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quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Um souvenir da revolução republicana


«O projétil ou obus, disparado pela fação republicana, na Rotunda, em Lisboa, durante os confrontos do 5 de Outubro de 1910, foi oferecido a António José de Almeida em 18 de julho de 1924.


«A carta, que dá o mote ao número deste mês dos Destaques Arquivo Museu da Presidência da República, assim o atesta. Trata-se de um manuscrito da autoria de Alfredo Antunes, confesso admirador de António José de Almeida, que parecendo conhecer os seus problemas de saúde, começa por desejar o seu rápido restabelecimento. Seguidamente, refere que lhe envia a granada, que tem uma bandeira pintada por si (?), reproduzindo uma das bandeiras que tinha visto na Praça Marquês de Pombal, no 5 de outubro de 1910: vermelha e verde [com o vermelho à esquerda], com a esfera armilar e uma estrela de simbologia maçónica e Carbonária no topo.» (Daqui)

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Eleições de 29 de abril de 1906


Painel de seis azulejos de Pereira da Silva, da Vidraria Progresso, 1906.
Nas eleições legislativas de 1906 foram eleitos os republicanos Afonso Costa, António José de Almeida, João de Menezes e Alexandre Braga.

domingo, 5 de outubro de 2014

5 de Outubro

Primeiro, cabe-me agradecer ao Luís ter podido assistir ao um debate/tertúlia assaz interessante. Um passeio pela História de longa duração, o passado e o presente, os portugueses e o 5 de Outubro.

Apresentação da mesa, da esquerda para a direita:
Dr. Diogo Teixeira Dias, Real Associação de Jovens Monárquicos;  Dr. António Arnaut, republicano, Dr. Joaquim Costa e Nora, Presidente da Real Associação do Centro, Dr. Miguel Pignatelli Queiroz, monárquico e Dr. Tiago Estevão Martins, em representação dos jovens republicanos (embora não haja uma associação organizada).

O moderador da mesa foi o Dr. Joaquim Costa Nora, o autor do convite para a tertúlia. 

O Dr. Pignatelli começou por comemorar o Tratado de Zamora (5 de Outubro de 1143), focando algumas datas de relevo antes do Tratado até aos nossos dias. 
 
Em seguida o Dr. Arnaut evocou o 5 de Outubro de 1143 e a revolução republicana  5 de Outubro de 1910. Realçou algumas datas da monarquia portuguesa, congratulando-se do diálogo possível entre as duas instituições. Um orador brilhante, como sempre, um homem de diálogo e tolerância.

Depois foi dada a palavra ao Dr. Tiago Estevão Martim, um jovem assertivo, comedido e com um discurso muito actual e pertinente, defendeu a causa republicana.  

Por último, falou o Dr. Diogo Dias que defendeu de forma brilhante e calorosa a causa monárquica.Um jovem muito promissor, com bom poder da palavra.


Em síntese, a alma portuguesa esteve presente nos dois sistemas políticos, a tolerância e o respeito apresentados pelos oradores foi louvável. Todavia, chega a uma altura em que não é possível o diálogo.
O dia 5 de Outubro foi muito frutífero, falou-se do país, do muito que há para fazer, focou-se a História que une os dois momentos Monarquia e República e as duas visões.