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quarta-feira, 12 de julho de 2023

Marcadores de livros - 2725

A Saída de Emergência foi criada há 20 anos e fez para a Feira do Livro uma coleção de 20 marcadores com 20 dos seus autores. Uma ideia que outras editoras podiam copiar.
Fiquei a saber que a Saída de Emergência, a Chá das Cinco e a Desassossego pertencem ao mesmo grupo editorial.

Para o Jad.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Bacio - 81

Charles Mills Sheldon - Edgar Allan Poe a trabalhar, 1910.

«Não há beleza sem um toque de estranheza.» 
Edgar Allan Poe

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

sábado, 25 de setembro de 2021

Bacio - 29

Pierre Puvis de Chavannes - O sonho, 1883
Paris, Musée d'Orsay

«Os grandes sonhadores nunca dormem.»
Edgar Allan Poe

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Harry Crosby

Harry e Polly Crosby, Paris, set. 1922

Busto de Harry Crosby, feito por Caresse Crosby

Poeta e editor, nasceu em boston em 4 de junho de 1898. Filho de banqueiros, participou como voluntário na I Guerra Mundial, onde dirigia ambulâncias. Escapando ileso de um ataque da artilharia alemã que destruiu a ambulância que guiava, Crosby declarou que naquele momento deixara de ser um garoto e transforma-se num homem. O que viveu na Guerra sempre o atormentou.
Depois da Guerra, casou com Polly Peabody e vai viver para Paris, onde ambos fundam as Éditions Narcisse e mais tarde a Black Sun Press. Estas editoras publicaram, entre outras, obras do próprio casal e de Hart Crane, D. H. Lawrence, Ernest Hemingway, Laurence Sterne, Kay Boyle, James Joyce, René Crevel e T. S. Eliot.
Paris: Ed. Narcisse, 1927
O primeiro livro publicado pelas Ed. Narcisse. O da foto é o exemplar n.º 27 de uma edição de 44 exemplares.

Paris: Ed. Narcisse, 1927
Dois desenhos de Alaistar de Red Skeletons.

Paris: Ed. Narcisse, 1927
Duas das três aguarelas de François Quelvée que ilustram o livro de Caresse Crosby.

Paris: Ed. Narcisse, 1928
Uma edição de 200 exemplares.

Uma das placas feitas  em papel prateado por Jacomet a partir de desenhos de Alaistar.
The fall of the House of Usher, de Edgar Allan Poe.
Paris: Ed. Narcisse, 1928
Foi vendida na Christie's, em 2004, por $3436,00.
Outra il. de Alaistar para a mesma obra.

Paris: The Black Sun Press, 1928

Harry e Caresse Crosby - Hindu love manual. Paris: The Black Sun Press, [1928]

Paris: The Black Sun Press, 1929

Frontespício de Brancusi para a obra de James Joyce.
Paris: The Black Sun Press, 1929

Il. de John_Farleigh para o livro de D. H. Lawrence.
Paris: The Black Sun Press, 1929

Ed. com il. de Polia Chentoff
Paris: The Black Sun Press, 1929

No dia 10 de dezembro de 1929, suicidou-se, juntamente com uma amante chamada Josephine, num hotel de Nova Iorque.
Poemas seus foram incluídos na antologia da poesia norte-americana de vanguarda, organizada por Rothenberg, Revolution of the Word: A New Gathering of American Avant Garde Poetry 1914-1945, publicada em 2009.

terça-feira, 16 de abril de 2013

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Leituras no Metro - 79

«Aqueles que sonham de dia sabem muitas coisas que ignoram os que só sonham à noite.»
Edgar Allan Poe

sábado, 12 de março de 2011

Poemas - 30



Enquanto existir a literatura norte-americana, e até mesmo a língua inglesa, Poe será sempre lido e estimado. Este The Raven/ O Corvo é um dos seus poemas de que mais gosto. Escolhi a versão dita por James Earl Jones, depois de hesitar bastante entre ela e as de Ian McKellen ou William Shatner.
E este Corvo vai dedicado ao nosso Jad, que recentemente foi perturbado pela leitura de Poe :).

sábado, 15 de maio de 2010

O Corvo - The Raven!

Hoje ofereceram-me O Corvo, poema magnífico do Edgar Allan Poe, e, embora, já tenha umas três edições deste poema, esta edição é a mais bela de todas. As ilustrações são de Gustave Doré realizadas num período de profunda depressão que terminaria com a sua morte prematura. O facto de ser o último trabalho de Doré é para mim também especial. Obrigada!
x
Desenho de Gustave Doré, gravador: H.Claudius
x

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,

Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,

E já quase adormecia, ouvi o que parecia

Osom de alguém que batia levemente a meus umbrais.

"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.

É só isso e nada mais."

x ((...) 1ª estrofe

Desenho de Gustave Doré, gravador: R. A. Muller

Retirada da Wikipedia

Edgar Allan Poe, O Corvo (ed. trilingue português/inglês/espanhol; trad. Fernando Pessoa), Póvoa de Varzim: Editor Manuel Caldas, 2009, p. 8, 15 e 19

sábado, 3 de outubro de 2009

Disse o Corvo "Nunca mais"

Paula Rego, O Corvo
O Corvo
De Edgar Allen Poe

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de sciencias ancestraes,
E já quasi adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus humbraes.
“Uma visita”, eu me disse, “está batendo a meus humbraes.
É só isto, e nada mais”

Ah, que bem d’isso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras deseguaes.
Como eu qu’ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
Pr’a esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celesteaes –
Essa cujo nome sabem as hostes celestiaes,
Mas sem nome aqui jamais!

(…)

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestraes.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solemne e lento pousou sobre meus humbraes,
Num alvo busto de Athena que há por sobre os meus humbraes.
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave extranha e escura fez sorrir minha amargura
Com solemne decoro de seus ares rituaes.
“Tens o aspecto tosquiado”, disse eu, “mas de nobre e ousado,
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernaes.”
Disse o corvo, “Nunca mais”

Pasmei de ouvir este raro pássaro fallar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras taes.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus humbraes,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre os seus humbraes,
Com o nome “Nunca mais”.
(...)

[1ª e 2ª , 7ª, 8ª e 9ª estrofes em 19 do poema]
Athena Revista de Arte, " O Corvo de Edgar Allan Poe", directores Fernando Pessoa e Ruy Vaz, Lisboa: Contexto Editora, (Edição facsimilada), Outubro de 1924, Vol I, nº1 p. 27-28.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Outro retrato de costas

- René Magritte, la reproduction interdite, 1937, óleo sobre tela, Museum Boijmans Van Beuningen, Roterdão.



Depois da Ana ter aqui trazido o famoso retrato de Carlos IV de Espanha por Juan Bauzil, achei que era interessante trazer outro retrato em que o retratado está de costas. Ainda por cima, uma obra de Magritte, neste ano em que tanto se tem falado dele.

Este é o retrato de Edward James, coleccionador, poeta e amigo dos surrealistas. E daquilo que li, parece resultar que Magritte pretendeu com esta obra demonstrar a incapacidade do homem em se conhecer a si mesmo, envolvido que está por aparências e ilusões. Além desta interpretação mais séria, há quem veja na obra também um bom exemplo do humor do autor...

Um pormenor a reter é o livro, que nesta imagem não se vê muito bem, mas que é um dos mais intrigantes do grande Edgar Allan Poe, a Narrativa de Arthur Gordon Pym...

terça-feira, 24 de março de 2009

Novos lançamentos



E o Corvo, sem ter voado, permanece ainda sentado
Na branca estátua de Palas que há sobre os meus portais,
E tem o olhar transtornado de demónio estremunhado;
E a luz que sobre ele arde urde no chão uma forma,
E a minha alma, dessa sombra que soçobra ainda agora,
Não recobra... nunca mais!

Edgar Allan Poe
Trad. Margarida Vale de Gato