Prosimetron

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terça-feira, 14 de julho de 2026

Caixa do correio - 328

Postais que vão chegando de Paris: 



8 comentários:

Maria disse...

Vive la France!🇫🇷
Bonne journée!

Mª Luisa disse...

Muito lindos postais!
Um abraço

MR disse...

Bom dia para as duas.

Justa disse...

Lindas postais, e moi francesas.

Apertas.

MR disse...

Nonne journée!

Fernando FIRMINO disse...

Neste simbólico e significativo Dia Nacional de França, é sempre agradável ouvir Catherine LE RAY (em destaque no Blogue, de hoje) e outro(a)s digno(a)s representantes da "chanson" gaulesa!...

Embora eu admita que, talvez (note-se o "talvez"), num primeiro momento pareça estar um pouco fora do âmbito da presente efeméride - a Tomada da Bastilha, em14 de Julho de 1789 -, numa atitude isenta de qualquer narcisismo pessoal decidi, porém, incluir aqui uma brevíssima referência à minha despretensiosa nota "juvenil", evocativa daquele facto, tão decisivo para o avanço da Revolução Francesa, vinda à luz na edição (n.º 339) de 14.7.1976 do "Luta Popular".

Assumo a muito dolorosa (e, contudo, inevitável) "dissidência", em devido tempo justificada, do Partido que, na minha perspectiva, traiu a memória e o próprio legado de Arnaldo MATOS, seu fundador e primeiro Secretário-geral! Mas não terei nunca o despudor de renegar o meu texto (não assinado, modestíssimo e, acima de tudo, genuíno!) que, em jeito de "conclusão", terminava de forma, porventura demasiado simplificada e esquemática:

"(...) Mais tarde, em 1871 o proletariado organizar-se-á na luta contra o Governo burguês, implantando-se em Paris a célebre Comuna, que foi esmagada, pouco depois, pelo exército da burguesia. / Ainda que a tomada do poder pelo proletariado não fosse verdadeiramente conseguida pela Revolução Francesa, o episódio da Tomada da Bastilha mostra-nos um [bom] exemplo do povo francês (neste caso, o povo de Paris) na dura luta de libertação da sua pátria, contra o domínio da monarquia absoluta (...)."

Há, continua a haver, na pátria, sempre contraditória e criadora, de Alphone de LAMARTINE, o célebre Autor da indispensável "Histoire des Girondins" (reeditada, em 2014, pela chancela Robert Laffont), a quem devemos uma passagem memorável sobre o Hino Nacional francês... Ainda neste quadro, vale a pena reler um curiosíssimo artigo de Edgar MORIN, intitulado "Universelle 'Marseillaise' ", que saiu, há alguns anos, no "Le MONDE" [edição de 18 e 19 de Maio de 2014]:

"(...) Enfin, 'La Marseillaise' est un hymne d'éveil et de résistence qui a valu pour les résistences qui ont suivi, qui vaut pour celles que nécessite notre temps, et qui vaudra pour les résistences futures."

Que (re)viva a França dos Cidadãos autenticamente democratas, revolucionários e progressistas!!!...

Muito Boa Noite!

MR disse...

Veremos no próximo ano. Até tremo.
Bom dia!

Fernando FIRMINO disse...

Que me desculpem, de novo! É que, no muito veloz "serão" de ontem, reservado à brevíssima abordagem do especial simbolismo da Tomada da Bastilha, houve, na verdade, obstáculos (exteriores) que dificultaram as minhas programadas e elementares tarefas: a excessiva e massacrante propagação de ruídos, do tipo "PIMBA gourmet", que durante longas jornadas (10 a 19 de Julho), nos impõe "a festa que [des]une" os Munícipes e/ou Fregueses, em particular na área do Bairro [Santos Nicolau] onde resido; e, até, a preocupante frequência com que ocorrem outras anomalias suburbanas (só na última noite, fomos vítimas de mais dois irritantes "apagões"), às quais o Poder Local "democrático" [Setubalense] parece indiferente...

Ainda no "rescaldo" do 14 de Julho (que, este ano, coincidiu com a surpreendente impotência governamental gaulesa no ineficaz combate aos incêndios florestais - que, desgraçadamente, afectaram o próprio "quadro" ecológico de Fontainebleau! -, importa acrescentar, a propósito, apenas algumas telegráficas anotações:

1) É inegável a importância identitária do interessante "enquadramento" em que surgiu Hino "La Marseillaise" [cf., por exemplo, o citado texto de Edgar MORIN, no "MONDE" de 18 e 19 de Maio de 2014, e a curiosa referência feita por Alphonse de LAMARTINE (1790-1869), na sua monumental "Histoire des Girondins", à figura característica do inspirado "jeune officier" Rouget de LISLE]...

2) É inadiável a reflexão e o debate (inclusive, "extra muros" e, desde logo, em determinadas Nações subalternas da OTAN/NATO, como o "nosso" adiado País!) em torno das controversas prioridades orçamentais de MACRON & Cia., entidades que nunca, como nestas cerimónias marciais, foram tão longe no crescente envolvimento do aparelho de Estado Francês numa GUERRA suicida. Um magnífico "álbum", de Marc FERRO e Outros Autores [Éditions France Loisirs, 2012], adquirido por ocasião da nossa visita ao "Musée de la GRANDE GUERRE", em Meaux (Região de Paris), não esquece a trágica situação de Portugal, que "decidiu entrar na guerra", em 1916!...

3) Não me surpreende a mentalidade belicista da "élite" que desfilou nos "Champs-Élysées", gente que recusa assimilar as lições do heróico "profeta socialista" Jean-JAURÈS (1859-1914), primeira vítima "pacifista", barbaramente assassinado no mítico "café-restaurant du Croissant" (localizado no n.º 146 da rue Montmartre)!!!... "AH! C'EST LA GUERRE", conforme o título de uma das mais belas "Chansons Patriotiques de la Grande Guerre, 1914-1918", que o emocionante CD homónimo [ed. Ulysse (distr. Arcadès), 2014] nos permite apreciar...

4) Como (quase, quase) "fatal" alusão ao 10.º Aniversário do monstruoso morticínio colectivo, perpetrado numa artéria central ("Promenade des Anglais") de Nice, foi deveras hipócrita o "espírito" de uma pretensa homenagem oficial às vítimas do condenável "terrorismo islâmico", visível (através do Canal FRANCE 24, por exemplo) numa tribuna onde não faltaram insuspeitos convidados, tidos como íntegros e inatacáveis, bem mais preocupados com os negócios estabelecidos com regimes que nada têm a ver com os Direitos Humanos, entre os quais Israel e a Arábia Saudita!

5) Sendo um distinto jurista e activo Cidadão, profundamente ancorado nas suas referências ideológicas (com óbvias raízes na ética universal e no humanismo Marxista), o meu saudoso Camarada Arnaldo MATOS, correndo o risco de ser, de imediato, mal interpretado (pelos seus múltiplos adversários) assim escreveu, há dez anos (em 15 de Julho de 2016, no "Órgão Central" do seu Partido), sem dissimular a sua visão do condenável atentado de Nice: "(...) Existe em França uma guerra civil larvar, de franceses contra franceses, promovida por elementos do povo francês contra os imperialistas da França. Essa guerra civil vai crescer cada vez mais e mundializar-se. (...) Guerra que o imperialismo francês levou e leva a cabo em África e no Médio Oriente, e que está a chegar a França, ao covil dos imperialistas. (...)"

Muito grato pela atenção e Boa Noite para todo(a)s!