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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

PENSAMENTO(S) - 151

Verdade sim, mas dita com piedade.

- Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama do Tibete.

" Eu só disse a verdade", " Só estou a dizer a verdade"- frases que ouço, e se calhar todos vamos ouvindo, e que têm o condão de me irritar pois por vezes são meros pretextos para um exercício aparentemente "limpo" de crueldade, brutalidade ou desrespeito. Concordo com o chefe supremo do budismo tibetano: o melhor é doseá-la com piedade. Ou melhor ainda: há situações em que uma mentira piedosa é moralmente preferível a uma verdade inconveniente.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Ainda o Dalai-Lama e a África do Sul



Escrevi há dias sobre a recusa da África do Sul em conceder um visto de entrada ao Dalai-Lama para que este participasse numa conferência sobre paz mundial. Foi ontem divulgado o cancelamento de tal conferência após a polémica que suscitou a dita recusa de visto. Acho bem. Não me parece útil falar de paz no mundo quando se proíbe alguém de participar, de fazer ouvir a sua voz. Mais vale o ensurdecedor silêncio.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Et tu África do Sul ?

Li hoje na imprensa que o governo da África do Sul não concedeu visto ao Dalai-Lama para participar numa conferência sobre a paz mundial. Recusa que se deveu, segundo a imprensa sul-africana, às pressões chinesas.
Assim se vê, por um lado, a crescente influência chinesa no continente africano, e por outro como tudo se relativiza no país de Mandela e do apartheid...

terça-feira, 17 de março de 2009

17 de Março de 1959

Há precisamente 5o anos, na sequência da invasão chinesa como já foi aqui abordado pela nossa Ana, e depois de três dias de massacres contra os manifestantes que se tinham juntado à volta doo palácio de Norbulingka para protestar contra o eventual rapto do seu soberano, na noite de 17 para 18 de Março, Tenzin Gyatso, 14º Dalai-Lama e então com 24 anos, decide fugir do Tibete o que faz sob disfarce e acompanhado de um punhado de ministros e leais funcionários. Numa viagem épica, atravessam os Himalaias e chegam à Índia no dia 31 de Março. A resistência tibetana ao invasor chinês durou mais do que a fuga do seu soberano: apenas termina no final do ano de 1960, com o esmagamento dos últimos grupos de resistentes. Entre 1959 e 1960 terão sido mortos 87.000 tibetanos.
No seu refúgio indiano de Dharamsala, o Dalai-Lama instala a 2 de Setembro de 1960 um "governo tibetano no exílio" e vai organizando uma crescente diáspora de tibetanos exilados que chega ao longo dos anos aos 100.000, nunca deixando de erguer a sua voz em defesa dos tibetanos oprimidos mas proclamando a não-violência, o que lhe valeu o Prémio Nobel da Paz em 1989.
Em 1991, é promulgada uma constituição que mantém o Dalai-Lama como chefe supremo espiritual e temporal, embora Tenzin Gyatso tenha logo feito uma declaração pela qual abandonará, tal como os outros clérigos, todas as funções administrativas no dia em que regressar ao Tibete.
Actualmente, o Dalai-Lama já não reclama sequer uma independência plena, reivindicando apenas uma autonomia real para o Tibete, com cessação das transferências forçadas de população para outras regiões da China, e respeito pelo património natural e cultural tibetano, bem como a instauração de liberdades democráticas básicas.

terça-feira, 10 de março de 2009

Breve Notícia que Embaraça qualquer Estado de Direito!

Faz hoje, 50 anos (10 de Março, 1959) que a China invadiu o Tibete e o 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, teve que deixar Potala e exilar-se na Índia.
Tibete, região de difícil acesso, permaneceu isolado durante muito tempo. Um jesuíta português, António de Andrade foi o primeiro ocidental a chegar àquelas paragens.
Desde que se exilou, o Dalai-Lama tem envidado esforços para que a comunidade internacional faça pressão sobre a China e reconheça a sua autonomia.
Dalai Lama obteve o prémio Nobel da paz, em 1989.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Biografias, autobiografias e afins - 9


É a primeira grande fotobiografia do Chefe Supremo do Budismo Tibetano, e ex- soberano do Tibete. Imagens de 1939, quando aos 4 anos Tenzin Gyatso foi proclamado o XIVº Dalai Lama, e a procissão atravessou metade do Tibete até chegar a Lassa, bem como imagens da vida em Lassa antes da invasão chinesa, e ainda raras fotografias dos interiores do Potala, o famoso palácio dos soberanos tibetanos. O livro conta com textos de Sua Santidade e de Claudine Vernier-Palliez, e ainda um prefácio de um nome conhecido do budismo em França- Matthieu Ricard.
- Dalaï- Lama, Images d' une vie, Claudine Vernier-Palliez, Éditions Hoëbecke, 120p, 250 fotos, 30 euros.

domingo, 14 de setembro de 2008

PENSAMENTO DO DIA

" Se queres ver os outros felizes, pratica a compaixão. Se queres ser feliz, pratica a compaixão. "

- Dalai Lama