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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Libreria Piccolomini - a nossa nova vinheta

Ainda no rescaldo do Dia Mundial das Bibliotecas em que MR postou vários marcadores belíssimos, dedico a primeira vinheta do mês de julho à Libreria Piccolomini em Siena. 

A catedral românico-gótica de Siena, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, é uma das (inúmeras…) obras italianas em que arquitetura e arte abundam. Grandes nomes deixaram a sua marca, tais como Michelangelo, Donatello ou Nicola e Giovanni Pisano. Uma das pérolas mais preciosas desta catedral é a biblioteca Libreria Piccolomini, cujos frescos são da autoria de Pinturicchio e seus discípulos, realizada entre 1503 e 1508, com cenas que narram a vida de Enea Silvio Piccolomini (1405 – 1464), o célebre humanista que viria a ser o Papa Pio II. Foi mandada edificar por Francesco Tedeschini Piccolomini (sobrinho de Enea) que também foi papa (Pio III), ainda que por apenas 26 dias. Infelizmente, os livros de Pio II nunca chegaram a estas paredes. Resta, no entanto, a extraordinária homenagem de arte a um extraordinário protagonista do século XV - homem culto, de fé e de poder.

segunda-feira, 30 de junho de 2025

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Leituras no Metro - 2932

Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2024

Sala de leitura da Biblioteca de São Lázaro. Criada em 1883 é a mais antiga biblioteca de Lisboa. Postal-marcador. Foto de Susana Neves.

Comprei dois exemplares deste livro: eu para mim e outro que ofereci. E pensei em comprar mais exemplares. Ainda bem que não o fiz porque este livro é francamente mau: mal escrito (até com erros ortográficos: emponham em vez de empunham) e mal concebido. Não dá nenhuma ideia do que é uma biblioteca pública, quanto mais que atraia público para as frequentar.
Bibliotecas são livros e, dados os novos tempos, também acesso a computadores, CDs, DVDs, jogos, etc.
Só o li até à p. 40, mas até aqui, em que trata das bibliotecas Almeida Garrett (Porto), de Arouca, de Bragança, Belmiro de Moura (Vila Flor, mas quem foi Belmiro de Matos?*) e Dr. Júlio Teixeira (Vila Real) não se refere o que os leitores ou frequentadores dessas bibliotecas leem ou consultam.
Um tema fantástico, com pano para mangas... mas o autor (até duvido que ele frequente alguma biblioteca) dá-nos um reles roteiro (uma espécie de anuário) de bibliotecas, com indicação do horário de funcionamento das mesmas e das suas funcionalidades, coisas francamente desinteressantes. Não era isto que eu esperava de um livro sobre A biblioteca nesta coleção, um livro francamente desanimador. 

* Continuo sem saber quem foi Belmiro de Matos porque nem a página web da BM de Vila Flor nos diz quem foi o seu patrono.

Ver aqui.

Marcadores de livros - 3069

Versos e reversos.

Com agradecimentos a Pini.

sábado, 1 de julho de 2023

Marcadores de livros - 2713

Cinco marcadores da Bibliothèque des Champs Libres. O reverso é igual em todos.

Em baixo, marcadores de várias bibliotecas de Aube, departamento francês cuja capital é Troyes:

Verso e reverso.



Versos e reversos.

Versos e reversos.

Verso e reverso de um marcador com Michel vaillant, bd de Jean Graton.


Versos e reversos.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

O «Tesouro dos remédios da alma» - 50


«Entre os dez e os quinze anos, frequentei uma escola em Nova Iorque que tinha uma biblioteca só para os alunos dos anos menos avançados. Era como gosto que as bibliotecas sejam - escura, com estantes de livre acesso, paredes forradas de livros e nichos junto às janelas, onde nos podíamos enroscar sobre uma almofada. As estantes estavam  cheias de livros que as crianças queriam ler. Durante três anos, foi o paraíso para mim. Mas um dia, no início do oitavo ano, apareci lá, preparada para me sentar a ler, e disseram-me: não, os alunos do oitavo ano não podem frequentar esta biblioteca, tem de ir à biblioteca dos anos mais adiantados. Então fui expulsa desse Jardim do Éden.» 
Entrevista de Lydia Daves a Andrea Aguilar e Johanne Fronth-Nygren para a Paris Review, 2015. 
In Entrevistas da Paris Review. Lisboa: Tinta da China, 2017, vol. 3, p. 358.

Marcadores de livros - 1925


No Dia Mundial das Bibliotecas, com um agradecimento à Luísa.

O «Tesouro dos remédios da alma» - 49

The John Rylands Library, Manchester

«Quando era jovem e estava a tirar o meu doutoramento em Inglaterra tentava aproveitar o máximo de tempo para ler e escrever e assim não tive vida. Pensava: "Já tenho 20 anos, nunca mais vou estar aqui e por isso tenho de aproveitar para ler, ler e ler." O mal dos países ditos civilizados é que têm muitos estímulos. As bibliotecas estão cheias de livros maravilhosos e se uma pessoa for maluquinha de trabalho nunca mais pára. Pode-se enlouquecer com tanto para usufruir.» 

Miguel Esteves Cardoso - entrevista à Revista do Expresso, 7 nov. 2020, p. 52.


quarta-feira, 1 de julho de 2020