Amos Oz faria hoje 80 anos.
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sábado, 4 de maio de 2019
quarta-feira, 13 de março de 2019
Leituras no Metro - 1012
Trad. de Lúcia Liba Mucznik.
Alfragide: Dom Quixote, 2018
Livro constituído por três textos, baseados em conferências dadas por Amos Oz.
Do segundo ensaio, retiro estas citações:
«A cultura judaica construiu-se geração após geração pela energia criativa da tensão entre sacerdote e profeta, entre fariseus e saduceus, entre a escola de Hillel e a de Shamai*, entre o rito sefardita e o asquenazita, entre hassidim e mitnagedim**, entre religiosos e iluministas, entre sionistas e antissionistas, entre a escola de Bialak e a de Berdichevsky, entre laicos e religiosos, entre pombas e falcões, até aos dias de hoje.» (p. 74)
«Luzes e não uma única luz. Crenças e ideias e não uma única crença e uma única ideia.» (p. 75)
* Sábios do último séc. a.C. e primeiro d.C. que fundaram escolas de pensamentos opostas.
** Lit. «opositores». Movimento judaico ortodoxo nascido no sec. XVIII em oposição ao misticismo de hassidim. (Notas da trad.)
terça-feira, 29 de março de 2016
Uma história de amor e trevas
Fui ver a adaptação que Natalie Portman fez das memórias de infância de Amos Oz. A história inicia-se em Jerusalém, onde ele vive com os pais, e nela perpassa a história de Israel, o drama familiar da sua mãe e referências a escritores como Saul Tchernichovsky, S. Y. Agnon ou Bialik. É uma pena que não se traduzam estes escritores em português.
Gostei muito do livro de Amos Oz que li quando saiu a tradução portuguesa. E gostei do filme.
Porto: Asa, 2007
«Um dos mais divertidos, mais trágicos e tocantes livros que já li.» (Guardian)
«A ler com urgência – prometo-vos que não encontrarão um livro tão brilhante durante muito, muito tempo.» (Daily Mail)
Alfragide: Dom Quixote, 2016
Como sou uma fã de Amos Oz, de que li praticamente tudo o que se publicou em Portugal, Judas, já está no meu monte, à espera de tempo.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Marcadores de livros - 91
Trad. Lúcia Liba Mucznik.
Porto: Asa, 2004
Um Gato
Não longe do mar. na rua Amirim,
mora o senhor Albert Danon, sozinho.
É um apreciador de azeitonas e de queijo feta,
homem doce, consultor fiscal de profissão.
Uma manhã, não há muito,
a mulher Nadia morreu de cancro dos ovários.
Deixou vestidos, um toucador, napperons bordados
com linhas finas. O filho único, Enrico Davis,
foi escalar os cumes do Tibete.
Em Bat-Yam é manhã de Verão quente e húmida,
mas sobre aquelas montanhas cai a noite.
Um nevoeiro baixo rasteja nas ravinas. Como vivo,
um vento cortante uiva e a luz que enfraquece
parece-se cada vez mais com um sonho mau.
Aqui o caminho divide-se em dois,
um é íngreme e o outro é suave.
No mapa não há menção da bifurcação,
e como a tarde vai escurecendo cada vez mais e o vento sopra
em rajadas de granizo, Rico tem de escolheu por intuição
entre descer pelo caminho estreito ou pelo mais fácil.
Assim como assim, o senhor Danon vai levantar-se agora
e desligar o computador. Vai por-se
à janela. Lá fora n quintal
está um gato em cima do muro. Viu um lagarto. Não o vai largar.
Amos Oz
Para a Ana.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Amos Oz
Amos Oz © Colin McPherson
O escritor israelita Amos Oz foi galardoado com o Prémio Franz Kafka 2013.
O júri reconheceu que os livros do autor, para além de uma «criação literária excecional no plano artístico», «interpelam os leitores, independentemente da sua origem, nacionalidade e cultura».
O escritor israelita mais conhecido e lido no Mundo, fundador do movimento pacifista israelita Paz Agora, nasceu em Jerusalém, em 1939. Reside actualmente em Arad, onde se dedica à militância a favor da paz entre palestinianos e israelitas, e é professor de literatura na Universidade Ben-Gurion, no deserto do Negev.
Escritor e jornalista, é autor de uma vasta obra que inclui romances e ensaios, traduzidos em mais de 30 línguas. Em Portugal encontram-se traduzidos: Cenas da vida de aldeia, Uma história de amor e trevas, A caixa negra, Conhecer uma mulher, Não chames noite à noite, Um pantera na cave, A terceira condição, O meu Michael, O mesmo mar e Contra o fanatismo, de que só li (e gostei):
Amos Oz é membro da Academia da Língua Hebraica.
Miri Aloni canta «Shir LaShalom» (Canção para a Paz).
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