O Instituto do Mundo Árabe (Paris) dedica uma exposição aos muçulmanos e cristãos reduzidos à escravatura entre o século XVII e a década de 1830. A exposição, que pode ser vista até 19 de julho, «leva-nos às margens do Mediterrâneo, seguindo os passos dos norte-africanos e dos africanos ocidentais obrigados a trabalhar no Velho Continente como galeões, servos, tradutores, músicos ou assistentes de artistas. Esta parte desconhecida da nossa história é finalmente revelada graças a inúmeras pinturas, desenhos, esculturas e outras cartas manuscritas, oferecendo uma perspetiva inédita sobre estes destinos trágicos e o impacto que tiveram nas culturas europeias.»
Não diria que é desconhecida, mas pouco conhecida.

7 comentários:
Estaria bem muita gente visitar esta exposição e pensar no que estamos a fazer.
Bom dia!
Concordo. Mas a maioria das pessoas não conhece a História e alguns, quando a conhecem, distorcem-na.
Boa tarde!
Uma exposição a ver (se viesse a Portugal); não entendo como é que a CE não a promove, seria um bem duplo: por mostrar que, nesses séculos, foi a religião a causa de separação e escravatura entre muçulmanos e cristãos e não outros factores. E por fazer pensar se não estaremos a criar um novo modelo de escravos, com a desumanização a que assistimos em relação aos que nos procuram para se salvarem da guerra e do terror da fome.
Sin duda, la esclavitud, en todas las épocas y lugares, ha sido y sigue siendo en algunas facetas, de los episodios más tristes y miserables de la historia de la Humanidad
Debe ser una exposición muy interesante
Boa noite
O que não concebo é que se continue a 'praticar' no século XXI. A escravidão é o grau zero da humanidade.
Bom dia para os dois.
Grato pela oportuna referência à Exposição Parisiense em torno dos "Esclaves en Méditerranée", no Instituto do Mundo Árabe, onde, há alguns anos, tivemos ocasião de apreciar uma outra "mostra" ("L' épopée du canal de Suez"), igualmente pedagógica, aproveito o ensejo para, a tal propósito, relembrar o especial simbolismo das imagens, aliás disponíveis "online" (por exemplo, in "Finestre sull'Arte"), relativas ao impressionante "conjunto" escultórico de Pietro TACCA, em Livorno (Itália), representando escravos acorrentados.
Curiosamente, acabo de consultar, de novo, o volumoso e imprescindível trabalho colectivo "MÉDITERRANÉE, Berceau de l'Histoire" [coord. de David ABULAFIA e prefácio de Emmanuel LADURIE (Éditions France Loisirs, 2005, pág. 241)], onde podemos, sem dúvida, compreender o "enquadramento" histórico-artístico das referidas obras-primas (estátuas em bronze).
Um clássico exemplo patrimonial que certos "observadores", peritíssimos (melhor dizendo, ignorantes e/ou preconceituosos), consideram racista!!!... E que, a meu ver, constitui, no entanto, uma homenagem, mais ou menos explícita, aos próprios "MAURES VAINCUS"!...
Muito Boa Noite!
Esses historiadores...
Bom dia!
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