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terça-feira, 30 de julho de 2013

Um instrumento de trabalho

«Organizado pelo Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Academia das Ciências de Lisboa e com coordenação de Maria Helena da Rocha Pereira, Aníbal Pinto de Castro e Telmo Verdelho, esta edição vem promover o uso do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, proposto em 1990 pela Academia das Ciências de Lisboa, a Academia Brasileira de Letras e os representantes dos cinco países africanos de língua oficial portuguesa, e aplicado ao sistema educativo português no ano letivo de 2011-2012. O Vocabulário Atualizado da Língua Portuguesa, embora dê sequência às edições anteriores de 1940, 1947 e 1970, foi elaborado inteiramente de novo, elegendo um corpus de 70 000 entradas e procurando corresponder à dimensão mediana requerida nas nomenclaturas dos dicionários práticos atuais, que poderão encontrar neste Vocabulário uma fonte de referência.»
Só não entendo como um livro destes - um instrumento de trabalho - não foi feito numa edição mais manuseável, menos pesada e de menor dimensão. A paginação poderia ter sido feita a quatro colunas, o que diminuiria em muito o número de páginas e o preço. Se esta edição visa «promover o uso do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa», deveria ser mais económica!
Lisboa: INCM, 2012
€40,00

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Um senador

Fala-se muito dos "senadores " da nossa república, mas eu sinceramente torço o nariz a alguns dos nomes que normalmente são apontados como fazendo parte dessa categoria. Não é o caso de Adriano Moreira, que merece quanto a mim essa designação. Já assim o considero há algum tempo, e sem qualquer conotação política como bem sabem os que me conhecem melhor, mas há dois factos recentes que reforçam a minha convicção. Em primeiro lugar, o notável trabalho que ele vem fazendo na qualidade de Presidente da Academia das Ciências de Lisboa, que proporcionou uma ocasião de especial simbolismo na quinta-feira passada quando Nelson Mandela foi proclamado Sócio de honra da Academia , e a sua mulher Graça Machel, que o representava, foi eleita Sócia correspondente . Em segundo lugar, a recente doação do seu espólio, acervo documental, condecorações, livros, etc ao Município de Braga, que já se comprometeu a criar uma Biblioteca Adriano Moreira no antigo Colégio dos Jesuítas.
Um gesto que nos tempos correntes não é muito habitual, até pelo economicismo em que vivemos, com as consequências que se conhecem- dispersão pelos herdeiros ou leilão e com grandes dificuldades de acesso público.
No meu "Senado da 3ª República" Adriano Moreira tem lugar cativo.