Madrid: La Fabrica, 2025.
«Nesta conversa com Jesús Ruiz Mantilla, fala-se da condição de escritor, da origem das suas novelas, dos heróis e dos falsos heróis que nelas se escondem, das suas pátrias, da sua paixão por Borges, pelos westerns, por Dom Quixote e pelos clássicos, da sua amizade com Roberto Bolaño e da sua faceta como colunista. Nascido em Ibarhernando, Cáceres (1962), com apenas quatro anos, Javier Cercas emigrou com a sua família para Girona. Este facto fundamental incutiu-lhe um sentimento de estrangeirismo que partilha com muitos outros escritores - entre os quais Cervantes, a sua grande referência - e conduziu-o à literatura. Começou a publicar em 1987 e consagrou-se em 2001 com Soldados de Salamina, obra que se tornou um ícone geracional para os netos da Guerra Civil, devido à forma inovadora como aborda o conflito. Cercas é hoje o escritor espanhol com maior projeção, prestígio e influência literária no mundo. Uma voz essencial para compreender o nosso presente e o nosso passado mais recente.» (Sinopse)
Gosto muito de livros de conversas / entrevistas. Este já vem a caminho.
Madrid: Random House, 2026.
«O novo livro de Javier Cercas narra os últimos 50 anos da história de Espanha, que coincidem com os do jornal El País, através de um percurso pessoal e de uma reflexão lúcida sobre as ligações entre jornalismo, literatura, política e liberdades. O jornal El País foi lançado a 4 de maio de 1976, menos de seis meses após a morte de Franco, numa altura em que o caminho para a democracia mal começava a vislumbrar-se. A ideia do jornal surgiu de um grupo de editores e intelectuais que, nos últimos momentos do franquismo, procuravam um instrumento de reforma do regime, de espírito liberal e vocação europeísta, que contribuísse para sarar as feridas provocadas pela guerra civil e pela ditadura e para encontrar uma saída sem traumas do franquismo. O seu sucesso foi fulgurante. Cinquenta anos após esse momento fundacional da história recente de Espanha, Javier Cercas assumiu o desafio de contar a história de um país através da história do seu jornal de referência; mas El periódico de la democracia não é apenas uma história pessoal desse período: é também uma reflexão sobre a relação entre o jornalismo e a literatura, uma crónica da formação intelectual de um escritor e uma homenagem à importância da imprensa na construção e na defesa das liberdades. Sobre o autor e a sua obra, a crítica afirmou: «Um dos melhores escritores da nossa língua» (Mario Vargas Llosa). «O indiscutível líder da sua geração de escritores de língua espanhola [...]. Um dos escritores mais importantes do nosso tempo» (Olivier Mony, Sud-Ouest). «Contribuiu, como poucos escritores de qualquer língua, para transformar a literatura atual» (Jordi Gracia, El País). «O maior escritor espanhol contemporâneo» (Yann Perreau, Les Inrockuptibles). «Provavelmente o maior romancista espanhol vivo» (Duncan Wheeler, The White Review).
Fico à espera da tradução deste livro. E que um dia a Academia Sueca leia atentamente a obra deste escritor maior.


3 comentários:
Vou ver este vídeo com muita atenção. Tenho um livro dele, mas não consigo encontrá-lo, e não é o Soldados de Salamina. Resumindo, conheço Javier Cercas muito mal, e não sei se vou a tempo de colmatar essa falha.
Boas leituras! 📚
Maria
O primeiro livro dele que li foi O Monarca das Sombras que é uma espécie de continuação de Soldados de Salamina. A seguir li tudo o que estava traduzido e agora vou lendo consoante são publicados. vou começar dentro de dias O Louco de Deus no Fim do Mundo que está desde março no monte.
Bom dia!
Só por MR salientar, aqui, a merecida referência ao recente volume de Jesús MANTILLA, "Diez Horas com Javier CERCAS" (ed. La Fábrica, 2025), já fiquei a gostar mais da criativa produção editorial do respeitado Autor de "Soldados de Salamina" e "O Louco de Deus no Fim do Mundo" (na verdade, conheço apenas estas duas Obras, exemplificativas, do Autor)!
A propósito, convém não esquecer a atenção que a Jesús MANTILLA também mereceram outros temas marcantes, de entre os quais importa destacar a singular Figura de FARINELLI, aliás Carlo BROSCHI (1705-1782). De registar, pois, o sugestivo título do seu (muito) impressionante livro, "Yo, Farineli, el Capón" (ed. Aguilar, 2007), em torno da relevância biográfica do famoso Artista LÍRICO Italiano, da histórica corrente estética, fundamental, do Barroco. [Apenas algumas páginas iniciais, obviamente apelativas, da referida criação literária estão disponíveis em "formato digital", numa (re)edição da Galaxia Gutenberg.]
Ainda neste campo, é bem conhecido, e (in)justamente apreciado, o "popular" filme - sensacionalista! - "Farinelli, il Castrato", realizado por Gérard GORBIAU em 1994, o ano memorável em que, curiosamente, saiu o importante contributo de Patrick BARBIER, acerca de "Farinelli, le Castrat des Lumières" (Paris, Éditions Grasset)...
Muito Boa Noite!
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