Sobre o título de «ASAE apreende livro As gémeas marotas na Bedeteca de Lisboa», Fábio Monteiro escreve no Expresso de hoje sobre a apreensão desse livro numa biblioteca pública. Eu não queria acreditar!!!
As gémeas marotas «é uma recriação erótica da personagem Miffy, pequena coelha branca, protagonista de histórias simples para a infância, do autor holandês Dick Bruna, falecido em 2017. Ao Expresso, a ASAE não justificou a ação». Não justificou porque este ato não tem justificação.
As gémeas marotas «é uma recriação erótica da personagem Miffy, pequena coelha branca, protagonista de histórias simples para a infância, do autor holandês Dick Bruna, falecido em 2017. Ao Expresso, a ASAE não justificou a ação». Não justificou porque este ato não tem justificação.
A ação nem sequer foi despoletada pela Asa, editora de Dick Bruna em Portugal. Foi-o por um artigo do padre Gonçalo Portocarrero de Almada, colunista do Observador e cruzado dos 'bons costumes', que, fazendo eco de uma polémica que teve lugar na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, escreveu em 7 de setembro passado naquele jornal: «Só uma mente depravada, senão mesmo criminosa, se empenha em perverter as crianças, através de uma aparentemente inocente história infantil.» Eu, como a grande maioria dos portugueses, desconhecia o livro, mas pelos vistos o padre leu-o. E o que aconteceu? Com esta crónica de Portocarrero de Almada a edição de 5000 exemplares, publicada há sete anos, esgotou. E se mais livros houvesse, mais livros se tinham vendido. :-))










