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quinta-feira, 23 de novembro de 2023

100 anos de revistas de banda desenhada em Portugal


Uma exposição que merece uma visita, ou mais. Hei de lá voltar. Na Biblioteca Nacional até 29 de março. Comissariada por João Manuel Mimoso.

A Semana Infantil - O Carlitos, 1924
Pirilau. De Cottinelli Telmo.
ABCzinho, 1926-1932. Dirigido por Cottinelli Telmo até ao n.º 201.
O raid do ABCzinho, um jogo por ocasião da viagem de Gago Coutinho e Sacadura Cabral ao Brasil.

Hidroavião Fairey IIID «Lusitânia», comandado pelos pilotos portugueses.


Cortejo das comemorações dos centenários, 1940.

O Papagaio, 1935-1949, fundado por Adolfo Simões Müller.

O Senhor Doutor, dirigido por Carlos Ribeiro, publicou-se entre 1933 e 1957.

Tic-Tac, 1931. dirigido por António Cardoso Lopes.

Grande Avião Junkers, cujo modelo para montar foi publ. na revista em 1937

O Pirilau, 1939-1941, dirigido por Pinto de Magalhães e M. Calvet de Magalhães.


A Igreja do Mosteiro de Leça do Balio, saído em separata em vários números do Diabrete.

Publicações da Mocidade Portuguesa:


Camarada, 1947-1951, dirigida no início por Baltazar Rebelo de Sousa e depois por António Manuel Couto Viana.

Há uns dias ouvi um jornalista de um canal de notícias achar muito estranho que Pedro Nuno Santos se tivesse dirigido aos seus apoiantes chamando-lhes «camaradas» e perguntou ao comentador que estava ao lado se não era suspeito. O comentador que não era tão tonto como o jornalista lá lhe disse que era normal dentro do partido tratarem-se como camaradas. O tonto do jornalista também devia saber que, pelo menos até há uns anos, os jornalistas tratavam-se entre si como camaradas. Eram só camaradas de profissão! Nada mais! E é assim que estamos...
Imaginasse ele que, em 1947, a Mocidade Portuguesa tinha uma revista intitulada Camarada!... 🤣🤣🤣

É pena não terem feito marcadores de livros com bonecos destas revistas. De colecionistas para colecionistas.

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Sugestões de leitura para Ana Bartolomeu Simões


Lisboa: Livros do Brasil, s.d.
Uma biografia escrita por uma das filhas da cientista.
Porto: Livr. Civilização, 1957
Capa Fernando Bento.
4.ª ed. Porto: Livr. Tavares Martins, 1962.
6.ª ed. Lisboa: Nuvem de Tinta, 2019
Um livro de de Francesca Cavallo e Elena Favilli .

Li os três primeiros e dei uma vista de olhos no último, antes de o comprar. Mas as duas miúdas que o leram, gostaram.
No seguimento de um post de ontem.

Mais uma sugestão, desta vez vem da Maria:
Porto: Porto Ed., 2015

«Quando Rosa Montero leu o diário que Marie Curie começou a escrever depois da morte do marido, sentiu que a história dessa mulher fascinante era também, de certo modo, a sua. Assim nasceu A ridícula ideia de não voltar a ver-te: uma narrativa a meio caminho entre a memória pessoal da autora e as memórias coletivas, ao mesmo tempo análise da nossa época e evocação de um percurso íntimo doloroso. 
«São páginas que falam da superação da dor, das relações entre homens e mulheres, do esplendor do sexo, da morte e da vida, da ciência e da ignorância, da força salvadora da literatura e da sabedoria dos que aprendem a gozar a existência em plenitude.» (Da sinopse.)

quinta-feira, 2 de abril de 2020

«Gente grande para gente pequena»

No Dia Internacional do Livro Infantil e porque estive a arrumar umas prateleiras onde estavam alguns livros da minha infância e juventude, lembrei-me de postar umas capas da coleção «Gente grande para gente pequena», biografias de «gente grande» escritas por Adolfo Simões Müller «para gente pequena» e que eu devorei alguns, como as biografias de Florence Nightingale, Marie Curie, Edison, Marco Polo, Gutenberg,várias vezes.
Estes livros eram ilustrados por grandes artistas como Fernando Bento, Júlio Resende, Manuel Lapa ou José Ruy.


Nos anos 80, alguns livros desta coleção foram publicados pela Figueirinhas na coleção «História de sempre», ilustrados por Leonor Machado. Para esta coleção Simões Müller escreveu a biografia de Andersen, que também li.


Já tinha falado desta coleção aqui.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

FLOR NA AREIA

Que pensarão de mim quando eu for só
breve recordação enternecida,
quando de tudo o que foi sonho e vida
restar – quem sabe? – nem um grão de pó?

Quando alguma das netas for avó,
que dirá ela? Voando, na corrida,
as saudades virão a toda a brida,
como se, pela neve, algum trenó?

Quem lerá os meus livros? E estes versos?
e outros, há tanto, para aí dispersos,
que até perderam já perfume e cor?

Mas, se algum for relido, então decerto
será como se a areia do deserto
florisse a uma lágrima de amor…

Adolfo Simões Müller
In: Só netas: sonetos e outros versinhos do avô Adolfo. [Lisboa: A.S. Muller], 1980, p. 44

Para o Luís que visita o Arpose. E continuo à pesca do outro poema.
Mas isto como poesia…

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Adolfo Simões Müller nasceu há 100 anos

Busto de Adolfo Simões Müller (cuja autoria não consegui identificar), no Jardim das Amoreiras, em Lisboa. 

Poeta, ficcionista e dramaturgo, Adolfo Simões Müller, que faria hoje 100 anos, escreveu sobretudo para a infância. Fundou e dirigiu jornais que fizeram as delícias das crianças e jovens da época, como, entre outros, O Papagaio (1935), Diabrete (1941), Cavaleiro Andante (1952), João Ratão (1956), Foguetão (1962), Zorro (1962) e o suplemento do Diário de Notícias, «Nau Catrineta», tendo ainda colaborado em muitos  outros.

 

Da sua vasta bibliografia, destaquemos uma colecção de biografias para a juventude «Gente Grande para Gente Pequena» (de que aqui se apresenta a capa da referente à de Marco Polo) e ainda: Meu Portugal, meu gigante (1931), Caixinha de brinquedos (1937), A última varinha de condão (1941), Historiazinha de Portugal (1944), A viagem maravilhosa do comboio (1956), Tejo, rio universal (1981) e O contador de histórias, uma biografia de Andersen (1982). Fez ainda adaptações, como as de Os Lusíadas e de Peregrinação (ambas de 1980), traduções e escreveu para banda desenhada, como Luís de Camões (1980), cuja capa também aqui se reproduz. Recebeu três vezes o Prémio Nacional da Literatura Infantil e o Grande Prémio Calouste Gulbenkian da Literatura Infantil, pelo conjunto da sua obra.

 

terça-feira, 7 de abril de 2009

Scott e o Pólo Sul

Adolfo Simões Müller - O capitão da morte: Pequena história de Roberto Scott e da sua viagem ao Polo SulIl. por Vítor Péon. Porto: Livr. Tavares Martins, 1946. 

Fui procurar este livro no seguimento do comentário do Luís Barata ao post sobre Peary.
Li todos os livros desta colecção, Gente grande para gente pequena e, se calhar, foi desse tempo que me ficou o gosto pelas biografias.