, por exemplo: Alain PEYREFITTE, "QUANDO A CHINA DESPERTAR... o Mundo tremerá" (ed. portuguesa, Parceria A. M. Pereira, 1975); Roderick FARQUHAR e Michael SCHOENHALS, "La Dernière Révolution de Mao: HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION CULTURELLE", 1966-1976" (versão francesa, ed. Gallimard, 2009); Gao WENQUIAN, "CHU EN-LAI, o Último Revolucionário Perfeito: Uma Biografia" (trad. de Ana BARRADAS, para a Ed. Pedra da Lua, 2009); Philippe PAQUET (selecção dos textos) e Michel LEFEBVRE (coord.), "MAO Zedong - Et la Chine devint Rouge" (co-ed. Le Monde / HISTOIRE, n.º 4 da Col. "Ils ont changé le Monde", 2014); e François GODEMENT, "Que Veut la Chine? De Mao au Capitalisme" (ed. Odile Jacob, 2012).
Seja-me lícito evocar, a tal propósito, as breves e (sobretudo) lúcidas palavras de ARNALDO MATOS, meu saudosíssimo Camarada, inseridas num pioneiro livrinho, que não perdeu a surpreendente originalidade e actualidade ["TESES DA URGEIRIÇA: Acerca do Carácter e da Natureza de Classe da Grande Revolução de Outubro" (ed. Bandeira Vermelha, 2019, p. 13):
"(...) Durante muito tempo, vi no maoismo e na chamada Grande Revolução Cultural Proletária os princípios e métodos para obstar à instauração do capitalismo monopolista de Estado naqueles países semi-capitalistas e semi-feudais, como a Rússia e a China, que ousassem proseguir, sob direcção do proletariado, a revolução socialista num só país ou num conjunto limitado de países, que compartilhavam com o novo modo de produção capialista, já na fase final do imperialismo, o então já moribundo modo de produção feudal. (...)"
6 comentários:
Não me lembro desta canção, mas recordo perfeitamente o que fiz no dia 16 de Maio de 1966.
Boa noite!
Uma oportuna e criteriosa evocação discográfica! Um assunto que, aliás, mereceu, esta manhã, a atenção de Germano CAMPOS, no seu programa "Café Plaza", que podemos ouvir aos sábados e domingos, das 09h00 às 10h00...
Menos directamente relacionada com o tema em apreço, uma outra "efeméride", de inquestionável interesse, justifica, no entanto, duas brevíssimas palavras! Falamos das importantes repercussões - planetárias - da "Grande REVOLUÇÃO CULTURAL Proletária", que teve o seu início "oficial", em 16 de Maio de 1966. Foi nessa data que o direcção do Partido Comunista da CHINA, sob a liderança (in)contestada de MAO Tsé-tung, emitiu um veemente Apelo às "bases" (e, em particular, aos Jovens "Guardas Vermelhos"), para expurgar o aparelho do interior do Partido de dirigentes traidores! O conturbado processo revolucionário terminou em 1976, na sequência do histórico golpe de Estado que, após a morte do LÍDER Chinês, acelerou a restauração do Capitalismo...
Muito Boa Noite!
Uma boa recordação, certamente.
Bom domingo!
Não ouvi o programa de Germano Campos, mas ouvi alguns dos pequenos flashes que João Gobern dedicou ao disco Pet Sounds dos Beach Boys, ao longo da semana.
Agradeço a achega sobre o início da purga na China que vitimou muitos dos melhores quadros que o PCC tinha.
Bom domingo!
Foi, com efeito, na edição de ontem (sábado, dia 16) do programa "Café Plaza", de Germano CAMPOS (Antena 2, sábado e domingo, 09h00-10h00), que este conhecido animador radiofónico evocou alguns exemplos musicais de 1966, tendo incluído uma curiosa referência ao álbum "Pet Sounds", dos The Beach Boys. (Contudo, confesso que, na última semana não tive ocasião de apreciar quaisquer "pequenos flashes" do sempre atento e criterioso radialista João GOBERN, nas manhãs da Antena Um!...)
Ainda a propósito da questão de determinadas (e oportunas) "efemérides", cuja abordagem, mesmo telegráfica, implica um inegável esforço de síntese, reconheço que, neste fim-de-semana, faltou-me absolutamente o tempo necessário para "condensar" diversos elementos essenciais sobre o impacto extraordinário da "Grande REVOLUÇÃO CULTURAL Proletária", uma "experiência traumática" e, sobretudo, histórica e decisiva, não só para a CHINA mas, também, para os todos os Povos!
No entanto, considero indispensável a consulta de alguns (diversos) trabalhos fundamentais, como, por exemplo: Alain PEYREFITTE, "QUANDO A CHINA DESPERTAR... o Mundo tremerá" (ed. portuguesa, Parceria A. M. Pereira, 1975); Roderick FARQUHAR e Michael SCHOENHALS, "La Dernière Révolution de Mao: HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION CULTURELLE", 1966-1976" (versão francesa, ed. Gallimard, 2009); Gao WENQUIAN, "CHU EN-LAI, o Último Revolucionário Perfeito: Uma Biografia" (trad. de Ana BARRADAS, para a Ed. Pedra da Lua, 2009); Philippe PAQUET (selecção dos textos) e Michel LEFEBVRE (coord.), "MAO Zedong - Et la Chine devint Rouge" (co-ed. Le Monde / HISTOIRE, n.º 4 da Col. "Ils ont changé le Monde", 2014); e François GODEMENT, "Que Veut la Chine? De Mao au Capitalisme" (ed. Odile Jacob, 2012).
Seja-me lícito evocar, a tal propósito, as breves e (sobretudo) lúcidas palavras de ARNALDO MATOS, meu saudosíssimo Camarada, inseridas num pioneiro livrinho, que não perdeu a surpreendente originalidade e actualidade ["TESES DA URGEIRIÇA: Acerca do Carácter e da Natureza de Classe da Grande Revolução de Outubro" (ed. Bandeira Vermelha, 2019, p. 13):
"(...) Durante muito tempo, vi no maoismo e na chamada Grande Revolução Cultural Proletária os princípios e métodos para obstar à instauração do capitalismo monopolista de Estado naqueles países semi-capitalistas e semi-feudais, como a Rússia e a China, que ousassem proseguir, sob direcção do proletariado, a revolução socialista num só país ou num conjunto limitado de países, que compartilhavam com o novo modo de produção capialista, já na fase final do imperialismo, o então já moribundo modo de produção feudal. (...)"
Muito grato pela atenção e Boa Noite!
Eu ouvi os do Gobern na Antena 1. Esta semana vai falar do disco «So» de Peter Gabriel, um dos meus cantores preferidos.
Boa semana!
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