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domingo, 3 de fevereiro de 2013
domingo, 23 de janeiro de 2011
Quevedo

http://cdeassis.files.wordpress.com/2010/03/200px-monumento_a_quevedo_madrid_01.jpg
Monumento a Quevedo em Madrid, de A. Querol, 1902

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/53/Monumento_a_Quevedo_%28Madrid%29_03.jpg
Alegoria à poesia. Pormenor do monumento.
Foto de Luis García , 22 Ago. 2008.
«Quem quiser ter saúde no corpo, procure tê-la na alma.»
Francisco Quevedo
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
A. S. : Escolhas Pessoais II
Juan Van der Hammen ?, séc. XVII[Não consegui encontrar a localização do quadro]
Francisco de Quevedo
Francisco de Quevedo y Villegas (1580-1645), um dos grandes poetas castelhanos de sempre, foi criador precoce e prolífico de obras de diversa índole, e que vão da poesia à sátira, da hagiografia à história. Homem de cultura muito ampla - “Sumamiente apasionado al estudio, leía en el coche, durante la comida (…) era diestro en armas, de atrevido corazón.”- , foi polemista fogoso e temido, e teve com Gongora acerbas disputas literárias (“…Untarei as minhas obras com toucinho, / para que tu não as mordas, Gongorilla / …”).
Não esquecendo a obra pícara “El Buscón”, o que dele mais aprecio é, sem dúvida, a obra poética que constitui “ El Parnaso Español”, que reagrupa os seus poemas e que foi impressa, postumamente, em 1648. A poesia de Quevedo caracteriza-se, numa das vertentes mais reiteradas, por reflexões obsessivas sobre a morte e a decadência física (“…a boca pelos anos saqueada / olhos doentes em noite sepultados…”), sob um registo conceptista muito próprio e de grande liberdade expressiva, com um domínio genial das palavras e jogos malabares de múltiplos sentidos. Exemplificativo é o soneto “A una nariz”: "Era um homem a um nariz colado, / era um nariz superlativo, / era um nariz saído e pontiagudo, / era um peixe-espada bem barbudo"…).
Quevedo foi amigo e correspondeu-se com Francisco Manuel de Melo (carta L da "Centúria Segunda" das Cartas Familiares) que usou o seu nome como interlocutor crítico nos diálogos de Hospital das Letras.
Transcrevem-se, de Quevedo, em tradução de David Mourão-Ferreira, duas quadras de um soneto que ele compôs na Torre de Juan Abad, em tempo de exílio e isolamento.:
“ Da Torre
Retirado na paz destes desertos,
com poucos, porém doutos livros juntos,
vivo em conversação com os defuntos,
com os olhos escuto a voz dos mortos.
Se nem sempre entendidos, sempre abertos,
Emendam ou fecundam meus assuntos;
e em musicais silentes contrapontos
ao sonho de viver falam despertos.“
[…]
Post de Alberto Soares
Francisco de Quevedo y Villegas (1580-1645), um dos grandes poetas castelhanos de sempre, foi criador precoce e prolífico de obras de diversa índole, e que vão da poesia à sátira, da hagiografia à história. Homem de cultura muito ampla - “Sumamiente apasionado al estudio, leía en el coche, durante la comida (…) era diestro en armas, de atrevido corazón.”- , foi polemista fogoso e temido, e teve com Gongora acerbas disputas literárias (“…Untarei as minhas obras com toucinho, / para que tu não as mordas, Gongorilla / …”).
Não esquecendo a obra pícara “El Buscón”, o que dele mais aprecio é, sem dúvida, a obra poética que constitui “ El Parnaso Español”, que reagrupa os seus poemas e que foi impressa, postumamente, em 1648. A poesia de Quevedo caracteriza-se, numa das vertentes mais reiteradas, por reflexões obsessivas sobre a morte e a decadência física (“…a boca pelos anos saqueada / olhos doentes em noite sepultados…”), sob um registo conceptista muito próprio e de grande liberdade expressiva, com um domínio genial das palavras e jogos malabares de múltiplos sentidos. Exemplificativo é o soneto “A una nariz”: "Era um homem a um nariz colado, / era um nariz superlativo, / era um nariz saído e pontiagudo, / era um peixe-espada bem barbudo"…).
Quevedo foi amigo e correspondeu-se com Francisco Manuel de Melo (carta L da "Centúria Segunda" das Cartas Familiares) que usou o seu nome como interlocutor crítico nos diálogos de Hospital das Letras.
Transcrevem-se, de Quevedo, em tradução de David Mourão-Ferreira, duas quadras de um soneto que ele compôs na Torre de Juan Abad, em tempo de exílio e isolamento.:
“ Da Torre
Retirado na paz destes desertos,
com poucos, porém doutos livros juntos,
vivo em conversação com os defuntos,
com os olhos escuto a voz dos mortos.
Se nem sempre entendidos, sempre abertos,
Emendam ou fecundam meus assuntos;
e em musicais silentes contrapontos
ao sonho de viver falam despertos.“
[…]
domingo, 19 de outubro de 2008
Paco Ibañez canta dois poetas castelhanos
Por sugestão de Miss Tolstoi, porque durante anos ouvi «obsessivamente» Paco Ibañez, que me fez conhecer muitos poetas espanhóis, e, já agora, no seguimento de «Money»...
Escutem as palavras destes poetas, muito actuais.
Francisco Quevedo - «Don Dinero»
Arcipreste de Hita - «Lo que puede el dinero»
E, Miss Tolstoi, acho que não sabe, mas ele vem cantar a Lisboa, à Culturgest, no dia 9 de Janeiro de 2009, às 21h30. E sabia que ele tem um site?: http://www.aflordetiempo.com/webNova.htm
Escutem as palavras destes poetas, muito actuais.
Francisco Quevedo - «Don Dinero»
Arcipreste de Hita - «Lo que puede el dinero»
E, Miss Tolstoi, acho que não sabe, mas ele vem cantar a Lisboa, à Culturgest, no dia 9 de Janeiro de 2009, às 21h30. E sabia que ele tem um site?: http://www.aflordetiempo.com/webNova.htm
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