«Interessava-me que a história pudesse fazer a ponte entre dois momentos separados por cerca de 30 anos, em Barcelona. Quis falar sobre as mudanças que se deram na cidade e na vida dos seus habitantes, durante esse intervalo de tempo. Barcelona era uma cidade triste, deprimida, praticamente desconhecida, e converteu-se entretanto num dos maiores destinos turísticos europeus.»
«É claro que que houve progresso económico, e preferimos uma cidade rica a uma cidade miserável, mas por outro lado a cidade foi sendo destruída e transformada num parque de diversões.»
«Tenho uma relação difícil com a cidade. Conheço-a bem, é a minha cidade, mas já não me revejo nela.»
Eduardo Mendoza sobre Barcelona, numa entrevista a A Revista do Expresso, Lisboa, 28 jan. 2017, p 67.
Espero ler em breve este livro, recentemente publicado em Portugal:
«O bar fechou e tornou a abrir convertido num franchising de tapas industriais. Onde estava a Loja de Lingerie Muñoz agora vendem camisolas do Barça, leques de plástico e telemóveis de duvidosa proveniência. [...] Barcelona mudou, como eu vaticinava, mas para se converter na capital mundial da quinquilharia e da idiotia.» (O segredo da modelo perdida)