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quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Leituras no Metro - 146

A Ana já trouxe aqui este livro de Mircea Eliade. Mas como estava para o ler, desde a sua publicação em 2008, e finalmente o estou a fazer, vou publicar uns excertos dele.

El Greco - A Ressurreição, ca 1596-1600
Madrid, Museu do Prado

«(Apontamentos tomados durante as oito sessões no Museu do Prado.)
«Não se pode compreender a Espanha da época de Dom Quixote, senão através de El Greco. A tensão espiritual; o paradoxo; o flirt com a loucura.» 

Goya  - La gallina ciega, 1788
Madrid, Museu do Prado

«[…] Goya. Agora, começo a gostar cada vez mais dos seus trabalhos para tapeçarias, do subsolo do museu. […] Goya introduz na pintura ‘as horas vagas’ da burguesia e dos pobres (jogos, diversões), costumes, trabalhos, acontecimentos periféricos (o casamento nos subúrbios). Goya traz igualmente um novo mundo de figuras humanas, mesmo antes dos Caprichos. Tudo isso tem de ser compreendido pela valorização da pessoa humana e dos trabalhos não-aristocráticos, realizada em finais do século XVIII (enciclopedistas, e sobretudo Diderot, esforçaram-se para homologar o trabalho manual à criação espiritual). Goya corresponde, assim, à Enciclopédia. Não sei se algum especialista reparou nisso.»

Gosto muito de Goya, mas parece-me que, no caso do quotidiano, Mircea Eliade esquece os flamengos que pintaram cenas de jogos e diversões, cenas de trabalho, bodas, etc., muito antes do pintor espanhol.

Pedro Nuñez de Villavicencio - Niños jugando a los dados, 1685 
Madrid, Museu do Prado

«Tenho de salientar, no entanto, que não foi Goya a introduzir a etnografia na pintura […]. Villavicencio (na segunda metade do século XVII) tem um quadro esplêndido: Muchachos jugando a los dados. É um assunto completamente ‘profano’ pertence ao ethnos, e não ao cosmos.
«Mas Goya generalizou-o e impôs essa revolução.»
Mircea Eliade – Diário português: [1941-1945]. Lisboa: Guerra e Paz, 2008, p. 81-83

Não conhecia este Villavicencio. Murillo também tem um quadro sobre o mesmo assunto, anterior ao de Villavicencio:

Murillo - Niños jugando a los dados, ca 1675-1680
Munique. Alte Pinakothek

sábado, 11 de dezembro de 2010

Perturbadora!

A pintura de Bartolomé Esteban Murillo, pintor sevilhano, The Infant Christ Asleep on the Cross, apesar de ser perturbadora encontrei nela beleza. Nascer e morrer, o ciclo da vida...

Bartolomé Esteban Murillo (1617 - 1682), The Infant Christ Asleep on the Cross, (1670)



Sheffield Galleries and Museums Trust, UK / Photo © Museums Sheffield
"This painting depicts the child Christ asleep on the cross with a skull lying beside him. Both these symbols directly refer to his forthcoming sacrifice and are intended to emphasise the notion that Christ was born in order to die for the world. The two angels hovering above him invite the viewer to contemplate Christ's Passion.

This was a very popular subject for Spanish paintings during the second half of the seventeenth century. This work was probably produced for private devotion. "

domingo, 25 de julho de 2010

Um auto-retrato sui generis!

Bartolomé Esteban Murillo é um pintor sevilhano. Gostei deste auto-retrato por causa da ilusão que ele criou, parece que está a sair da moldura. Viveu entre 1618 e 1682 e insere-se no barroco espanhol. Na base do quadro, pode ver-se a paleta e os pincéis, à direita, e possivelmente, o estudo do quadro, à esquerda .
x
Bartolomé Esteban Murillo, Auto-retrato, c.1670-3

Óleo sobre tela, 122 x 107 cm, National Gallery, Londres

(...)
Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada
É livre, quem não tem, e não deseja,
Homem é igual aos deuses.

Ricardo Reis, Odes

Retirado do livro: Três Histórias de Amor de Yvette Centeno, Lisboa: Asa, 1994, p. 69

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia de um santo português

Murillo (1618-1682)
Pintado para o Hospital de la Santa Caridad, de Sevilla

Dia 8 de Março é o dia de S. João de Deus. Nasceu, em 1495, e morreu, em 1550, nesse dia.

A Missa brevis Sancti Joannis de Deo foi composta, em 1775, por Haydn.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Duas mulheres à janela.

Aqui está um dos raros temas profanos de Murillo:

O Riso da maturidade e o riso da inocência!

Vamos Rir?

127 x 106 cm
c. 1670
Washington: National Gallery of Art.