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domingo, 3 de julho de 2016

El poeta a su amada


Conheci a poesia de Cesar Vallejo através desta canção de Paco Ibáñez, há muitos, muitos anos. :)

Em geminação com o Arpose.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A memória já cá não mora, diz T-shirt

«Um futebolista português foi transferido do Santa Clara, Açores, para o modesto Jaén, Espanha. Na apresentação, ontem, ele chumbou em memória: apareceu de T-shirt com a cara de Franco estampada. Não a de Franco Baresi, grande líbero, que brilhou no Milan, mas a do general Francisco Franco Bahamonde, não confundir com Federico Bahamontes, lendário ciclista, ganhador dum Tour. Quer dizer, o nosso patrício, com tanta escolha haveria logo de ir pela cara dum pulha. Lá esteve, com sorriso de defeso e um criminoso ao peito. Se fosse manobra publicitária, seria de arromba (muitos tweets, ontem), mas foi só ignorância, ele não sabia de Espanha. Pior, os do clube de Jaén - que viram o português, do chegar até se sentar na sala das apresentações, e não o preveniram - alinharam em maior ignorância, não sabiam nada da sua Jaén. Esta é a andaluza capital mundial do azeite, cercada de oliveiras. Um dia, noutra eternidade, ouvi Paco Ibáñez a cantar "Andaluces de Jaén". Voz dorida dum exilado, a cantar quem trabalha: "Andaluces de Jaén / Aceituneros altivos/ Decidme en el alma, quien? / De quien son esos olivos? / Andaluces de Jaén." Palavras de Miguel Hernández, que começou pastor na Andaluzia e fez-se poeta grande. No fim da guerra civil, tentou fugir para Portugal mas Salazar devolveu-o a Huelva, ao tal da T-shirt. Miguel Hernández morreu numa cela, em 1942, aos 31 anos. Nada é tão perda de memória como quando ela é exposta ao peito.»
Ferreira Fernandes
DN, Lisboa, 30 jul. 2015

Quando vi este rapazinho na tv, também eu me lembrei da canção de Paco Ibáñez.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Boa noite!

O recital de Paco Ibáñez na Gulbenkian foi, para mim, um espetáculo cheio de canções novas. Uma delas foi «Quisiera esta tarde» com poema da argentina Alfonsina Storni. Esta inspirou a canção «Alfonsina y el mar» de Mercedes Sosa.
Uma das coisas que agradeço a Paco Ibáñez foi ter-me dado a  conhecer muitos poetas espanhóis e sul-americanos. Não digo Lorca, nem Gongora ou Quevedo, mas Alberti, Cernuda, León Felipe, Gabriel Celaya, Miguel Hernández, Cesar Vallejo, Ruben Darío e outros. Não sei se os teria lido tão cedo se não os tivesse ouvido na voz de Paco Ibáñez. Agora vai ser a ver de Alfonsina Storni.

Buenas tardes!

Paco Ibáñez é, com José Afonso, o cantor que mais frequentemente oiço.

Este LP foi-me oferecido pelos meus pais. Veio de Salamanca em 1969. Tocou tanto que não está em muito boas condições. A partir daqui fui comprando tudo o que conseguia de Paco Ibáñez. 

Este é o único disco (cd) de Paco Ibáñez que nunca oiço. Não gosto de o ouvir a cantar Brassens. 
Neste cd, de 2002, Paco Ibáñez. nascido em Valência, em 1934, recorda o período em que viveu no País Basco. Vai para França com a família em 1948: o pai era militante anarco-sindicalista. Vive atualmente em Barcelona.
O cd foi feito com Imanol Larzabal, cantor e compositor basco, entretanto falecido.
Este LP desapareceu-me e nunca o consegui repor. Aliás, os discos deste cantor são dificílimos de encontrar.

Paco Ibáñez

Logo na Gulbenkian

sábado, 13 de novembro de 2010

Paco Ibáñez em Lisboa


O cantautor espanhol Paco Ibáñez vai actuar no dia 18 na discoteca Lux, em Lisboa, na apresentação do CD com a banda sonora do documentário José & Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes.
A apresentação do CD da banda sonora na discoteca LuxPara além de Paco Ibáñez, actuarão Camané, Pedro Gonçalves e Pedro Granato.
O filme José & Pilar terá uma exibição especial no cinema São Jorge, na 3.ª feira, 16, dia em que José Saramago completaria 88 anos.


LA POESÍA ES UN ARMA CARGADA DE FUTURO

Cuando ya nada se espera personalmente exaltante,
mas se palpita y se sigue más acá de la conciencia,
fieramente existiendo, ciegamente afirmado,
como un pulso que golpea las tinieblas,

cuando se miran de frente
los vertiginosos ojos claros de la muerte,
se dicen las verdades:
las bárbaras, terribles, amorosas crueldades.

Se dicen los poemas
que ensanchan los pulmones de cuantos, asfixiados,
piden ser, piden ritmo,
piden ley para aquello que sienten excesivo.

Con la velocidad del instinto,
con el rayo del prodigio,
como mágica evidencia, lo real se nos convierte
en lo idéntico a sí mismo.

Poesía para el pobre, poesía necesaria
como el pan de cada día,
como el aire que exigimos trece veces por minuto,
para ser y en tanto somos dar un sí que glorifica.

Porque vivimos a golpes, porque apenas si nos dejan
decir que somos quien somos,
nuestros cantares no pueden ser sin pecado un adorno.
Estamos tocando el fondo.

Maldigo la poesía concebida como un lujo
cultural por los neutrales
que, lavándose las manos, se desentienden y evaden.
Maldigo la poesía de quien no toma partido hasta mancharse.

Hago mías las faltas. Siento en mí a cuantos sufren
y canto respirando.
Canto, y canto, y cantando más allá de mis penas
personales, me ensancho.

Quisiera daros vida, provocar nuevos actos,
y calculo por eso con técnica qué puedo.
Me siento un ingeniero del verso y un obrero
que trabaja con otros a España en sus aceros.

Tal es mi poesía: poesía-herramienta
a la vez que latido de lo unánime y ciego.
Tal es, arma cargada de futuro expansivo
con que te apunto al pecho.

No es una poesía gota a gota pensada.
No es un bello producto. No es un fruto perfecto.
Es algo como el aire que todos respiramos
y es el canto que espacia cuanto dentro llevamos.

Son palabras que todos repetimos sintiendo
como nuestras, y vuelan. Son más que lo mentado.
Son lo más necesario: lo que no tiene nombre.
Son gritos en el cielo, y en la tierra son actos.

Gabriel Celaya (1911-1991)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

«Balada de lo que nunca fue a Granada»


«Venid los que nunca fuisteis a Granada.
Hay sangre caída, sangre que me llama.
Nunca entré en Granada.»
Rafael Alberti (1902-1999)

Depois de ter visto no ARPOSE que passaram ontem 74 anos sobre o assassinato de Lorca.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Boa noite!

Amancio Prada (1949-) é um trovador que conheci há alguns anos, através de um amigo que tinha um disco dele a cantar Rosalía de Castro. Por essa época, ele veio cantar a Lisboa e nesse concerto (no Maria Matos?, no S. Luís?) comprei o cd «Rosas a Rosalía», que inclui esta canção.
E porque há dias APS fez uma referência a Rosalía num comentário:



O último trabalho de Amancio Prada tem como base a obra Coplas a la muerte por su padre, de Jorge Manrique. Não conheço, mas vou-me pôr em campo.


Extracto do poema que Paco Ibáñez também canta:

«Recuerde el alma dormida,
avive el seso y despierte
contemplando
cómo se pasa la vida,
cómo se viene la muerte
tan callando
[...]»

http://www.amancioprada.com/

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Vamos cantar as Janeiras...

Tinha a intenção de colocar hoje esta canção de José Afonso e esqueci-me. Fui há pouco despertada por um comentário da A.R. Obrigada!

José Afonso - «Natal dos simples»


Em Espanha hoje cantam-se villancicos.
Paco Ibáñez - «Villancico» (poema de Gloria Fuertes)

Paco Ibáñez vai estar na Culturgest, 6.ª feira, às 21h30.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Paco Ibáñez

Paco Ibáñez nasceu, em Valência, a 20 de Novembro de 1934.


«Palabras para Julia», música de Paco Ibáñez para poema de
José Agustín Goytisolo.

domingo, 19 de outubro de 2008

Paco Ibañez canta dois poetas castelhanos

Por sugestão de Miss Tolstoi, porque durante anos ouvi «obsessivamente» Paco Ibañez, que me fez conhecer muitos poetas espanhóis, e, já agora, no seguimento de «Money»...
Escutem as palavras destes poetas, muito actuais.

Francisco Quevedo - «Don Dinero»


Arcipreste de Hita - «Lo que puede el dinero»


E, Miss Tolstoi, acho que não sabe, mas ele vem cantar a Lisboa, à Culturgest, no dia 9 de Janeiro de 2009, às 21h30. E sabia que ele tem um site?: http://www.aflordetiempo.com/webNova.htm